26 de dezembro de 2012

Feche bem os olhos

Sem dúvida aquele sonzinho, como um estalido, algum dia seria tão fraco em sua memória quanto a imagem de todo aquele sangue, que já começava a se desbotar. Era importante manter as coisas em perspectiva, lembrar-se de que tudo passa. Cada ondulação no lago acaba sumindo.
(página 7)

Uma noiva é decapitada no dia de seu casamento e o jardineiro mexicano é o principal suspeito. Porém, ninguém consegue encontrá-lo. Quatro meses depois, o detetive aposentado Dave Gurney é chamado para desvendar o caso, mas ele logo percebe que não será tão simples como parece.

Continuação de Eu sei o que você está pensando, que já resenhei aqui. Os dois livros são histórias independentes e podem ser lidos fora de ordem; por isso, esta resenha NÃO contém spoilers do livro anterior.

É dito no livro que o caso investigado é como uma cebola: contém camadas. E isso é o que me deixou grudada na história. A cada capítulo, partes vão sendo resolvidas, mostrando que o crime faz parte de algo maior. É um livro muito tenso, do tipo que não dá para largar. Tanto que deixei o livro no sofá para fazer outras coisas, meu marido pegou e leu em um fim de semana. Tivemos que dividir o livro, porque nenhum dos dois queria parar de ler.

Apesar de ter gostado muito do livro, o autor pecou em algumas partes. Gurney é supostamente é o melhor detetive de homicídios do mundo, porém comete um erro de iniciante em certo momento. Afinal, quem vai se encontrar com uma pessoa que nunca viu sem antes procurar o nome dela no Google?

Porém, a história é envolvente e o final, surpreendente. Quem gosta de livros policiais, não pode perder. Espero que a Editora Arqueiro publique logo a continuação, Let the devil sleep (Deixe o demônio dormir).

Outras capas:

Nota:

Onde comprar: Submarino
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