14 de agosto de 2012

Jogos Vorazes

Você se torna elegível para a colheita no dia em que completa doze anos. Nesse ano, seu nome é inscrito uma vez. Aos treze, duas vezes. E assim por diante até você atingir a idade de dezoito anos, o último ano elegível, quando seu nome aparece sete vezes no sorteio. É assim que acontece para todos os cidadãos nos doze distritos em todo o país de Panem.
(página 19)

Em um futuro indeterminado, em Panem, país dividido em doze distritos, todos param para assistir aos Jogos Vorazes - uma competição televisiva entre adolescentes de todos os distritos, em que eles devem lutar entre si até sobrar apenas um vivo. Quando o nome de sua irmã mais nova é sorteado, Katniss Everdeen se voluntaria como Tributo e parte, junto com Peeta, o filho do padeiro, para a próxima edição dos Jogos Vorazes.

Aposto que todos que estão lendo esta resenha já leram o livro, assistiram o filme ou pelo menos ouviram falar de Jogos Vorazes. Eu já tinha lido várias resenhas que amaram o livro, mas só quando o filme foi lançado que eu finalmente consegui uma promoção boa no Submarino e comprei o box da trilogia - afinal, é livro da Rocco, e Rocco nunca tem promoção. As expectativas estavam super altas, pois todo mundo estava falando de Jogos Vorazes... E posso dizer que agora entendo porque a trilogia tem tantos fãs.

Eu devorei e amei esse livro! Na contra-capa, tem um comentário da Stephenie Meyer (sempre ela), que diz o seguinte:

A história me fez passar várias noites em claro porque, mesmo quando terminava de ler, ficava acordada pensando.

E foi exatamente assim que eu fiquei! Eu parava de ler porque precisava, não porque queria, mas ia dormir pensando na história. Até sonhei com ela!

Katniss e Peeta em cena do filme (fonte)


Vamos ser sinceros: a história de jogar um monte de gente numa arena e deixar todo mundo se matar não é nem um pouco original. O mangá e filme japonês Battle Royale, por exemplo, tem uma história parecida; Stephen King, em O Concorrente, descreveu um reality show difícil de se sair vivo. Independente de "quem copiou quem", o jeito que Suzanne Collins descreve os Jogos Vorazes é ótimo! Senti-me na Arena, sofrendo com os personagens.

Falando neles, adorei Katniss, Peeta e Rue! Katniss, apesar de ser boa em tudo que faz, é bem cabeça dura e fiquei com bastante vontade de bater nela (e com dó do Peeta). Foi até difícil fechar o livro, pois queria continuar com eles... Apesar disso, esse é o tipo de livro em que eu NÃO gostaria de estar dentro dele. Bem melhor ficar esticada no sofá com um livro e tomando leite com chocolate, do que correndo de vespas assassinas.

A autora Suzanne Collins (fonte)

Algo que achei interessante em JV é que, por ser uma distopia, eu esperava algo do tipo: protagonista se rebela contra o governo e salva o mundo. Porém, isso não ocorre! Isso não é ruim, JV simplesmente entrega exatamente o que promete: um reality show violento. Claro que isso me levou a uma reflexão interna, mas aí depende exclusivamente do leitor.

A única coisa que não gostei no livro, que não entra na minha cabeça, foi a história das bestialidades, que aparecem no final. Achei que ficou muito perdido e sem explicação. Mas tem mais dois livros pela frente, então vou aguardar por uma resposta.

Antes eu havia lido outra série da Suzanne (Gregor) e pude perceber que JV é uma escrita mais adulta. E adorei! Espero não me decepcionar nos próximos livros. E que venham os próximos Jogos!

Obs: Stephen King também resenhou este livro, para a revista EW. Leiam aqui (em inglês)


Capa original:

Nota:

Onde comprar: Submarino - Livro 1 | Box da trilogia com bottom
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