25 de julho de 2012

Resenha do leitor: Eu sei o que você está pensando

A resenha de hoje é assinada pela Ananda! Eu já li o livro e gostei bastante. Vamos conferir a opinião dela? Não deixem também de visitar o blog Caderno de Anotações!

Sinopse:
Uma carta perturbadora chega via correio com uma simples declaração ao final: "Veja como conheço seus segredos - apenas pense em um número." Errará quem pensar que uma carta dessas chega a seu destino final apenas por obra do acaso. Para o detetive aposentado da polícia de homicídios da cidade de Nova York, Dave Gurney, que está formando uma nova vida ao lado de sua esposa Madeleine, as cartas começam a deixar de ser estranhas para se tornarem um complicado quebra-cabeça que levará a uma enorme investigação sobre assassinatos em série. Trazido para o caso como consultor, Gurney em pouco tempo percebe pistas que a polícia local deixou passar. Ainda assim, diante de um oponente que parece ter o dom da clarividência, Gurney vê seus esforços irem em vão, seu casamento rumando a um precipício e, finalmente, um medo incontrolável de que seu adversário não pode ser parado.


Uma das coisas que reparo antes e depois da leitura de um livro é a capa e o título. Esse tem a ver, tanto o título em português e inglês que consegue passar a quase essência do livro; quanto a ilustração da capa, uma pegada avessa e alguns números espalhados.

Quando terminei a leitura do livro, não senti que tivesse terminado. Sei lá, parecia que faltava alguma coisa. Igual aqueles filmes que enrolam e enrolam e no final você acha que poderia ter mais coisa, sabe?
Talvez fosse pelas 340 páginas com muitos sentimentos, as partes com detalhes das cenas do crime e as reuniões longas dos agentes com o povo da polícia (capitão, sargentos, tenentes e detetives).

Só tenho uma comparação a fazer: achei esse livro parecido com episódios do CSI, mas ao invés de ser trinta minutos, tinha quase duas horas.
Achei meio entedioso nos primeiros capítulos. Compridos e com bastante detalhes que eu acho que poderiam ser diminuídos. Esses das reuniões, por exemplo.

Mas tirando isso, achei o livro muito bem escrito, empolgante em alguns capítulos e de tirar o fôlego em outros. Ainda mais quando eles descobriam novas pistas que chegariam ainda mais perto do assassino.

Esse livro tem a narrativa na 3ª pessoa. E Verdon conseguiu transmitir todos os sentimentos (sofrimentos pessoais do passado e presente e aflições) do grande protagonista, o detetive aposentado Gurney.
Além de toda a sua lógica na hora de resolver os casos mais difíceis e de grande exposição na mídia.
Sherlock Gurney, assim ele era chamado por seu "amigo" detetive Hardwick, um canastrão de palavriado nada agradável (eu ri em muitos diálogos, quando ele enfiava um palavrão nas frases. Até nas horas tensas).

"O sujeito precisava ser engraçadinho. Isso definia seu lugar no mundo: Hardwick, o Engraçadinho, Unidade de Crimes Hediondos, Bureau de Investigação Criminal, Polícia do Estado de Nova York."

Uma personagem que me encantou foi a Madeleine, esposa de Gurney. Nunca vi uma mulher tão criativa, espontânea e lógica ao mesmo tempo. Seria perfeita pra Gurney, se não fosse pelo fato dela não suportar mais a vida que ele insistia em continuar a ter, mesmo depois de aposentado. É claro que ela se esforçava a entender que isso levaria tempo. Já que ele era considerado um dos melhores detetives na região e redondezas. E com os hábitos de detetive que ele tinha, não seria fácil largá-los de uma vez.

"Gurney imaginou por que uma mulher assim, tão entusiasmada, tão naturalmente esteta no sentido admirável da palavra, uma mulher tão em contato com a glória das coisas, havia se casado com um detetive tão sem espontaneidade e tão cerebral."

Como dizem: por trás de um grande homem, há sempre uma grande mulher.
Juntando as qualidades que eles tinham: ela com sua inteligência, antenada e objetiva e ele com sua lógica, esperteza e experiência, conseguiram desvendar várias dúvidas e pistas sem sentido que transcorreu em metade do livro.

Esse é daqueles livros que você lê alguns trechos e quando descobre o assassino só consegue dizer: Ah! É ele?!
Mesmo o autor dando várias dicas do porquê o assassino fazia aquilo, ele conseguiu manter em segredo até o final quem era esse terrível antagonista.

"A chance de fazer alguma coisa era muito empolgante comparada com a frustração da investigação e com a sensação arrepiante de que qualquer progresso alcançado podia ser parte do plano do inimigo."

Super recomendo o livro pra quem gosta de um bom e bem narrado/detalhado suspense policial. Porque mistura o suspense, o drama e a inteligência bem ao estilo Sherlock Holmes.

Nota:

Sobre a resenhista - Ananda Malheiros:
Nossa que isso é mais difícil de escrever, que naquela época em que se escrevia o Quem Sou Eu do finado Orkut. haha

Não sei muito bem o que gosto de fazer. Acho que gosto de ir pra varanda, pegar um livro e ler sentada numa cadeira de balanço. rs

Tenho o blog Caderno de Anotações, onde tento colocar tudo que posso. Até resenhas, mesmo quando está difícil o tempo de ler.

http://cadernodaananda.blogspot.com.br/ << blog

Gosto de ficar no meu twitter e pirar com as Tags que aparecem, ainda mais as literárias. hehe

https://twitter.com/cad_anota11 << twitter

Bom, acho que é só isso. :)
Se gostarem da resenha, visitem o meu blog, lá tem isso e muito mais!
Beijos!
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