19 de janeiro de 2016

Todos os nossos ontens

Encaro o ralo no centro do chão de concreto. Foi a primeira coisa que vi quando me trancaram nesta cela, e mal desviei o olhar desde então.

O livro começa com duas narrativas em primeira pessoa, contadas em tempos diferentes. Em está em uma prisão e tudo que deseja é escapar de lá para cumprir sua missão. Marina, quatro anos antes, tinha uma vida normal de adolescente até o que o irmão de seu melhor amigo, James, é assassinado na sua frente.

Fazia tempo que eu queria ler esse livro, pois tinha lido na sinopse que era sobre viagens no tempo e adoro esse tema. Porém, não sei se fui com expectativas demais ao livro, e por isso ele acabou me decepcionando um pouco.

O primeiro terço do livro é bem confuso, eu meio que imaginava a relação entre as duas narradoras, mas ainda assim não estava entendendo nada da história. À medida que as coisas vão sendo explicadas, a história ficou bem tensa e aí eu me vi fisgada pelo livro, assim como senti uma empatia maior pelos personagens - principalmente pelo Finn.

Porém, me pareceu que o final ficou muito corrido e o livro terminou de repente. Eu achei o final tão confuso quanto o começo. Se tivesse terminado no capítulo 38, faria mais sentido, mas pareceu que a autora quis dar um final feliz de qualquer forma, e aí para mim a história se perdeu.


Infelizmente, não posso detalhar os pontos que menos gostei no livro, pois seriam grandes revelações para quem ainda não leu. Prefiro que vocês leiam e cheguem às próprias conclusões. A maioria das pessoas gostou bastante de Todos os nossos ontens. Apesar da maior parte do livro ter sido interessante, não gostei tanto dele assim.

Outras capas:


Nota:

Livro cedido para resenha pela Novo Conceito.
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