28 de dezembro de 2017

Mitologia Nórdica

Antes do paraíso, não havia nada - nem terra, nem paraíso, nem estrelas, nem céu -, existia apenas o mundo feito de névoa, sem forma nem contorno, e o mundo feito de fogo, eternamente em chamas.

Interesso-me bastante por mitologias e, após meu vício na série Vikings (disponível no Netflix), meu interesse por mitologia nórdica aumentou. Ter essas histórias contadas pelo genial Neil Gaiman, então, era algo que eu precisava ler.

O livro começa com uma pequena introdução sobre a mitologia nórdica (na qual fiquei triste em saber que muitas histórias já se perderam com o tempo) e seus personagens - alguns bem diferentes dos representados pela Marvel; achei engraçado como o Thor era bobão na mitologia original. Depois, segue com quinze histórias protagonizadas pelos deuses, principalmente os conhecidos Thor, Odin e Loki.

A narrativa é muito fácil de ler, mas os nomes são bem complicados. Algumas páginas eu li várias vezes até entender os nomes de todos e de tudo, porque até as coisas tem nomes. Nem me arrisco a tentar pronunciá-los, aliás. Enquanto lia, ia me lembrando das histórias que Ragnar, Lagertha e Aslaug contavam aos seus filhos, na série Vikings. Impossível não lembrar também da série American Gods, baseada no livro de mesmo nome do próprio Gaiman.

Thorzinho bobo e guloso!

A edição da Intrínseca está linda. Capa dura, com ilustrações no começo de cada conto e uma tradução impecável. Foi uma leitura bem rápida, mas que sei que irei reler daqui algum tempo. Se você quer conhecer a Mitologia Nórdica através de um ótimo contador de histórias, não pode perder.

Outras capas:


Nota:

25 de dezembro de 2017

Otherworld

There are guys online who swear it was heaven. They still sit around like a bunch of old geezers, swapping tales of epic storms, monstrous beats and grisly battles. Talk to any gamer in their twenties and at some point they'll say: "You're too young to get it. You never saw Otherworld."

(Há pessoas on-line que juram que era o paraíso. Eles ainda se sentam em círculo como um grupo de velhos, trocando histórias de tempestades épicas, batalhas monstruosas e terríveis batalhas. Fale com qualquer jogador com vinte anos e, em algum momento, eles dirão: "Você é muito jovem para entender. Você nunca viu Otherworld".)

Imagine um mundo online como nunca visto antes, onde os sonhos podem se tornar realidade e as pessoas podem ser o que sempre quiseram ser. Esse mundo é Otherworld. Não há controles, mouse, teclado... As pessoas entram nesse mundo através de um disco, inserido diretamente nelas.

É o que acontece com Kat. Após sofrer um acidente, ela fica em estado vegetativo. Logo a empresa responsável por Otherworld aparece e configura um disco nela. Seu corpo não se mexe, mas sua mente está conectada ao jogo online. Mas seu melhor amigo, Simon, percebe que Otherworld está longe de ser um mundo perfeito, e precisa encontrar Kat no jogo se quiser ajudá-la.

Imagem do booktrailer.

O livro foi escrito por Kirsten Miller e Jason Segel (o Marshall da série How I met your mother, que também é escritor). Eu ouvi o audiobook, narrado pelo próprio autor. O fato do Jason também ser ator fez muita diferença! A leitura dele era emocionante, ele passava suspense e ação nas horas certas, além de atuar como os diversos personagens do livro.

Gostei bastante de Otherworld. É uma mistura de Black Mirror, Jogador Nº 1 e Westworld. Infelizmente, também é o primeiro livro de uma trilogia e como foi publicado este ano ainda terei que esperar bastante para voltar para esse mundo.

Nota:

21 de dezembro de 2017

Oliver Twist

Although I am not disposed to maintain that the being born in a workhouse, is in itself the most fortunate and enviable circumstance that can possibly befall a human being, I do mean to say that in this particular instance, it was the best thing for Oliver Twist that could by possibility have occurred.

