9 de julho de 2013

O Palácio da Meia-Noite

Nunca poderei esquecer a noite em que nevou sobre Calcutá. O calendário do orfanato St. Patrick's desfiava os últimos dias de maio de 1932, deixando para trás um dos meses mais quentes da história da cidade dos palácios.

Calcutá, Índia, 1916. O Tenente Peake está sendo perseguido, enquanto tenta salvar dois bebês gêmeos. Ele os entrega a Aryami Bosé, deixando-a responsável por salvar as duas crianças. A história pula para 1932 e passa a acompanhar uma das crianças, Ben, agora com 16 anos, que cresceu no Orfanato St. Patrick's. Mas ele não está totalmente seguro...

Nunca poderei esquecer os rostos daqueles rapazes assustados na noite em que nevou sobre Calcutá. Mas, como meu amigo Ben sempre repetiu, é preciso começar a história pelo princípio...

Quem gosta de Zafón, como eu, já sabe mais ou menos o que esperar deste livro. Mas, para quem nunca leu, explico: fantasia misturada a realidade, grandes mistérios e um segredo que só é revelado no final. Essa, pelo menos, foi a fórmula de todos os livros que li dele até hoje.

Calcutá em 1945 (Wikipedia)

Claro que, se você leu os outros livros, nada tira o mérito deste. A história é emocionante, ás vezes mágica, ás vezes cruel, mas totalmente viciante. Também foi o primeiro livro que li do autor que não se passa em Barcelona (cidade em que ele nasceu), mas desta vez é em Calcutá, na Índia.

Este não foi meu livro preferido do Zafón, mas é uma ótima leitura. É difícil resenhá-lo pois a cada página um segredo era revelado, e eu não quero estragar a leitura de ninguém. Porém, quem gosta de livros juvenis inteligentes não pode perder.

Outras capas:

Nota:

Onde comprar: Submarino
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