4 de fevereiro de 2014

As Luzes de Setembro


À luz do dia, a casa de Lazarus Jann parecia um interminável museu de prodígios e maravilhas. Mas ao cair da noite, as centenas de criaturas mecânicas, os rostos das máscaras e os autômatos se transformavam numa fauna fantasmagórica que nunca dormia.

Zafón, por que você tem que escrever tão bem?! Não sentia vontade de fazer mais nada além de ler, quando peguei esse livro. Ele encerra a "trilogia" infanto-juvenil da Névoa, sendo precedido por O príncipe da névoa e O palácio da meia-noite. Coloquei entre aspas pois os livros não são continuação um do outro, e podem ser lidos separadamente.

Enfim, vamos à história de As Luzes de Setembro. Estamos em Paris, 1937. Após a morte de Armand Sauvelle, sua esposa Simone e seus filhos Irene e Dorian se afundam em dívidas. A salvação aparece em um novo emprego de Simone, como governanta de Lazarus Jann, inventor de brinquedos que vive recluso em sua mansão, com a esposa doente. É aqui que começa mais um cenário misterioso, mágico e levemente macabro, comum nos livros de Zafón.

A trilogia da Névoa (créditos: Americanas)

Acho que não consigo colocar no papel o quanto gostei desse livro. Mas para vocês terem uma noção do quanto me entreguei à história, passei um dia inteiro lendo-o, só parando para ir ao banheiro. É muito bom, e não dava para largar enquanto eu não soubesse como iria terminar.

Detalhe interessante: Lazarus conta uma história, no meio do livro, envolvendo um tal de Andreas Corelli. Fui arrumar o livro na estante e peguei O jogo do anjo, também do Zafón, e vi esse nome na contracapa! Não resisti e já peguei para ler sem seguida.

Se você ainda não leu Zafón, leia! Mas tome cuidado: é difícil deixar o universo dele.

Outras capas:

Nota:

Onde comprar: Submarino

Livro cedido para resenha pela Suma de Letras.
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