29 de junho de 2017

Insurgent

2º livro da trilogia Divergente. Leia a resenha do primeiro livro aqui.
Atenção! Esta resenha contém spoilers do livro anterior da série!

I open my eyes, terrified, my hands clutching at the sheets. But I am not running through the streets of the city or the corridors of Dauntless headquarters. I am in a bed in Amity headquarters, and the smell of sawdust is in the air.

Abro meus olhos, aterrorizada, minhas mãos agarrando os lençóis. Mas não estou percorrendo as ruas da cidade ou os corredores da sede dos Dauntless. Estou em uma cama na sede da Amity, e o cheiro de serragem está no ar.

Após o início da guerra entre as facções, Tris e Tobias não podem mais voltar ao quartel-general dos Dauntless. Por isso, eles vão buscar abrigo entre os Amity. Mas Tris está inquieta. Ela quer que a guerra termine, que as pessoas parem de morrer e de matar. E vai encontrar um jeito de conseguir isso.

Eu havia adorado Divergent, portanto não via a hora de começar a ler Insurgent. Aqui, encontrei uma Tris abalada por tudo que aconteceu. Mas também, a vida da garota até agora não foi fácil. Imagine perder o pai e a mãe no mesmo dia e ainda ter que atirar em um de seus poucos amigos... Consegui entender por que ela estava tão revoltada e tinha um sentimento muito grande de querer resolver tudo.

Outro ponto positivo é que pudemos conhecer mais as outras facções: Erudite, Candor e Amity. Também teve várias discussões políticas em relação a organização da sociedade em facções e sobre a importância dos Divergentes.


A única coisa que não gostei na narrativa foi o relacionamento entre Tris e Tobias. Os dois toda hora brigavam e se reconciliavam. Amigos, está tendo uma guerra lá fora, não é possível que vocês tenham tempo para esse tipo de coisa.

Tirando isso, eu gostei bastante de Insurgent. Que venha o último livro da trilogia, Allegiance!

Outras capas:


Nota:

26 de junho de 2017

Dito Pelo Não Dito

Anaoj sumiu na penumbra, da mesma forma que apareceu. (...) Olhou para Mauro, estirado na cama, esperando sua ajuda. Beijou-lhe a testa e partiu, iniciando uma estranha jornada para salvá-lo de sabe-se lá o que, entendendo menos ainda o como.

Em outubro/2016, eu divulguei aqui no blog um projeto literário que estava em financiamento coletivo. Além de divulgar, eu ajudei pelo Catarse, e este ano o livro chegou em casa.

Dito Pelo Não Dito conta a jornada de Joana, em busca de 10 pessoas que podem ajudar o seu namorado Mauro, que repentinamente entrou em coma profundo. A história mistura suspense e fantasia e é repleta de ilustrações.

O maior diferencial do livro é que ele foi escrito por 10 autores diferentes, que seguiram um roteiro pré-estabelecido pelos organizadores, Pedro Hutsh Balboni e Rodrigo Ortiz Vinholo. No final do livro eles explicam como foi o processo e mostram o roteiro que foi enviado aos escritores.

A ideia é muito legal e a história me interessou, pois eu queria saber por que o Mauro estava em coma e como a Joana iria ajudá-lo. Porém, talvez justamente por ter sido escrita por várias pessoas diferentes, achei-a cansativa. No começo de cada capítulo falava um pouco do que tinha acontecido no anterior, mas eu tinha acabado de ler o capítulo anterior, então estava tudo fresco na cabeça e acabava ficando repetitivo.


O final do livro também foi meio confuso, não entendi muito bem o que aconteceu e nem se Mauro foi salvo (o motivo da história existir!). Entretanto, o final também é aberto, com cara de que vai ter continuação. Eu espero mesmo que tenha, pois o mundo fantástico descrito no livro é bem interessante e gostaria de ler mais sobre ele.

Nota:

22 de junho de 2017

Amor Por Conveniência

Ele ergueu o copo para fazer o brinde. Agora, nada iria se interpor em seus caminhos. Nem mesmo as mulheres que seriam suas esposas por conveniência.

O milionário Ben Carter, dono de uma construtora de Nova York, faz parte de um clube secreto, com outros três donos de impérios. Os quatro fazem um plano: para salvarem suas reputações, precisam se casar. Para isso, contratam Elizabeth Young, que tem uma empresa especializada em encontras as futuras noivas.

