28 de março de 2010

1808

Não costumo ler livros que não são ficção, simplesmente porque não são meu tipo preferido de livro - e gosto não se discute. Mas já tinha ouvido falar bastante em 1808 e lido uma matéria escrita pelo autor, Laurentino Gomes, na revista Super Interessante, que havia gostado. Então arrisquei a ler esse livro, pensando que o pior que poderia acontecer seria finalmente eu aprender um pouco sobre história do Brasil.

E funcionou. O livro conta sobre a história da vinda da família real portuguesa para o Brasil, mais precisamente o Rio de Janeiro, que ocorreu em 1808. O autor fez uma pesquisa gigantesca para este livro - vide a quantidade de páginas com informações, notas e fontes. Pude aprender o motivo da fuga da família real, como eles eram, o que vestiam, os costumes da época...

Com o interessante subtítulo Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil, o livro em si mantém-se interessante até o final, nos mostrando um retrato fiel da realidade portuguesa e brasileira da época.

17 de março de 2010

A Mediadora: Reunião

Comecei a ler a série A Mediadora no final do ano passado... Escrita por Meg Cabot (autora da série O Diário da Princesa, entre outros livros para o público adolescente feminino), conta a história de Suzannah Simon, uma garota de 16 anos com o dom - ou maldição - de ter nascido uma mediadora, isto é, uma pessoa que pode ver, ouvir, conversar, sentir e tocar os mortos.

A história dos livros começa quando Suze se muda de New York para a ensolarada Califórnia, para morar com sua mãe, seu novo padrasto e seus três meio-irmãos. Apesar dos fantasmas que a cercam, é claro que, como todo livro para o público feminino, não poderia faltar uma pitada de romance. E ele surge na forma de um... fantasma! Jesse é um fantasma espanhol que mora no quarto de Suze, e por quem ela se apaixona. Em sua nova escola, Suze também conhece mais um mediador, o padre Dominic, que passa a questionar os métodos nem sempre pacíficos de Suze.

No primeiro livro, A Terra das Sombras, fomos apresentados aos personagens e Suze enfrentou o fantasma de uma garota, enfurecida com o ex-namorado.

No segundo livro, O Arcano Nove, Suze recebe uma mensagem de uma mulher assassinada e desconfia de um dos homens mais ricos da cidade que, ainda por cima, pode ser um vampiro.

E agora, em Reunião, ela precisa fingir gostar de Michael Meducci, um dos nerds da escola, para impedir que quatro fantasmas enfurecidos consigam matá-lo. Eles morreram num terrível acidente de carro, no qual Michael estava envolvido... Mas teria mesmo sido um acidente? É o que Suze, Jesse e o padre Dom tentam descobrir.

O livro segue a mesma fórmula dos outros volumes, ou seja, para quem gosta de uma história sobrenatural e meio romântica, é diversão garantida.

15 de março de 2010

Lista de Livros 2010

Livros lidos em 2010, em ordem alfabética (clique no título para ler a resenha):
  1. 1808 - Laurentino Gomes
  2. A Auto-Estrada - Stephen King
  3. A Batalha do Apocalipse - Eduardo Spohr
  4. A Casa Negra - Stephen King & Peter Straub
  5. A Estrada da Noite - Joe Hill
  6. A Hora Mais Sombria (A Mediadora volume 4) - Meg Cabot 
  7. A Hospedeira - Stephenie Meyer
  8. Aprendendo a Seduzir - Patricia Cabot
  9. Assombrado (A Mediadora volume 5) - Meg Cabot  
  10. Aura Negra (Vampire Academy vol 2) - Richelle Mead
  11. Blockade Billy - Stephen King
  12. Caçadores de Bruxas (Dragões de Éter volume 1) - Raphael Draccon 
  13. Carrie, a Estranha - Stephen King
  14. Cidade dos Ossos - Cassandra Clare
  15. Conquista do Amor - Candace Camp
  16. Crepúsculo (A Mediadora volume 6) - Meg Cabot
  17. Depois da Escuridão - Sidney Sheldon e Tilly Bagshawe
  18. Diários do Vampiro: O Confronto - L. J. Smith  
  19. Fallen - Lauren Kate
  20. Feios - Scott Westerfeld
  21. Glória Mortal - J. D. Robb
  22. I am Number Four - Pittacus Lore
  23. Ilusão - Nicola Cornick
  24. Inocente Mordida - Lynsay Sands 
  25. Kaori, Perfume de Vampira - Giulia Moon 
  26. Melancia - Marian Keyes
  27. Nudez Mortal - J. D. Robb
  28. O Amuleto - Nora Roberts
  29. O Beijo das Sombras (Vampire Academy vol 1) - Richelle Mead
  30. Oceanos de Magia - Vários autores 
  31. O Concorrente - Stephen King 
  32. Odd and the Frost Giants - Neil Gaiman
  33. O Desfiladeiro do Medo - Clive Barker
  34. Olhos de Falcão - Alex Barclay
  35. O Prazer de Mackenzie - Linda Howard
  36. Pobre Não Tem Sorte - Leila Rego  
  37. Querido John - Nicholas Sparks
  38. Reunião (A Mediadora volume 3) - Meg Cabot
  39. Sorte ou Azar? - Meg Cabot
  40. Virtude Indecente - Nora Roberts

    14 de março de 2010

    A Casa Negra

    A Casa Negra é a continuação do livro O Talismã e mais uma parceria entre Stephen King e Peter Straub.

