5 de novembro de 2016

Trecho: Depois daquela montanha


OI...

Não sei bem que horas são. Este treco deve registrar. Acordei faz uns minutos. Ainda está escuro. Não sei quanto tempo fiquei apagado.

A neve entra pelo para-brisa. Está congelada no meu rosto. É difícil piscar. Parece tinta seca nas minhas bochechas. Só não tem é gosto de tinta seca.

Estou tremendo de frio... e é como se houvesse alguém sentado no meu peito. Não consigo respirar. Talvez tenha quebrado duas ou três costelas. Talvez esteja com pneumotórax.

O vento aqui em cima é contínuo, faz força contra a cauda da fuselagem... ou o que restou dela. Alguma coisa acima de mim, talvez um galho, está batendo no vidro. O som é de unhas arranhando um quadro-negro. E entra mais frio pelas minhas costas. Onde ficava a cauda do avião.

Sinto cheiro de gasolina. Acho que as duas asas ainda estavam bem cheias de combustível.

Tenho a sensação de que vou vomitar.


É assim que se inicia o livro Depois daquela montanha, de Charles Martin, que já é considerado o novo rei dos livros românticos. O lançamento já se encontrada nas livrarias, pela Editora Arqueiro.

Alguém já leu? O que achou?

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