Quem dá match com Ben é ninguém menos que Julianna Ford, também conhecida como Lia. Ela é filha de seu concorrente, com o qual já tentou fazer negócios há alguns anos. Por isso, Lia o rejeita de cara. Até que os dois participam de um baile de máscaras para a caridade.

Quando comecei a ler, achei que Ben ia ser o estereótipo do chefão milionário que costumamos ver nos livros de romance - ou seja, machista e irritante. Porém, ele não é assim! Ben nem sempre teve uma vida fácil, mas ele deu a volta por cima e construiu um império. E ele é um amor!

Já Lia me irritou, ela é aquele tipo de mocinha indecisa, que não sabe o que quer. Mas é claro que não é fácil resistir ao charme de Ben.

Amor Por Conveniência é um romance um pouco cansativo, principalmente por conta da mocinha. Eu fiquei mais curiosa para conhecer as histórias dos outros milionários, principalmente Xander, que parece ter um passado com a casamenteira.

Outras capas:


Nota:

Livro cedido para resenha pela Harlequin.

19 de junho de 2017

Harlequin: Lançamentos de Junho/2017

Oi pessoal! Vamos conhecer os lançamentos do mês da Harlequin? Estão chegando às bancas...


A Harlequin também está lançando uma coleção de livraria, com os livros abaixo.


Quais vocês querem ler?

15 de junho de 2017

Divergent

We walk together to the kitchen. On these mornings when my brother makes breakfast, and my father's hand skims my hair as he reads the newspaper, and my mother hums as she clears the table - it is on these mornings that I feel guiltiest for wanting to leave them.

(Caminhamos juntos para a cozinha. Nessas manhãs, quando meu irmão faz café da manhã, e a mão do meu pai esfrega meu cabelo enquanto ele lê o jornal, e minha mãe cantarola enquanto ela limpa a mesa - é nessas manhãs que eu me sinto mais culpada por querer deixá-los.)

No mundo de Beatrice Prior, as pessoas se dividem em facções, cada uma focada em uma virtude particular: Abnegation, Erudite, Dauntless, Amity e Candor (em português, a tradução foi: Abnegação, Erudição, Audácia, Amizade e Franqueza). Ao fazer dezesseis anos, todos devem escolher a sua facção; caso contrário, se tornam membros separados da sociedade, sem ter para onde ir.

Beatrice nasceu em Abnegation e cumpre o teste de aptidão, porém o que ele revela ela não poderá dividir com ninguém. Seu resultado é Divergente, ou seja, poderia pertencer a mais de uma facção. Porém, no dia de sua escolha, ela decide deixar sua família para fazer parte de Dauntless.

Lá, ela logo escolhe um novo nome, para deixar seu passado de vez para trás: Tris. Ela vai precisar passar pelos testes e treinamento dos Dauntless se quiser se tornar um deles.


Eu já havia assistido o filme baseado neste livro, mas agora comprei o box para ler toda a trilogia - meu box é em inglês, por isso estou mantendo os nomes em inglês na resenha, mas todos os livros já foram publicados no Brasil.

Eu adorei a Tris! Achei a personagem muito corajosa, por conseguir dizer adeus à sua família e ir para um mundo tão diferente. Quando o treinamento começa, ela já mostra que quer fazer aquilo dar certo e fazer parte dos Dauntless.

Como assisti o filme primeiro, enquanto lia ia imaginando os mesmos atores do filme como os personagens do livro. Já faz algum tempo que assisti mas o filme é bem fiel ao livro, praticamente todas as cenas do livro estão lá e eu ia repassando-as na minha cabeça.

Achei que não ia gostar tanto do livro porque já conhecia a história, mas eu amei Divergent. O livro tem bastante ação e uma protagonista forte, que representa bem uma mistura de virtudes entre as facções. Gostei tanto que já estou lendo a continuação. Para quem gosta de distopias, recomendo.

Outras capas:


Nota:

12 de junho de 2017

Quero ver no Brasil: Junho/2017

Bom dia! Vamos conferir alguns lançamentos internacionais deste mês? Venham comigo torcer para que esses livros sejam publicados por aqui. ;)


* O novo livro de Sarah DessenOnce and for All, se passa no mundo do planejamento de casamentos. Apesar do tema não me chamar a atenção, essa é uma das minhas autoras preferidas, então quero ler de qualquer jeito.

The Girl with the Ghost Machine é um livro mais infantil, mas com um tema que permeia todas as idades. Conta a história de Emmaline, uma menina que descobre uma máquina capaz de trazer as pessoas de volta do mundo dos mortos.