    Em O Talismã, conhecemos Jack Sawyer, um menino de 12 anos que atravessa os Estados Unidos de nosso mundo e de outro - os chamados Territórios - em busca da salvação de sua mãe, que está morrendo. Em sua jornada, Jack faz amizades com outros personagens memoráveis (Lobo, Speedy), passa por lugares amedrontadores (o orfanato Sunlight Gardener, o bar Oatley Tap) e enfrenta um vilão com planos malignos (Morgan Sloat).

    A Casa Negra passa-se 20 anos depois de O Talismã. Encontramos um Jack Sawyer diferente, agora um policial aposentado, já esquecido de suas idas e vindas pelos Territórios. Um serial killer de crianças está a solta na cidade de French Landing e Jack é chamado para auxiliar no caso. Porém, começa a se ver cada vez mais envolvido com o caso que, é claro, não é apenas o que aparenta. Jack reecontra Parkus, o duplo de Speedy nos Territórios, que o faz lembrar-se de sua aventura em busca do Talismã.

    Assim como O Talismã, esse segundo capítulo da história de Jack Sawyer é um livro maravilhoso, que não dá para largar. Quem já leu A Torre Negra irá deparar-se com diversos elementos da série, pois King mostra uma conexão direta entre os Territórios de Jack e os diversos mundos de Roland.

    O Talismã e A Casa Negra são livros que eu torço para virarem filmes. Recomendo a todos os fãs de King e de uma boa história de aventura, terror e fantasia.

    A Hospedeira

    Melanie Stryder se recusa a desaparecer. Nosso planeta foi dominado por um inimigo que não pode ser detectado. Os humanos se tornaram hospedeiros dos invasores: suas mentes são extraídas, enquanto seus corpos permanecem intactos e prosseguem suas vidas aparentemente sem alteração. A maior parte da humanidade sucumbiu a tal processo.

    Quando Melanie, um dos humanos "selvagens" que ainda restam, é capturada, ela tem certeza de que será seu fim. Peregrina, a "alma" invasora designada para o corpo de Melanie, foi alertada sobre os desafios de viver dentro de um ser humano: as emoções irresistíveis, o excesso de sensações, a persistência das lembranças e das memórias vívidas. Mas há uma dificuldade que Peregrina não esperava: a antiga ocupante de seu corpo se recusa a desistir da posse de sua mente.

    Peregrina investiga os pensamentos de Melanie com o objetivo de descobrir o paradeiro dos remanescentes da resistência humana. Entretanto, Melanie ocupa a mente de sua invasora com visões do homem que ama: Jared, que continua a viver escondido. Incapaz de se separar dos desejos de seu corpo, Peregrina começa a se sentir intensamente atraída por alguém a quem foi submetida por uma espécie de exposição forçada. Quando os acontecimentos fazem de Melanie e Peregrina improváveis aliadas, elas partem em uma busca incerta e perigosa do homem que ambas amam.

    Um romance de ficção-científica, sobre o verdadeiro significado de humanidade e amor. É assim que defino esse livro maravilhoso da Stephenie Meyer que, apesar de ainda não ter alcançado o status de Crepúsculo (e provavelmente nunca irá), eu gostei muito mais. Não conseguia parar de acompanhar a vida de Peregrina e Melanie, parasita e hospedeira, juntas dividindo o mesmo corpo e o mesmo amor por Jamie, Jared, Ian, Jeb... São personagens que marcam; mesmo tendo terminado o livro, continuo pensando neles, em tudo que passaram. Lindo livro. Recomendo.

    O Desfiladeiro do Medo

    O Desfiladeiro do Medo é um livro sem paralelo: uma descrição implacável e irresistível de Hollywood e seus demônios, contada com um estilo cru e o poder narrativo que transformaram os livros e filmes de Clive Barker em fenômenos mundiais. Hollywood transformou Todd Pickett em um astro. O tempo, porém, está lhe cobrando um preço por isso. Ele não tem mais o rosto perfeito do ano anterior. Após uma cirurgia malfeita, Todd precisa de um lugar onde possa esconder-se durante algum tempo, enquanto as cicatrizes desaparecem. Querendo ser momentaneamente esquecido instala-se em uma mansão no Coldheart Canyon, um recanto da cidade tão secreto, que sequer consta nos mapas. Tammy Lauper, presidente de seu fã-clube, chega à cidade de Los Angeles decidida a solucionar o mistério do desaparecimento de Todd. Lá chegando, descobre segredos a respeito do Coldheart Canyon: os espíritos da “Lista A” dos astros e estrelas falecidos de Hollywood que vieram participar de orgias no canyon...