(Embora eu não esteja disposto a sustentar que nascer em um abrigo é em si a circunstância mais afortunada e invejável que pode acontecer a um ser humano, quero dizer que, neste caso particular, foi o melhor para Oliver Twist que poderia, por possibilidade, ter ocorrido.)

Charles Dickens tem diversos livros conhecidos mundialmente, que já foram adaptados e sofreram releituras centenas de vezes, em outros livros, teatro, TV e cinema. O autor, que viveu entre 1812 e 1870 na Inglaterra, criou títulos como Grandes Esperanças, David Copperfield, Um Conto de Natal... e Oliver Twist.

Na minha busca em aumentar meu conhecimento de clássicos da literatura, decidi que Dickens seria minha próxima leitura. Tive um estranhamento inicial com a linguagem, pois li em inglês e várias palavras não tinham a mesma ortografia de hoje, além de usar vários substantivos comuns à época que já caíram em desuso (dicionário do Kindle ajudou bastante aqui). Também não estava acostumada aos diálogos, declamados com emoção, como em peças de teatro. Mas, passados os primeiros capítulos, logo me encontrei envolvida na história do jovem órfão. No final, estava apaixonada pela narrativa de Dickens.


Oliver Twist nasceu em uma workhouse ("um lugar onde as pessoas pobres que não tinham com que subsistir podiam ir viver e trabalhar" - Wikipedia) e perdeu sua mãe no mesmo dia. Sem família e sem ter para onde ir, o menino continua vivendo na paróquia com outros meninos, onde passam fome e sofrem abusos físicos e psicológicos. De lá, ele acaba caindo no mundo do crime, mas seu coração não o deixa se corromper.

O menino sofre. Muito. E eu sofri com ele. Era só um menino, de dez anos, e já tinha passado por tanto sofrimento na vida, que eu não ia via a hora de chegar no final do livro, torcendo para que fosse feliz.

Dickens também não devia gostar de ver meninos como Oliver sofrerem, pois sua obra é uma crítica à sociedade inglesa da época. Assim como na série Anne with an E, parecia que as pessoas (ricas) culpavam as crianças por serem órfãs, tratando-as como escravos. Dá muita dó dessas crianças...

Apesar de todo o sofrimento, fico feliz em ter lido Oliver Twist. Foi uma ótima primeira experiência com Charles Dickens e quero ler os outros livros dele. Recomendo muito!

Obs: o livro está em domínio público. A edição que eu li foi a da AmazonClassics, adquirida gratuitamente.

Outras capas:


Nota:

18 de dezembro de 2017

Quero ver no Brasil: Dezembro/2017

Já estamos pertinho do natal, mas ainda dá tempo de pedir para o Papai Noel dos leitores que traga de presente um destes livros. Vamos conferir os lançamentos internacionais de dezembro que quero ver por aqui?


* Tem trilogia nova da Nora Roberts chegando! Year One (Ano um) é o primeiro livro e tem uma história bem diferente dos outros da autora. Começa no Ano Novo, quando uma doença se espalha rapidamente e mata mais da metade da população - deixando a outra metade sem energia elétrica e com o governo em pedaços. Promete!

* De vez em quando gosto de ler livros de não ficção e esse me chamou bastante a atenção. No Time to Spare: Thinking About What Matters (Sem tempo para economizar: pensando sobre o que importa) reúne ensaios de Ursula K. Le Guin, famosa autora de livros de ficção científica. A mulher tem 90 anos e continua escrevendo, gente!

* Voltando ao mundo fictício, Glass Town (Cidade de vidro) é outro livro que parece bom. A história tem magia e se passa em Londres, seguindo um homem que tenta desvendar o mistério que destruiu a vida de seu avô.

* Por último, um livro infantil, mas daqueles que todo mundo deveria ler. Little Leaders: Bold Women in Black History (Pequenas líderes: mulheres corajosas na história negra) conta a biografia de diversas mulheres negras que fizeram história nos Estados Unidos, como a matermática da Nasa Katherine Johnson e a poeta Maya Angelou. Tem ilustrações fofas e é certamente inspirador.