* Here Lies Daniel Tate conta a história de um menino que desaparece quando tinha dez anos de idade. Seis anos depois, é reencontrado e trazido de volta à sua família. Exceto que ele não é Daniel Tate.

* Cora Carmack, conhecida aqui pela trilogia iniciada com Perdendo-me, está de volta. Mas, desta vez, é um livro de fantasia: Roar, o primeiro volume da sua nova trilogia.

8 de junho de 2017

O Fim da Infância

Tudo o que as gerações passadas haviam conquistado era, agora, como nada. Um único pensamento se repetia na mente de Reinhold:
"A raça humana não estava mais só".

Durante a Guerra Fria, quando Estados Unidos e União Soviética competiam para ver quem chegaria antes às estrelas... as estrelas chegaram primeiro até eles. Acima das principais capitais do mundo, surgem naves espaciais gigantescas. Ninguém vê os invasores, que logo entram em contato. Os terrestres o denominam, convenientemente, de Senhores Supremos.

Se você acha que já viu esse começo em algum lugar, pode ter certeza. O filme Independence Day copiou descaradamente a abertura do livro. Porém, as similaridades terminam por aí.

Ao contrário dos ETs do filme, os Senhores Supremos parecem estar interessados em algo até então inatingível para a raça humana: paz mundial. Qualquer desordem ou guerra não é tolerada por eles. Logo, a humanidade passa a acatar as ordens dos Senhores, em troca de paz.

Eu fui lendo esse livro só esperando a m... atingir o ventilador. O que um bando de alienígenas (super inteligentes, já que eles tem naves capazes de atravessar o espaço) pretende com a Terra ficando em paz? Muitos anos se passam ao longo do livro, e só no final vamos entender os motivos deles, assim como o título do livro.

Ao longo da narrativa, também são discutidas várias questões filosóficas. Arthur C. Clarke me convenceu de que a Utopia é algo insustentável ao longo do tempo, e que talvez os seres humanos não estejam preparados para a paz total.


O livro foi publicado pela primeira vez em 1953, mas a história é atemporal e atual até hoje. Esse foi meu primeiro contato com o gênio da ficção científica Arthur C. Clarke, e já estou ansiosa para ler mais livros dele.

O Fim da Infância foi adaptado, recentemente, para uma minissérie de três episódios, pelo canal SyFy. Mas gostei tanto do livro que tenho até medo de assistir... Quem gosta de histórias bem escritas, que fazem pensar, não pode deixar de ler este livro.

Outras capas:


Nota:

5 de junho de 2017

Resumo do Mês: Maio/2017

Bom dia, pessoal!
Finalmente consegui me organizar em relação ao blog: me comprometi a escrever dois posts por semana (lembrando que antigamente eu chegava a postar pelo menos 5 vezes). Pode parecer pouco, mas estou gostando de manter assim, pois pude me dedicar a outras coisas. Voltei a estudar - online mesmo, no meu ritmo - assuntos relacionados à minha profissão (desenvolvimento de software), e estou adorando isso.

* Leituras: em maio li quatro livros - o último eu esqueci de tirar foto, foi O fim da infância, do Arthur C. Clarke.


* Comprinhas: entrei no hype e comprei uma camiseta da Mulher Maravilha! Também aproveitei uma promoção na Amazon para comprar o box em inglês de Divergente, a TMJ do mês, e mais um paperback em inglês na Saraiva.


* Resenhas do mês:

* No Netflix:

Minha leitura favorita de maio foi O fim da infância (justamente o que esqueci de fotografar). E vocês?

1 de junho de 2017

Série: American Horror Story - Asylum


Depois da excelente primeira temporada (Murder House), eu precisava de mais episódios dessa série. Como cada temporada conta uma história diferente, estava ansiosa para ver o que mais iriam criar.

Asylum é a segunda temporada de American Horror Story. A história revolve em torno de um manicômio chamado Briarcliff, em 1964. Os personagens principais são: a Irmã Jude, que é a chefe do lugar; a Irmã Mary Eunice, braço direito de Jude; Monsenhor Timothy Howard, fundador de Briarcliff; o psiquiatra Dr. Oliver Thredson e o médico/cientista Dr. Arthur Arden. Seus pacientes mais famosos são Kit Walker, acusado de ser o serial killer Bloody Face; a jornalista Lana Winters e a assassina Grace Bertrand.

