5 de dezembro de 2016

O primeiro dia do resto da nossa vida

Na cozinha lá de casa havia um prato pintado à mão que minha mãe tinha comprado durante umas férias em Tenerife. Ele continha os dizeres: Hoje é o primeiro dia do resto da sua vida.

Vamos começar a analisar este livro pela capa. Ela é muito fofa, né! Quando peguei para ler, só tinha lido um trecho do livro, ainda não tinha lido resenha, sinopse, nada. Sim, podem me chamar de fútil, mas eu escolho o livro pela capa, porque assim a história é uma surpresa.

E a história desse livro é sobre o quê, exatamente? Eu poderia dizer que é sobre a vida. Mas vou explicar melhor.

Começa em 1997, com capítulos alternados mostrando os pontos de vista de dois personagens, Tess e Gus. Os dois acabaram de se formar do Ensino Médio e cada um luta suas próprias batalhas: Tess acabou de descobrir que a mãe está com câncer terminal, e o irmão de Gus morreu em um acidente, do qual ele se culpa.

Mas tem um detalhe: Tess e Gus não se conhecem. A história dos dois se entrelaça em vários momentos, mas um não se dá conta da presença do outro.

É aí que fica a beleza do livro, que segue a história de duas pessoas comuns, que poderiam ser eu ou você. O livro mostra que a vida acontece. Acompanhamos a vida de Tess e Gus por dezesseis anos e ela é normal e ao mesmo tempo maravilhosa.

Eu sempre achei que duas pessoas só dão certo juntas quando as duas estão no mesmo momento da vida. Isso é muito pessoal, é algo que hoje me dou conta que aconteceu na minha vida. Tess e Gus passam exatamente por isso. E é por isso que essa não é a história de amor usual, em que o casal se conhece, fica junto, briga e depois volta e vive feliz para sempre. É a história da vida deles. E justamente por isso, eu amei esse livro.

Meg dorme em todos os livros...

Outras capas:


Nota:

Livro cedido para resenha pela Editora Arqueiro.
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