14 de abril de 2015

A Morte de Sarai

Em algum lugar do México.

Já faz nove anos desde que vi um americano aqui pela última vez. Nove anos. Eu estava começando a achar que Javier havia matado todos.

Eu já tinha lido outros dois livros da J. A. Redmerski publicados no Brasil - Entre o agora e o nunca e Entre o agora e o sempre - e tinha gostado bastante deles. Quando soube do lançamento de A Morte de Sarai (que anunciei aqui), não via a hora de ter o livro em mãos.

O que me surpreendeu, em primeiro lugar, foi como esse livro é totalmente diferente dos outros dois. Em segundo, como ele é ainda mais viciante.

Acompanhamos aqui a história de Sarai. Com 14 anos, ela foi levada pela mãe para o México, para viver com Javier, um traficante de drogas. Após nove anos de cativeiro, ela finalmente vê uma chance de fugir quando o americano Victor aparece para acertar um negócio com Javier.

Michael Fassbender como Victor? Aprovado! (pinterest)

Sabem aqueles filmes em que a gente torce para certos personagens, mesmo eles sendo bandidos? A Morte de Sarai é assim. Victor não é nenhum mocinho ou príncipe no cavalo branco - é um assassino profissional, que não pensa duas vezes antes de atirar a sangue frio. Mas também é irresistível. Já Sarai, é impossível não gostar dela. A moça passou por MUITA coisa nesses nove anos em cativeiro, e o livro mostra bem como esse tipo de experiência pode transformar completamente uma pessoa. Eu realmente torcia para que ela conseguisse concretizar sua fuga e, depois, sua vingança.

A narrativa é cheia de ação e não dá para perceber as páginas virando. Mas cuidado: recomendo ler antes de fazer as unhas, porque elas certamente serão roídas no processo.

A série Na Companhia de Assassinos já tem 4 livros publicados no exterior, com mais dois previstos para este ano. Eu não vejo a hora de ler a continuação, O Retorno de Izabel.

Outras capas:


Nota:

Livro cedido para resenha pela Suma de Letras.
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