Mas não é só isso. Essa temporada tem um pouco de tudo, de gente louca de verdade a possessão demoníaca e até alienígenas. Eu achei a linha narrativas dos ETs bem nada a ver com o resto da história. Não me agradou, mas ainda assim foi bem escrita e teve algumas explicações no final.

No meio desse monte de personagens, atores e atrizes, três mulheres se destacaram para mim. Jessica Lange, Lily Rabe e Sarah Paulson estão de volta à série e mostram quem manda nessa parada toda, dando um show de atuação. Um de meus episódios favoritos foi The Name Game, que tem até um show musical de Jessica.

Asylum é bem mais gráfica que Murder House. A série não economiza no gore e por isso talvez não agrade a quem curtiu a outra temporada. Mas tem um boa história, que prende na gente.

Aproveitem enquanto a série ainda está disponível no Netflix, pois será removida do catálogo no dia 1º de julho.

29 de maio de 2017

Em Nossa Próxima Vida

A última vez em que estiveram juntos foi tarde da noite e estavam sendo seguidos.
- Está acontecendo de novo - disse Kate, arrependendo-se na mesma hora. Matthew não respondeu, apenas apertou a mão dela com um pouco mais de força. Kate sabia o que aquilo significava. Iam morrer.

Em Nossa Próxima Vida conta a história de amor de Kate e Matthew, em quatro períodos diferentes.

Em 1745, Kate é uma nobre e Matthew é um criado, em Carlisle, Inglaterra. Em 1854, Kate se disfarça de homem para trabalhar ao lado de Matthew, um repórter que irá cobrir a situação das tropas inglesas na guerra. Em 2019, eles são dois cientistas, que foram mortos e acusados de terrorismo. E, em 2039, eles são dois estudantes universitários, que acabaram de se conhecer - mas sentem que se conhecem há muito tempo.

A premissa do livro é ótima. Quando iniciei a leitura, não sabia se o livro era sobre viagens no tempo ou vidas passadas, mas logo mergulhei na história de Kate e Matthew. Meu período preferido foi 1854 - adorei como a Kate era desafiadora em relação às regras ditadas às mulheres de sua época. Já o casal de 2019 eu detestei. Os dois eram muito infantis, a ponto de ser forçado. Não eram nada condizentes com os cientistas geniais que todo mundo diziam que eram.

Créditos: Alice Oseman

Eu gostei bastante da narrativa e estava louca para chegar logo ao final para saber por que diabos existiam quatro Kates e Matthews em diferentes lugares no espaço-tempo. Porém, ao chegar no final, a decepção: o livro termina corrido, sem dar explicação alguma! Isso porque tem um segundo livro, The Last Beginning (inédito no Brasil). Achei muita sacanagem o livro não dar indicação alguma de ser uma série, na sinopse ou na capa.

Apesar de ter gostado do livro (exceto pelo final e pelo casal de 2019), lendo a sinopse da continuação ela não me atraiu. Uma pena Em Nossa Próxima Vida ter terminado assim, pois a história prometia ser melhor que isso.

Outras capas:


Nota:

25 de maio de 2017

Filme: Regressão


1990. Os Estados Unidos está aterrorizado por suposto rituais satânicos acontecendo por todo o país.

Angela Gray, de dezessete anos, foge de casa e alega que seu pai a estuprou em um desses rituais. O problema é que ele não lembra de nada disso, mas de uma coisa ele tem certeza: sua filha nunca mente. O detetive Bruce Kenner investiga o caso. Ele conta com a ajuda do psicanalista Kenneth Raines, especialista em hipnose e regressão.

Só pelo elenco já vale a pena ver esse filme: Emma Watson (nossa eterna e querida Hermione), Ethan Hawke (sou fã desde Sociedade dos Poetas Mortos) e David Thewlis (o professor Lupin, também de Harry Potter). O filme foi dirigido e escrito por Alejandro Amenábar, o mesmo de Os Outros.

Eu gostei bastante do filme! O tempo inteiro fiquei questionando sobre a sanidade dos personagens, seus motivos e quem estaria certo nessa história. Recomendo!



Obs: Filme disponível no Netflix.

Nota:

22 de maio de 2017

Boneco de Pano

Wolf chamou a atenção dele para o braço direito do monstrengo, que se estendia para a frente, sustentado por dezenas de fios de náilon. A palma da mão era bem mais clara que o roxo do resto da pele e das unhas perfeitamente cortadas, e outros tantos fios, fazendo as vezes de tendões, estiravam o dedo indicador. Verificando se não havia ninguém por perto para ouvir, Wolf sussurrou para Simmons:
– Ele está apontando pra minha janela.