Quais livros vocês querem ler?

14 de dezembro de 2017

Desafio

O peso da piedade que eles sentem parece ser uma pedra amarrada ao redor do meu pescoço. Sinto isso quando me observam brevemente pelo canto do olho, a pele enrugada entre as sobrancelhas franzidas, os sussurros apressados que ecoam pelo céu roxo e acinzentado do crepúsculo como pequenas adagas que arrancam sangue das suas vítimas.

Depois que o Maldito saiu de dentro da terra para aterrorizar a todos, as pessoas se fecharam em cidadelas, cercadas por grandes muralhas. Rachel, de 16 anos, mora em Baalboden com seu pai, Jared, que trabalha como mensageiro. Um dia, porém, ele não retorna de uma de suas tarefas.

Em Baalboden, nenhuma mulher pode andar sozinha. À Rachel logo lhe é assinalado um Protetor: Logan, de 19 anos, que também era o aprendiz de seu pai. Com capítulos alternados entre Rachel e Logan, a história começa com os dois planejando, cada um à sua maneira, um modo de sair da cidade e encontrar Jared.

A capa desse livro é linda e a história também parecia ser interessante, meio distopia e meio fantasia. A primeira metade não me empolgou, demorou muito para começar a acontecer alguma coisa na história. Quando ela finalmente me envolveu e comecei a simpatizar com Rachel e Logan, senti que não ia dar tempo de terminar.

E... realmente não deu, o livro não tem final. É o primeiro de uma trilogia e termina bem quando a ação realmente engrena. Infelizmente, não havia qualquer indicação de que era uma série nas capas do livro. Se eu soubesse nem teria começado, pois foi mais uma série que a Novo Conceito desistiu de publicar. Além disso, senti que não tinha tanta história assim para contar; dava para ter feito uma narrativa mais dinâmica e terminado em um livro só.

Desafio tem uma história interessante, mas que demora para começar e infelizmente não tem final. A segunda metade do livro foi boa, mas não recomendaria porque vocês também vão ficar frustrados quando ela terminar.

Outras capas:


Nota:

11 de dezembro de 2017

Meu Planner 2018 - Tilibra West Village

Fazia muito tempo que eu queria um planner e finalmente comprei um, que irei estrear em 2018. Apresento-lhes meu querido e novo planner da Tilibra!


Me perguntaram no Instagram: o que é um planner? Sinceramente, acho que é a gourmetização das agendas. Até entendo que há diferenças: na agenda tradicional você planeja seu dia-a-dia, enquanto a ideia do planner é planejar tudo relacionado a sua vida (metas, séries que assiste, livros para ler etc). Porém, eu nunca achava um planner que fosse exatamente do jeito que queria. Todos que via sendo vendidos por aí eram caros - me desculpem, mas não tenho coragem de gastar mais de cem reais em um caderno - e tinham um monte de páginas que eu nunca iria usar. Eu queria o básico: espaço para planejar o mês e a semana, mais folhas extras para pensamentos aleatórios. E, claro, que fosse barato.

Foi aí que descobri a nova linha de planners da Tilibra para 2018. Este que eu comprei é da linha West Village, mas tem também das linhas Capricho, Hello Kitty, Neon e Menininhas. Tem tudo que eu preciso e é barato (paguei R$23 no Mercado Livre). Vou mostrar como ele é por dentro...

Ao abrir tem um envelope para guardar coisas aleatórias. Eu gosto de colocar nesse espaço cartões e outras coisinhas que ganho de amigos.


Não podiam faltar adesivos!


Páginas básicas de agenda, com os dados pessoais e calendário.


Visão mensal. Acho ótima para me programar. Vou usar o espaço lateral e embaixo para ir listando as tarefas que preciso fazer no mês.


Visão semanal. Aí tem algo que eu não gostei, que é o fim de semana dividido. Infelizmente a grande maioria das agendas vêm assim...


