24 de agosto de 2012

Resenha do leitor: A Estrada da Noite

A resenha de hoje foi escrita pelo Matheus, do blog Um Pouco de Café! Vamos conferir?

A maioria das resenhas sobre o livro em que eu li eram positivas, 4-5 estrelas no Skoob e, depois que soube que Joe Hill era filho do mestre dos livros de terror, Stephen King, não tive dúvidas senão lê-lo. Mas, eu não achei o livro tão bam-bam-bam assim.

A história dele é diferente: um colecionador de objetos macabros que comprou um fantasma em um leilão online e que agora está o perseguindo. Ok. Mas, achei que faltou alguma coisa no livro, não fiquei satisfeito totalmente com ele. Quando você está lendo, é como se você estivesse em uma montanha russa: ora você está nos loopings, com a adrenalina lá em cima, querendo mais, mais e mais; ora você está em uma com formato de centopeia, andando sempre no mesmo lugar, uma coisa NÃO chata, mas cansativa.

No começo do livro, você fica todo empolgado querendo ler, e cada vez quer mais pra ver o que vai acontecer. Daí o livro fica mediano (não é ruim não), daí ele volta a dar os loopings e novamente volta a ficar mediano.

Joe Hill soube muito bem estruturar os personagens, principalmente Jude, o principal. Ao mesmo tempo que autor colocou Jude como um rockeiro, todo durão e machão, ele soube colocar também um lado humano, em que se importa tanto aos seus cachorros quanto à namorada, Marybeth (ou Geórgia). Nunca sobrepondo um lado ao outro, mas sempre levando ambos os lados num equilíbrio. E também, fato curioso, foi que Jude pela minha imaginação se pareceu muito com o autor, fisicamente. Pelas descrições do livro, pareceu que o autor se auto-descreveu (não inteiramente, mas o rosto pelo menos eu achei; tirando os óculos..)

A trama do livro é uma coisa meio "óbvia". O fantasma assusta Jude. Ele foge. O fantasma o encontra, tenta persuadir Jude a matar Geórgia e os cachorros. Eles fogem, se escondem, o fantasma volta a perseguí-los, e assim vai. Claro, no meio de tudo isso tem coisas surpreendentes, mesmo! Detalhes e revelações que fazem a diferença e dão um "tchãn" na narrativa; coisas que você nem imaginava acontecem, mudam o rumo da narrativa para melhor, inesperadamente.

Não posso dizer que seja uma das melhores histórias em que já li porque estarei mentindo; mas também não digo que ele é Um lixão e uma porcaria. Achei o livro uma boa pedida para passar o tempo, para quem está sem leituras em mente, para fugir da “normalidade formal” das leituras. Há bastante palavrões em todo o livro, sexo e sangue, que incrementaram a história. Se não tivesse o uso deles, iria soar um tanto quanto estranho um roqueiro machão falando "me desculpe.. ai que dor, me machuquei.. rs.

O final, foi uma "tristeza". Acabou assim, sem mais nem menos. MAS ISSO foram as últimas frases do livro, porque como a história terminou eu até que curti. Achei que seria uma coisa e acabou sendo outra. Gostei bastante do autor, da maneira como escreve (fácil e diretamente)e quero ler "O pacto" futuramente.

Nota:

O resenhista - Matheus Bacil Moser:
Sou estudante, estou no segundo ano do ensino médio. Ler é um hobbie, faço quando tenho tempo (já que escola pra mim vem em primeiro plano e é época de vestibular quase). Tentei criar um blog, mas não é muito conhecido e não sei se é bom (umpoucodecafe.wordpress.com). Meu twitter é @Baciil, mas não tem nada de produtivo. Espero que goste de minha resenha, apesar de ser um livro não muito novo :l
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