Após quatro anos, o detetive William "Wolf" Fawkes está de volta à ativa, para investigar um caso bizarro. Foi encontrado não um, mas seis corpos de uma vez. Seis pedaços de cadáveres foram costurados e presos ao teto, imitando um boneco de pano. E tudo isso em um apartamento em frente ao de Wolf.

O caso remonta a outro que aconteceu anos atrás, um julgamento que terminou com o bandido de volta às ruas. É o caso do Cremador, um serial killer que foi julgado inocente, mas que assim que saiu voltou a matar. O caso pôs à prova a honestidade de Wolf.

Não bastasse tudo isso, com o novo cadáver - ou cadáveres - surge uma lista com seis nomes, que seriam as próximas vítimas do novo assassino. E o último deles é o próprio Wolf.

Luther (imagem original: Collider)

Wolf me lembrou de cara o detetive Luther, da série de mesmo nome, interpretado pelo (meu amado) Idris Elba. Os dois são linha-dura, inteligentes e têm um passado polêmico em relação a um caso. Além disso, querem justiça e fazem o que for preciso para obtê-la.

Já a história me lembrou a série de TV Criminal Minds - outra que eu adoro. Ao mesmo tempo em que tenta desvendar o crime, Wolf tem que encontrar as pessoas da lista para evitar que elas se tornem as próximas vítimas. É uma narrativa frenética, a qual queremos chegar logo ao final para descobrir quem é o assassino.

Particularmente, não gostei muito do final do livro, mas até que foi satisfatório. Este é o primeiro livro da série Detetive William Fawkes, então, felizmente, logo teremos mais Wolf por aí.

Outras capas:


Nota:

Livro cedido para resenha pela Editora Arqueiro.

19 de maio de 2017

Em Algum Lugar nas Estrelas

Se eu soubesse o que havia para saber sobre Early Auden, o mais estranho dos garotos, poderia ter sentido medo ou, pelo menos, ficado longe como todos os outros. Mas eu era novo tanto na Escola para Meninos Morton Hill quanto em Cape Fealty, Maine. Na verdade, era novo em qualquer lugar que não fosse o nordeste do Kansas.

Estamos no meio dos anos 1950, perto do término da Segunda Guerra Mundial. Após a morte da mãe, Jack é deixado pelo pai em um internato no Maine. Lá, ele conhece Early, um garoto estranho e diferente dos outros. Ele tem várias manias. Cada dia da semana ele ouve um artista diferente - exceto se estiver chovendo, pois Billie Holliday é para dias de chuva.

Quando chega o Natal, os outros meninos deixam a escola para passar as festas com suas famílias, mas Jack e Early não têm para onde ir. Juntos, os dois embarcam na maior aventura de suas vidas.

Vamos começar a analisar o livro pela capa? Pois foi justamente por causa dela que eu comprei. Não sabia nada da história desse livro, mas já tinha me apaixonado pela capa. O projeto gráfico da Darkside Books está perfeito. Aposto que ninguém reclamou do fato de terem mudado a capa original, pois o livro (de capa dura) ficou lindo demais.


Sobre a história, eu gostei mas certamente não se tornou uma favorita. Achei o livro cansativo em algumas partes e Early e Jack me irritaram em outras. Eu não havia lido a sinopse antes (e não recomendo ler, tem um spoiler lá). Por isso, só fui entender por que Early se comportava daquele jeito quando li a nota da autora, no final do livro.

De qualquer modo, a história é bonitinha e também tem bastante aventura. Creio que agradará também os leitores mais novos. E agora, se me dão licença, vou ouvir um pouco de Billie Holiday, porque está caindo uma tempestade aqui.

Outras capas:


Nota:

16 de maio de 2017

Minimalism: Live a Meaningful Life

Conformity is the drug with which many people self-medicate. Not happy? Buy this. Buy that. Buy something. Keep up with the Joneses, the Trumps, the Kardashians. After all, you can be just like them, right?

(Conformidade é a droga com que muitas pessoas auto-medicam. Infeliz? Compre isso. Compre isso. Compre algo. Mantenha-se com os Joneses, os Trumps, os Kardashians. Afinal, você pode ser como eles, certo?)

Outro dia assisti um documentário no Netflix que amei. Chama-se Minimalism: a documentary about the important things. Ele conta a história de Joshua Fields Millburn e Ryan Nicodemus, entre outros, que deixaram a vida regada a consumo nos Estados Unidos, para viver uma vida mais simples, focada nas coisas realmente importantes da vida.