No final, tem várias folhas para anotações. Devo usar esse espaço para anotar os episódios de séries que tenho para ver, planejamento de viagens, o que vier na cabeça.


Enfim, eu gostei bastante desse planner da Tilibra e pretendo usá-lo no ano que vem. Um ponto negativo dele é a gramatura das páginas, elas são bem finas e acho que alguma caneta diferente de Bic vai vazar na folha. Mas, pelo preço que paguei, está ótimo.

Vocês usam alguma ferramenta para se planejarem?

7 de dezembro de 2017

The Wonderful Wizard of Oz

Dorothy lived in the midst of the great Kansas prairies, with Uncle Henry, who was a farmer, and Aunt Em, who was the farmer's wife. Their house was small, for the lumber who build it has to be carried by wagon many miles.

(Dorothy morava no meio das grandes pradarias do Kansas, com o tio Henry, que era fazendeiro, e a tia Em, que era a esposa do fazendeiro. Sua casa era pequena, pois a madeira que a construiu teve que ser carregada por vagão por muitas milhas.)

Nos últimos tempos, andei pensativa em relação às minhas leituras. Estava um pouco cansada de ler sempre os mesmos gêneros, tanto é que dei uma parada nas leituras de romances porque estava achando tudo muito igual. Estava com vontade de ler livros diferentes e se tem algo que fazia tempo que queria fazer, era começar a ler alguns clássicos da literatura.

Esses livros estão todos em domínio público (não sabe o que é? Leia meu post explicando aqui), mas eu também não queria baixar um PDFzão, queria um e-book formatado bonitinho para o Kindle e estava disposta a pagar alguns reais para isso. Pesquisando na Amazon, descobri uma coleção maravilhosa chamada AmazonClassics, com vários clássicos em e-book por ZERO reais (que eu saiba só tem em inglês). Ótima oportunidade para ler todos os clássicos que eu queria ler!

O primeiro e-book que experimentei foi The Wonderful Wizard of Oz, publicado no Brasil como O Mágico de Oz. Eu já tinha visto o filme há 938983 anos, mas nunca tinha lido o livro.

Follow the yellow brick road! (imagem original)

The Wonderful Wizard of Oz conta a história de Dorothy, que tem sua casa levada por um tornado e vai parar na terra de Oz com seu cãozinho Toto. Porém, a casa cai em cima de uma bruxa malvada! Logo ela faz amizade com outros personagens memoráveis e eles partem em busca do Mágico de Oz, a única pessoa que poderia ajudá-la a voltar para o Kansas.

O autor L. Frank Baum queria escrever um livro que fosse um conto de fadas moderno - para a época dele, comecinho do século 20. E deu certo! O livro é fofo e ao mesmo tempo cheio de lições. Também descobri que é o primeiro de uma série com 14 livros. Não se assustem, este livro tem final, podem ler tranquilos.

The Wonderful Wizard of Oz é um clássico atemporal, que inspirou diversos outros autores e gerou diversas releituras. É um conto de fadas que vale a pena ser lido por pessoas de todas as idades.

Outras capas:


Nota:

4 de dezembro de 2017

Resumo do Mês: Novembro/2017

Oi pessoal! Finalmente chegou a hora de arrumar a árvore de natal e encher a barriga de panetone! \o/
Vamos ver como foi o mês que passou?

* Leituras: Estou tentando variar os gêneros que leio e em novembro consegui fazer isso bem. Teve quadrinhos, livro técnico, fantasia, young adult, dinossauros e um clássico da literatura.


* Compras: Alguns livros e coisas de papelaria. Achei esse do Bukowski visitando uma livraria física e não resisti (compro tudo que é de gato). Também aumentei a minha coleção da família King (um dos poucos que faço questão de comprar o livro físico), comprei washi tape e canetas (minhas primeiras Stabilo! Achei em promoção por R$30), e o planner da Tilibra para 2018 (ainda vou fazer um post sobre ele).


