25 de fevereiro de 2014

O Solteirão


Ignorando a pontada de culpa em prol de um bem maior e se convencendo de que, ao final, eles lhe agradeceriam, Raina piscou, contendo as lágrimas, e colocou uma mão trêmula no coração.

Raina Chandler tem uma crise de azia, mas se aproveita da situação para enganar seus três filhos homens. Ela diz a eles que sua saúde está frágil e que seu maior desejo é vê-los casados e com filhos. Parece o início de um romance de época, né? Mas não, esse início absurdo de O Solteirão se passa em plenos anos 2000.

Enfim... Rick, Roman e Chase Chandler se reúnem e decidem tirar no cara ou coroa quem será o responsável por satisfazer o desejo da mãe. E o sortudo (ou não) é Roman, que acaba de voltar para sua cidadezinha natal de Yorkshire Falls. Seu plano é escolher uma mulher, engravidá-la e cair fora - típica atitude egoísta e machista. Mas não contava com reencontrar Charlotte, um antigo amor, nessa cidade.

Quando comecei a ler, não estava gostando do livro. Achei a premissa meio absurda. Uma coisa que me incomodou, também, foi o uso de aspas nos diálogos, ao invés de travessão. Aspas são o padrão americano e fiquei com a impressão de que "esqueceram" de adaptar os diálogos.


Depois de umas cinquenta páginas, já havia esquecido disso e a história também começou a ficar mais interessante. Gostei principalmente do desenrolar da história da família de Charlotte, me surpreendeu. E, conforme Roman foi gostando dela, também foi mudando, ficando menos egoísta.

No final gostei do livro; é um chick-lit diferente porque é mais focado na visão do "cara" do que na mulher. Não achei engraçado como li em outras resenhas, mas é uma boa história para passar o tempo. Este é o primeiro livro da série Chandler Brothers, mas felizmente, para os que cansaram de séries como eu, tem começo, meio e fim.

Outras capas - achei a capa brasileira mais divertida:


Nota:

Onde comprar: Saraiva
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