23 de agosto de 2011

A Mão Esquerda de Deus

Preste atenção. O Santuário dos Redentores no Penhasco de Shotover deve seu nome a uma grande mentira, pois há pouca redenção naquele lugar e ele tampouco serve de refúgio divino. A região à sua volta é coberta de arbustos rasteiros e vegetação mirrada e você mal consegue notar a diferença entre verão e inverno, o que quer dizer que faz sempre um frio de rachar a qualquer época do ano. (...) A farinha deixa o concreto mais duro do que pedra, e esse é um dos motivos que possibilitaram à prisão - pois é isso que ele é na verdade - resistir às várias tentativas de conquista, agora consideradas tão inúteis que há centenas de anos ninguém tenta tomar o Santuário de Shotover.
(página 5 do livro)

É nesse lugar horrível, esquecido por Deus, que moram três garotos, com mais ou menos quinze anos: Kleist, Henri e Thomas Cale. Este último, dotado de uma força e habilidades inigualáveis.

Os três descobrem uma maneira de escapar da prisão do Santuário. No caminho, acabam encontrando e levando com eles, Riba, uma garota - a primeira que eles vêem na vida. Assim, os quatro tentarão escapar da opressão dos Redentores, que os mantem prisioneiros.

Fazia tempo que eu queria ler esse livro e, com o lançamento do segundo livro em breve, resolvi adiantar a leitura. Não sabia o que esperar dele, pois não fazia muita ideia de como era a história.

Em resumo, o que eu achei sobre o livro é: começo demorado, meio empolgante e final decepcionante.

Os quatro personagens demoraram tempo demais para sair do Santuário, aproximadamente cem páginas. Eu já estava cansada de ler sobre eles se escondendo em lugares escuros, pensando em desistir da leitura, até que eles chegaram a uma cidade. Aí o livro ficou muito bom! Aconteceu bastante coisa, teve bastante ação, lutas e até romance. Mas o tempo todo eu ficava pensando nas seguintes perguntas: quem eram realmente os Redentores? Por que Thomas Cale era tão importante para eles? O que eles estavam fazendo com Riba? E aí cheguei no final do livro e nenhuma pergunta foi respondida! A explicação para Thomas Cale ser tão importante foi até dada por um Redentor, mas foi uma coisa boba, que não me convenceu.

Enfim, eu não gostei muito do livro. Apesar de ele ter tido partes muito boas, o final não foi o que eu esperava. Vamos ver se irá melhorar no próximo livro, ou se pelo menos irei obter algumas respostas.

Não posso deixar de citar também que um ponto positivo desse livro é a tradução, que está muito bem-feita.

O livro faz parte de uma trilogia, escrita por Paul Hoffman:
  1. A Mão Esquerda de Deus
  2. As Últimas Quatro Coisas
  3. (título indefinido)

Outras capas:


Nota:


Submarino - de R$39,90 por R$29,90
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