* Fun: Doei uns vinte livros para uma ONG que estava montando uma biblioteca. Isso significa que abriu espaço nas prateleiras para livros novos? Não, para a gata! Agora esse é o novo cantinho preferido da Meg. Acho que nunca mais vou poder colocar livros aí...


* Resenhas do mês:

A única leitura 5 estrelas de novembro foi Mago e Vidro, que na verdade foi uma releitura.
O que vocês leram de bom?

30 de novembro de 2017

Os Senhores dos Dinossauros

Eles apareceram do outro lado do rio como uma cadeia de silhuetas de montanhas, ganhando uma terrível solidez através da neblina e da chuva matinais. Grandes cabeças chifrudas oscilavam de um lado para o outro. Presas as suas costas, atrás dos pescoços, por trás das carapaças parecidas com escudos, balançavam guaritas de vime cheias de arqueiros.

Quando este livro foi lançado, logo eu quis ler. Afinal, tem dinossauros! E pessoas numa Idade Média de fantasia! Parecia o meu sonho de infância se transformando em realidade. Ao mesmo tempo, tinha medo de não gostar. Tenho dificuldade em ler livros de fantasia, pois vários são descritivos demais (acho que é trauma de O Senhor dos Aneis).

Por isso, comecei a ler Os Senhores dos Dinossauros com um pé atrás. O começo da história se passa numa guerra, e não curto ler descrições de batalhas. Mas, como também tinha dinossauros, passei por cima do meu receio. E não é que gostei? A narrativa do autor é bem dinâmica e as batalhas não foram o tédio que eu estava esperando.

A narrativa acompanha vários personagens e tem três histórias que se destacam. Primeiro, de Rob e Karyl, este último encontrado pelo primeiro mendigando, apesar de ser senhor dos dinossauros. Segundo, de Jaume, um herói, e por último de Melodía, princesa e prometida em casamento a Jaume.


Além dos dinossauros, outra curiosidade em relação ao mundo do livro é que a língua oficial não é o inglês, mas o espanhol. Ah, mas o autor se chama Victor Milán, deve ser espanhol ou latino... Só que não! Ele é um escritor americano que já escreveu diversas séries de fantasia, cada uma com um pseudônimo diferente (vocês podem ver os livros que ele já escreveu e seus diversos nomes aqui).

A edição brasileira, da Darkside Books, mantém o primor que eles costumam ter, com capa dura e ilustrações. Porém, a tradução deixou a desejar. Há trechos com palavras faltando, outros com palavras a mais, erros de concordância e ortografia... Enfim, necessita de uma revisão.

Os Senhores dos Dinossauros é o primeiro de uma série que será composta de duas trilogias. Eu gostei bastante e quero continuar acompanhando.

Outras capas:


Nota:

27 de novembro de 2017

The Strange Case of the Alchemist's Daughter

Mary leaned forward and stared into the fire. She did not quite know how to ask… but directly was always best. She turned to Mrs. Poole and said, “What do you remember about Edward Hyde?”

(Mary inclinou-se para a frente e olhou para o fogo. Ela não sabia como perguntar ... mas diretamente era sempre melhor. Ela se virou para a Sra. Poole e disse: "O que você lembra sobre Edward Hyde?")

Quando soube do lançamento deste livro nos EUA, logo o adicionei à minha wishlist (falei dele em agosto, aqui). Afinal, tanto a capa quanto a sinopse haviam me chamado a atenção.

A história começa acompanhando Mary Jekyll, após a morte de sua mãe. Há a suspeita de que Edward Hyde tenha reaparecido e cometido um assassinato, e Mary quer capturá-lo para ganhar a recompensa, pois após a morte dos pais ela ficou afundada em dívidas. A partir daí, juntam-se ao enredo outros personagens conhecidos da literatura: Moreau, Sherlock Holmes, Frankenstein, entre outros.

Parecia ser uma ótima história, certo? Mas o desenvolvimento dela foi péssimo e saí decepcionada.

Para começar, o livro é como se tivesse sido escrito por Catherine Moreau, uma das protagonistas. Mas o jeito que a própria personagem é descrita não parece ter sido escrito por ela! A autora deveria ter mantido a história em terceira pessoa apenas, sem inventar que foi a personagem que escreveu.

