7 de abril de 2015

As Sete Irmãs

Quando a cerca viva e familiar das pináceas, que protegiam a frente da casa dos olhos curiosos, apareceu no horizonte e eu vi Marina esperando no píer, finalmente comecei a absorver o horror trazido pela perda de Pa.
E percebi que o homem que criara um reino em que todas nós éramos suas princesas não estava mais aqui para sustentar o encantamento.

Após a morte de seu pai, Pa Salt, Maia e suas cinco irmãs, todas adotadas por ele, recebem pistas de suas origens. O primeiro de uma série de sete livro, As Sete Irmãs segue a história de Maia, que sai da Suiça para procurar seu passado no Brasil, mais especificamente no Rio de Janeiro.

Eu amei os outros livros da Lucinda Riley que li (A rosa da meia-noite e A casa das orquídeas), por isso não poderia deixar de ler As Sete Irmãs. Assim como nos outros livros, ela mistura presente e passado. O presente se passa na Suiça e no Rio, em 2007, e o passado no Rio e na Paris de 1927.

Foi uma verdadeira viagem no tempo! Eu nunca havia parado para ler sobre a história da construção do Cristo Redentor, e o livro me transportou diretamente para essa época, misturando fatos com ficção. E posso ser sincera? Foi o melhor livro que li até hoje cuja história se passa no Rio de Janeiro. E olha que a autora é irlandesa!

Mais uma vez, dá para perceber que a autora pesquisou bastante para escrever. Inclusive, na seção de agradecimentos, no final do livro, ela diz que passou um tempo em Ribeirão Preto e no Rio, escrevendo! Achei demais o fato dela viajar para saber mais sobre o tema do livro.


O final me deixou com a pulga atrás da orelha. Tem duas coisas que para mim ficaram óbvias, mas que os personagens do livro não perceberam (e também não vou escrever porque seria spoiler). O próximo livro vai contar a história de Ally, uma das seis (ou sete?) irmãs, e já estou super curiosa para saber para onde Lucinda irá nos transportar desta vez.

Outras capas:


Nota:

Livro cedido para resenha pela Novo Conceito.
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