2 de maio de 2012

Under the Dome

"What happened?", he cried. "What in the blue fu-"
Then he struck something. Hard. There was nothing there, but Barbie saw the guy's nose snap to the side as it broke. The man rebounded from the nothing, bleeding from the mouth, nose, and forehead. He fell on his back, then struggled to a sitting position. He stared at Barbie with dazed, wondering eyes as blood from his nose and mouth cascaded down the front of his workshirt, and Barbie stared back.
(página 15)

No dia 21 de Outubro, num belo dia de outono, a pequena cidade de Chester's Mill, Maine, mudou para sempre. Uma força inexplicável, no formato de um domo invisível, desce sobre a cidade. Um avião explode com o impacto, carros batem e muitas pessoas perdem a vida, enquanto o domo isola os habitantes de Chester's Mill do resto do mundo.

Fiquei um tempão olhando para a tela do computador sem saber como começar a escrever essa resenha. É difícil passar para vocês tudo que senti lendo esse livro. Afinal, passei tanto tempo com os personagens que sinto que eu realmente estava lá no Maine. Mas vou tentar.

Primeiro, preciso dizer, para quem está chegando no blog agora: Stephen King é meu escritor preferido. Adoro suas histórias, seus personagens, o modo como escreve. Desde a série A Torre Negra, não me aproximava tanto de seus personagens. Barbie, Julia, Coronel Cox, só para citar alguns dos personagens de Under the Dome - porque há MUITOS personagens nesse livro, King conseguiu popular uma cidade inteira - ficaram em meu pensamento e me fizeram sentir que eu estava lá no domo como eles. Foi até difícil fechar o livro e me despedir de Chester's Mill.

Do mesmo modo que King me fez amar certos personagens, como se fossem da minha família, ele me fez odiar outros, os do grupo "do mal". É nesse ponto, aliás, que Under the Dome se assemelha a outra história do autor, chamada O Nevoeiro. É impressionante como a maldade dos seres humanos consegue ser mais aterrorizante do que a situação sobrenatural em que se encontram (e é por isso que tenho mais medo de gente do que de fantasmas e afins).

Mapa de Chester's Mill, que vem no livro.

O livro tem, na versão paperback, que foi a que eu comprei, 1074 páginas. Muitas pessoas me perguntaram se não era pesado, mas não é, porque o papel utilizado no paperback é leve. Já a versão hardcover é pesada sim, precisaria ler apoiado em algo. Outra coisa que eu mesma me perguntei, quando comprei o livro, é: será que é possível existir uma história tão longa que não seja cansativa?

E a resposta é: sim, King conseguiu. Ele até já foi acusado de "escrever demais", mas de uma coisa eu tenho certeza. Apesar do livro ser um "tijolo", eu não senti que a história ficou cansativa em nenhum momento. Não houve uma situação ou descrição que pensei: "ah, isso ele escreveu pra encher linguiça". Eu sentia uma necessidade muito grande de ler devagar, palavra por palavra, para conseguir absorver tudo. Para vocês terem uma ideia de como o livro NÃO é parado, eu estava por volta da página 800 quando percebi que só haviam se passado quatro dias desde a primeira página. Ou seja, acontece muita coisa.

A belíssima capa (aberta) do livro hardcover.

Enfim, é difícil resumir todos os sentimentos que tive ao ler esse livro. Pensei "preciso falar disso na resenha" milhares de vezes enquanto estava lendo, mas já esqueci tudo. Porém, a história certamente ficará na minha memória ainda por muito tempo. Se você quer ler uma boa história, sabe inglês (é inédito no Brasil) e não tem medo de encarar o tamanho do livro, leia! Garanto que não irá se arrepender.

Quer conhecer Chester's Mill? Há o site oficial da cidade: www.chestersmill.com
Lembrando que a cidade é fictícia, assim como sua vizinha Castle Rock, que aparece em diversos livros do King.

Nota:

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