Algo que me incomodou demais é que a narrativa é toda hora interrompida pelas personagens "dando pitaco" na história. Como eu ouvi o audiobook, essas interrupções atrapalhavam demais, pois aconteciam do nada e só depois de alguns segundos dava para perceber que eram esses diálogos. E todos inúteis, sem agregar nada à história. (vocês podem ler o 1º capítulo em tor.com para entender)

Outro problema do livro é que, sendo protagonizado por diversas personagens femininas, esperava que elas fossem as grandes heroínas da trama. Outra decepção! Mary não consegue resolver nada sem os notáveis Sherlock Holmes e Dr. Watson.

The Strange Case of the Alchemist's Daughter é a prova de que uma boa capa e uma boa sinopse nem sempre são garantias de um bom conteúdo. A história parecia interessante, mas sua execução deixou muito a desejar.

Nota:

23 de novembro de 2017

Mago e Vidro (releitura)

4º livro da série A Torre Negra.
Atenção! Esta resenha contém spoilers dos livros anteriores da série!

Resenhas anteriores:
1. O Pistoleiro
2. A Escolha dos Três
3. As Terras Devastadas

Abriu a boca para dizer alguma coisa - uma tirada especial de Eddie Dean, algo que fosse ao mesmo tempo engraçado e mordaz, o tipo de comentário que sempre costumava deixar seu irmão Henry fora de si - e tornou a fechá-la. Talvez o sujeito velho, alto e feito tivesse razão; talvez fosse a hora de dispensar os gracejos e as piadas infames. Talvez finalmente tivesse chegado a hora de virar um adulto.

O ka-tet de Roland - composto por Eddie, Susannah, Jake e Oi - continua no Mono Blaine, cada vez mais próximo de Topeka. Fazem muitas adivinhações e o trem continua acertando todas.

Porém, isso não é tão importante agora. A maior parte de Mago e Vidro conta a história do passado de Roland, quando ele ainda era um adolescente, e seu relacionamento com Susan Delgado. Quem disse que Stephen King não consegue escrever uma história de amor?

Pássaro e urso e lebre e peixe (créditos)

Eu já tinha lido esse livro, há muitos anos. Apesar de ter esquecido vários detalhes, como as piadas do Mono Blaine e a chegada no palácio de vidro, o final da história de Susan e Roland continuava fresco na minha cabeça, pois ele me marcou. Foi um sofrimento ler essa parte do livro novamente, pois não queria passar por tudo aquilo de novo. Sofri de novo, mas valeu a pena reler.

Algo divertido na série A Torre Negra é encontrar referências para outros livros. Mago e Vidro possui várias referências a O Mágico de Oz, cujo filme assisti quando era criança e quero ler o livro em breve. Também têm uma referência a Dança da Morte, outro livro de Stephen King, que ainda não li (mas vi a minissérie anos atrás).

Se você chegou até aqui, é ka. Continuem no Caminho do Feixe da Luz, pistoleiros.

Outras capas:


Nota:

20 de novembro de 2017

American Horror Story: Roanoke


Roanoke é a 6ª temporada da série de TV American Horror Story. Esta resenha NÃO contém spoilers das temporadas anteriores, pois cada uma conta uma história diferente.

Resenhas das temporadas anteriores:
1. Murder House
2. Asylum
3. Coven
4. Freak Show
5. Hotel


A temporada começa no formato de um documentário, chamado My Roanoke Nightmare, para contar a história de Shelby e Matt. O casal se mudou para uma casa isolada em North Carolina, depois de Matt sofrer violência na rua e Shelby perder um bebê. Mas, como nós fãs de terror já sabemos, uma casa velha e isolada é sempre sinônimo de... fantasmas! E (obviamente) logo coisas estranhas começam a acontecer ali.

O título, Roanoke, remete à colônia inglesa que viveu ali, entre 1585 e 1587, e desapareceu sem deixar rastros. Essa parte da história é real, como vocês podem ler na Wikipedia.

