24 de novembro de 2015

A Irmandade Perdida

Do jeito enigmático que lhe era peculiar, minha avó fez o possível para me ensinar a enfrentar a carnificina da vida. Cascos descontrolados, carruagens velozes, machos predatórios... graças a vovó, quando fiz 10 anos tudo isso já estava mais ou menos dominado.

Diana Morgan é professora e filóloga na universidade de Oxford, na Inglaterra. Ela também é especializada em mitologia grega, principalmente no que se refere ao estudo das amazonas, devido a influência de sua avó.

Mirina e Lilli são duas irmãs que vivem no norte da África, por volta de 1250 a.C. Após sua vila ter sido destruída, elas partem em busca de ajuda, no Templo da Deusa da Lua.

Os caminhos de Diana e Mirina começam a se cruzar através de uma nova descoberta histórica, que pode provar a existência das amazonas...

Adoro livros que misturam passado a presente, pois acho que gente sempre aprende alguma coisa, mesmo que a história esteja misturada com ficção. Eu não esperava encontrar tantos personagens da mitologia grega entrelaçados à história das amazonas - que, aliás, ninguém conseguiu provar ainda se existiram ou não. Como eu não sabia nada sobre elas, acabei aprendendo bastante (e depois correndo para a Wikipédia para ler mais).

Imagem do booktrailer.

Eu gostei da história de Diana, mas a que mais me tocou foi a trajetória de Mirina. Não importa se existiu ou não, ela certamente é um exemplo de força e resistência e temos muito o que aprender com ela. Não podia deixar de torcer por ela.

Esta foi minha primeira experiência com a autora, Anne Fortier, que tem outro livro publicado no Brasil (Julieta), e adorei! Recomendo A Irmandade Perdida principalmente para as mulheres, pois fala bastante sobre independência feminina. Mas quem gosta dos livros da Lucinda Riley e de mitologia grega também não pode perder.

Outras capas:


Nota:

Livro cedido para resenha pela editora Arqueiro.
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