19 de abril de 2016

Revival

Quando penso em Charles Jacobs - meu quinto personagem, meu agente de mudança, minha Nêmesis -, não ouso acreditar que a presença dele em minha vida tenha qualquer ligação com o destino, pois isso significaria que todas aquelas circunstâncias terríveis - aqueles horrores - estavam fadadas a acontecer.

Revival acompanha a história de Jamie Morton e começa quando ele era apenas uma criança, em 1962 - no dia em que conheceu o pastor Charles Jacobs, que faria parte de sua vida desde então. Após uma tragédia, os dois seguem caminhos bem diferentes, mas voltam a se reencontrar décadas depois, mudando de vez a vida de Jamie.

Não quero comentar muito da história desse livro, pois peguei para ler sem saber nada sobre ela e isso fez com que gostasse ainda mais. Tudo era envolto em mistério e não fazia ideia para onde a história ia me levar.

A cada página virada, senti que estava caminhando cada vez mais para o clímax do livro. Quando faltavam poucas páginas para acabar, senti um pânico pois pensei que não ia dar tempo dele acontecer. Porém no final aconteceu e foi tudo explicado, sem ficar corrido. E que final! É de tirar o fôlego, fiquei horas pensando nele. Com certeza vou me lembrar de suas imagens ainda por muito tempo (ou deveria dizer: suas imagens ainda vão me assombrar por muito tempo?).


Stephen King, mais uma vez, dá motivos para seu título de mestre do horror. Eu achava que Revival era mais uma releitura de Frankenstein, mas ele me surpreendeu mais uma vez. Já o considero um dos mais assustadores do autor, junto de O Cemitério. Definitivamente, recomendo.

Outras capas:


Nota:

Livro cedido para resenha pela Suma de Letras.
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