A história foi interessante enquanto estava sendo contada através do documentário My Roanoke Nightmare. Para mim, a temporada poderia ter acabado ali, mas teve uma segunda parte em formato de reality show... que foi repetitiva e previsível. Acabei desistindo quando faltavam dois episódios para terminar.

16 de novembro de 2017

All the Bright Places

Is today a good day to die?
This is something I ask myself in the morning when I wake up. In third period when I’m trying to keep my eyes open while Mr. Schroeder drones on and on. At the supper table as I’m passing the green beans. At night when I’m lying awake because my brain won’t shut off due to all there is to think about.

(Hoje é um bom dia para morrer?
Isso é algo que eu me pergunto pela manhã quando eu acordo. No terceiro período, quando estou tentando manter os olhos abertos, enquanto Sr. Schroeder murmura e murmura. Na mesa de jantar enquanto eu estou passando as vagens. À noite, quando estou acordado, porque meu cérebro não vai desligar devido a tudo o que há para pensar.)

Esta é a história de dois adolescentes, contada sob o ponto de vista deles, em capítulos alternados.

Theodore Finch é fascinado pela morte e todos os dias pensa em novo modo de morrer. Violet Markey luta todos os dias contras as lembranças da irmã, que morreu em um acidente de carro. Os dois se encontram, por acaso, no topo da torre do sino da escola. Não fica claro quem salva quem ali, mas a partir daí os sentimentos deles - de um pelo outro e por suas próprias vida - começam a mudar.

Comprei esse livro achando que era um romance adolescente leve e bobinho. Definitivamente não estava preparada para a enxurrada de emoções que iam surgir durante a leitura! O livro trata de diversos temas, que nem vou discutir aqui para não entregar algum spoiler. É uma leitura forte, que até choca um pouco, mas que serve para abrir os olhos a diversos assuntos.

Ás vezes há beleza nas palavras duras - está tudo em como as lemos. (créditos)

O final é polêmico, certas pessoas odiaram, outras amaram... eu realmente não consigo escolher um lado tão extremo, simplesmente aceitei o final. Ele poderia ser diferente, mas talvez a ideia da autora tenha sido essa, de deixar a semente da dúvida plantada nas nossas cabeças. Não pude deixar de pensar nos "e se".

Esse foi meu primeiro livro da autora, Jennifer Niven, e gostei bastante do jeito que ela escreve. Quero ler mais livros dela. (Vocês recomendam algum?)

All the Bright Places já foi publicado no Brasil, pela editora Seguinte, com o título Por Lugares Incríveis. O livro também teve seus direitos vendidos para o cinema e terá Elle Fanning no papel de Violet.

Outras capas:


Nota:

13 de novembro de 2017

Matéria Escura

Não há avisos quando tudo está prestes a mudar, a ser tomado de você. Nenhum alerta de proximidade, nenhuma placa indicando a beira do precipício. E talvez seja isso o que torna a tragédia tão trágica. Não é apenas o que acontece, mas como acontece: um soco que vem do nada, quando você menos espera. Não dá tempo de se esquivar ou se proteger.

Jason Dessen achava que era feliz com a vida que tinha. Casado com Daniela, deixou para trás suas sua vida de pesquisador quando ela ficou grávida do filho deles, Charlie, quinze anos antes. Certa noite, após sair de um bar, Jason é abordado por um homem estranho, que o leva para um lugar ermo, no qual sua vida está prestes a mudar...

Você é feliz com a vida que tem?

Não leiam sinopse nem mais nada sobre esse livro! Eu já tinha lido, mas não lembrava mais. Isso fez com que me surpreendesse muito com a trama, pois não sabia o que esperar. Queria até comentar algumas partes do enredo aqui mas não vou escrever nada, porque quero que vocês sintam isso também!