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    Um livro perturbador, mas ao mesmo tempo excitante e instigante. Do tipo que você não consegue parar de ler. Normalmente leio antes de dormir, mas com esse livro não consegui fazer isso, pois sentia que, se fechasse os olhos, seria transportada para a Terra do Demônio. Enfim, é um livro muito bom para quem gosta de sentir medo.

    O Iluminado

     

    Há muitos anos atrás, lá em 1997, assisti uma versão de O Iluminado. Eram duas fitas VHS que condensavam uma minissérie de quatro horas de duração, baseada no livro. Na época ainda estava começando a entrar no universo Stephen King e assim que vi o filme me apaixonei por eles (o filme e o autor). A história sobre um menininho iluminado (isto é, de uma mediunidade muito forte) que é perseguido pelo pai possuído em um hotel isolado pela neve me cativou muito - por mais estranho que essa frase pareça.





    Passaram-se mais alguns anos e, em uma reprise na TV, assisti a versão anterior de O Iluminado, de 1980, dirigido pelo Stanley Kubrick e com Jack Nicholson no papel de Jack Torrance. Gostei bastante desse filme, mais pela atuação clássica do Jack Nicholson que qualquer outra coisa. Aliás, esse filme tornou-se referência para diversos outros filmes do gênero, aparecendo inclusive em um episódio de Halloween de Os Simpsons.


    Chegamos finalmente em 2009, quando eu finalmente resolvi ler o livro. Reitero a velha ladainha de que o livro é melhor que o(s) filme(s). Amo o jeito que Stephen King escreve e como ele consegue nos passar tudo que os personagens estão sentindo. Senti desespero com Wendy, tentando fugir do marido; senti o medo de Danny que, apesar de ser iluminado, também é apenas um menino de cinco anos; senti a loucura do Hotel Overlook que vai se apossando pouco a pouco de Jack.

    É um livro muito bom, um clássico não só de SK mas da literatura de terror em si. Recomendo para todos os fãs do gênero. Só tomem cuidado caso resolvam ler antes de dormir. Ou terão sonhos (pesadelos?) com um certo baile de máscaras e um quarto de número 217...


    Algumas diferenças entre o livro e os filmes (contém SPOILERS):
    • O filme de 1997 é muito mais completo que o filme de 1980, portanto com mais cenas assustadores, como o ataque dos animais de topiaria (depois de ver/ler você nunca mais vai ver aqueles arbustos em formato de animais do mesmo jeito).
    • Segundo Danny, Tony aparenta ter 11 anos, portanto nada a ver com o adolescente do filme de 1997 e a luz brilhante (o que era aquilo?!) do filme de 1980.
    • A frase "Só trabalho sem diversão faz de Jack um bobão" (all work and no fun makes Jack a dull boy), que é citada até nos Simpsons, não aparece no livro.
    • A cena mais marcante (pelo menos para mim) do filme de 1980, que é o encontro do Danny com as meninas gêmeas em um corredor do Overlook, não acontece no livro.
    • O final do filme de 1997 é mais bonitinho que o final original do livro...
    Enfim, recomendo seguir nessa ordem: ler o livro, ver o filme de 1997, porque é mais parecido com o livro, e depois ver o filme de 1980, para entender as referências em outros filmes.

    A Mediadora

    Depois de terminar as sagas literárias A Torre Negra, Harry Potter e Crepúsculo, eu precisava de uma nova saga para me viciar... Foi quando descobri os livros da série A Mediadora, da Meg Cabot. Dessa autora eu já havia lido os dois primeiros volumes da série O Diário da Princesa e, como havia gostado bastante, resolvi arriscar. E não é que eu me viciei em A Mediadora?!

    A mediadora do título é uma garota de 16 anos chamada Suzannah, que tem o dom de ver, tocar e se comunicar com os mortos. A história começa após ela se mudar para a Califórnia, onde vai morar com a mãe, seu novo padastro e os três irmãos adotivos. Assim que chega, já se depara com um fantasma lindo e moreno chamado Jesse, que vive em seu quarto.

    Por enquanto só li os dois primeiros volumes (são seis), mas posso dizer que a série é viciante. Li os livros rapidinho, pois quando comecei a ler não consegui mais largar. Com certeza quando terminar essa série vou ler os outros livros da Meg Cabot.

    Saiba mais sobre os livros aqui.
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