17 de agosto de 2011

Exodus

Numa época remota havia um mundo...

... um mundo repleto de milagres. Do rodopio das mais minúsculas partículas até a órbita giratória da impensável vastidão do universo, esse mundo dançava com vida milagrosa. Ur, foi assim que os primeiros primitivos seres humanos chamaram o mundo, e o som desse nome primitivo seria transmitido por muitas e muitas gerações, até que bilhões de anos e línguas o amadurecessem e o transformassem em nosso planeta "Terra".

(...) Agora, retroceda à aurora do afogamento do mundo. Posicione-se no frágil momento antes da devastação começar e tente entender o que se passava. Seria o lugar onde estamos agora, exatamente à beira da catástrofe?
 (página 7 do livro)

Exodus começa no ano de 2100. Mara, de quinze anos, vive com sua família na ilha de Wing, que está prestes a desaparecer, devido ao aumento no nível da água dos mares. Através da weave (uma espécie de internet), ela descobre que existe um lugar chamado Mundo Novo, que poderia ser sua única salvação. Mara convence os outros habitantes da ilha a seguirem viagem com ela. Mas o Mundo Novo pode ser apenas o começo de uma longa jornada...

É uma história de ficção científica, mas que poderia ser real. Afinal, já nos cansamos de ver nos noticiários que o nível dos oceanos avança cada vez mais. Tempestades, também, são cada vez mais frequentes.

Não pude deixar de lembrar também de filmes como Waterworld, por conta do planeta estar alagado, e Johnny Mnemonic e outros filmes do estilo cyberpunk, pois o futuro é descrito como um lugar meio destruído, cheio de lixo tecnológico. Além de que Mara utiliza a weave para navegar, numa mistura de internet com realidade virtual.

Enfim, eu gostei bastante do livro! É uma advertência para o que pode acontecer com o nosso planeta se continuarmos abusando dele. Gostei de acompanhar a jornada de Mara (que foi bem sofrida!) e estou ansiosa para descobrir o que virá a seguir.

Algumas partes do livro eu achei um pouco cansativas (por exemplo, quando Mara encontra os Treenesters, um grupo de pessoas que vivem nos topos das árvores). Porém, elas não deixam de ser importantes para a história. Como a autora não dá muitos detalhes sobre o ambiente - o que na minha opinião é bom, pois não gosto de narrativas muito descritivas -, este é um livro para se ler devagar, deixando a imaginação solta para criar.

É o primeiro livro de uma trilogia, sendo que os outros dois são inéditos no Brasil:
  1. Exodus
  2. Zenith
  3. Aurora
Recomendo aos fãs de ficção científica, homens ou mulheres, jovens e adultos.

Outras capas:


Nota:


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