O jeito que o autor escreve faz as páginas voarem - o que foi bom, pois não via a hora de entender tudo que estava acontecendo. Tem bastante diálogos e as descrições dos lugares são rápidas, apenas o suficiente para imaginarmos as cenas. Gostei bastante de Jason e Daniela e sofri muito com os personagens. Foi difícil me despedir deles no final, mas já sei que no futuro irei reler esse livro.

Falei sobre Matéria Escura em julho/2016 aqui no blog, quando o livro foi lançado nos EUA, na seção Quero ver no Brasil. Em janeiro/2017, ele foi lançado no Brasil pela Intrínseca. Valeu a pena esperar, pois a edição está excelente: capa dura e com ótima tradução.

O livro já teve os direitos vendidos para o cinema, mas ainda não há elenco escalado para ele. Lembrando que não tem nenhuma relação com a série de mesmo nome produzida pelo canal SyFy.

Outras capas:


Nota:

9 de novembro de 2017

Quero ver no Brasil: Novembro/2017

Oi pessoal! Separei os quatro lançamentos internacionais de novembro que mais me chamaram a atenção. Vem comigo torcer para que sejam publicados por aqui!


* Adoro Jane Austen e por isso quis The Austen Escape só de ver a capa. O livro conta a história de Mary e Isabel, duas amigas que vão passar duas semanas de férias em uma mansão em Bath. Até que Isabel perde a memória e acredita plenamente que mora na Regência da Inglaterra.

* Renegades inicia a nova série de Marissa Meyer, mesma autora de Cinder. Os Renegados são um sindicato de prodígios - humanos com habilidades extraordinárias - que emergiram das ruínas de uma sociedade desmoronada e estabeleceram paz e ordem onde reinou o caos. Como defensores da justiça, eles permanecem um símbolo de esperança e coragem para todos... exceto para os vilões que uma vez derrubaram.

* American Drifter me chamou a atenção mais pelos autores: Heather Graham, autora de romances (vários publicados pela Harlequin nos EUA), e Chad Michael Murray, ator que fazia parte da finada série One Tree Hill. A história é um suspense romântico, passado no Rio de Janeiro.

* E, por último, o novo livro de Andy Weir, autor de Perdido em Marte. Este também não se passa no nosso planeta, mas em Artemis, a primeira e única cidade na lua.

6 de novembro de 2017

Machine Learning for Absolute Beginners: A Plain English Introduction

Data science is a broad term that encompasses a number of topics and disciplines including big data, artificial intelligence, data mining, and machine learning.

(Ciência dos dados é um termo amplo que abrange uma série de tópicos e disciplinas, incluindo big data, inteligência artificial, mineração de dados e aprendizagem de máquina.)

Sou formada em Engenharia de Computação e trabalho na área de desenvolvimento de software há 12 anos (isso entrega a idade, eu sei). Se tem duas palavrinhas mágicas que estive ouvindo desde o começo do ano, essas palavras são machine learning - traduzindo, "aprendizagem de máquina", mas é mais comum usar o termo em inglês.

O mundo da computação é vasto e é impossível saber a fundo sobre todos os assuntos. Porém, vendo a necessidade crescente no trabalho de conhecimento em machine learning, precisava aprender. Como era totalmente leiga, procurei por um e-book que fosse baratinho e também explicasse a teoria por trás de machine learning. Não queria pegar algo mais completo, cheio de algoritmos e cálculos, porque sabia que isso iria me desmotivar. Machine Learning for Absolute Beginners: A Plain English Introduction me chamou a atenção logo no título e por isso decidi comprá-lo na Amazon.

Árvore de decisões sobre entrega de pizza

Este livro é uma ótima introdução ao assunto. Explica os diversos tipos de análise e como os algoritmos funcionam. Eu não sabia nada sobre o assunto e posso dizer que agora aprendi um pouco.

Para quem trabalha ou vai trabalhar na área de desenvolvimento de software, recomendo ler esse livro. Machine learning é um tema que precisa ser estudado, nem que seja apenas na teoria. E, para quem quer mergulhar fundo nesse ramo da computação, saiba que já está com emprego garantido.

Nota:

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