4 de julho de 2013

Delírio

Há sessenta e quatro anos o presidente e o Consórcio identificaram o amor como uma doença, e faz quarenta e três anos que os cientistas descobriram a cura. (...) Minha intervenção está agendada para daqui a exatos noventa e cinco dias: três de setembro. Meu aniversário.

Bem-vindos ao mundo de Delírio, que se passa em um futuro indeterminado no qual o amor é considerado uma doença: a "amor deliria nervosa". Todas as pessoas são submetidas a uma cirurgia ao completarem 18 anos, responsável pela cura. O aniversário de Lena está chegando, mas... Será que ela será mesmo curada? Muitas coisas podem acontecer em noventa e cinco dias...

É o mais mortal entre todos os males: você pode morrer de amor ou da falta dele.

Fazia muito tempo que queria ler esse livro, pois já tinha lido várias resenhas positivas a respeito. Foi até com um certo medo que comecei a ler, já que as expectativas estavam bem altas. Felizmente, Delírio superou todas elas!


Apesar de ser um romance distópico, eu achei a história bem assustadora. Quando eu estava na metade do livro, eu estava até concordando com esse negócio de curar as pessoas do amor, pensando que seria menos sofrimento no mundo etc. Estava discutindo isso com o meu marido, quando ele replicou, entrando na história: "Então vamos abandonar os nossos gatos". E eu respondi na hora: "Não, nunca vou deixar meus gatinhos!". E com isso ele me fez entender como seria horrível não poder sentir nada por eles.

Conforme Lena foi mudando seu modo de pensar, eu também comecei a pensar como ela. No final, fiquei torcendo totalmente pelo amor! Epa... será que fui contaminada com o amor deliria nervosa?!

Recomendo este livro para todos que gostam de distopias. Não vejo a hora de ler o próximo, Pandemônio!

Outras capas:


Nota:

Onde comprar: Submarino
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