Gostei tanto do documentário que no dia seguinte tirei 5 sacolas grandes de roupas e sapatos do meu armário. E, olha, funciona: depois desse processo me senti mais leve, e hoje me sinto melhor ao olhar para o armário.

Fui atrás de mais material sobre os "minimalistas" Joshua e Ryan. Descobri o blog deles (theminimalists.com), com vários textos legais, e também este e-book na Amazon.

O livro, porém, é bem diferente do documentário. Ele foca em cinco áreas da vida que formam uma vida significativa: saúde, relacionamentos, paixões, crescimento e contribuição. Eu gostei de alguns trechos, outros eu achei meio fora da realidade, mas ainda foi uma leitura agradável.

Para quem também já está cansado dessa sociedade que só se interessa por comprar e consumir, e quer mudar um pouco, recomendo começar pelo documentário do Netflix. E boa faxina para você.

Outras capas:


Nota:

14 de maio de 2017

Um Amor Inesperado

7º livro da série Família Kowalski. Esta resenha NÃO contém spoilers dos livros anteriores da série. Além disso, eles podem ser lidos separadamente.

Resenhas dos livros anteriores:
2. Somente para você
3. Feita para você
5. Tudo o que ele deseja
6. Todos os sonhos dele

A lata-velha, com mais de 30 anos, de Liz Kowalski, carregada com todos os seus pertences, passou pela placa de "Bem-vindos a Whitford, Maine", com os pneus carecas aquaplanando em direção a uma vala.

Eu estava ansiosa para ler a história de Liz, a única mulher entre os Kowalski. Mas, infelizmente, acabei me decepcionando.

Depois de morar fora, ela volta para sua cidade natal e reencontra o policial Drew Miller, que a socorre quando seu carro - vulgo "lata-velha" - para de funcionar no meio da estrada. Os dois já tiveram um caso rápido durante o casamento de um dos irmãos, mas Drew tem medo do que seu melhor amigo - Mitch, irmão de Liz - vai achar.

Eu tinha grandes expectativas em relação a Liz, já que ela era aquela que foi morar longe da família e portanto era a mais independente. Porém, o drama entre ela e Drew é muito chato! Ela não quer ter filhos agora, ele quer ter filhos, e os dois (ele principalmente) fazem tanto drama em cima disso que ficou cansativo. Achei que o livro teria alguma novidade nesse sentido, mas havia uma obrigação de casar e ter filhos que me irritou.

A parte que mais gostei (e talvez a única) foi quando a família inteira resolveu passar uns dias em um acampamento. Essa parte foi bem divertida e deu pra dar várias risadas. Deu até uma vontadinha de acampar!

Um Amor Inesperado definitivamente não está entre meus preferidos da família Kowalski. Vamos ver o que acontece nos próximos três livros da série (são dez no total e estou torcendo para a Harlequin publicar todos).

Outras capas:


Nota:

Livro cedido para resenha pela Harlequin.

12 de maio de 2017

Tropas Estelares

Sempre fico com os tremores antes de uma queda. Tomei as injeções, é claro, e a preparação hipnótica, e por isso é lógico que não posso estar com medo de verdade.

Eu não conhecia Robert A. Heinlein até assistir o filme O Predestinado no Netflix (eu sei, falha minha). Ele é baseado no conto All You Zombies desse autor, e me deixou de boca aberta - se você gosta de ficção científica, assista!

Quando terminei, decidi: precisava ler tudo que ele escreveu. Para começar, comprei o livro Tropas Estelares na Amazon, já que ele é bem conhecido e já teve até filme (comento mais adiante sobre isso).

E sobre o que é este livro?

Assim que sai da adolescência, Juan "Johnny" Rico se alista no exército, influenciado por um amigo e contrariando seus pais. Ele deixa a família e vai passar por um difícil treinamento militar, para aprender a ser um soldado. O que o exército, mais especificamente a Infantaria Móvel, faz? Basicamente vai para outros planetas, exterminar insetos gigantes.

Cena do filme homônimo (créditos)

Quando leio algum clássico, gosto de ler também sobre a época histórica na qual ele foi publicado, pois isso sempre explica muitos aspectos do livro. No caso de Tropas Estelares, foi publicado em 1959, quando um militar estava na presidência dos Estados Unidos (Dwight Eisenhower). O maior tema do livro é o militarismo. Inclusive, o livro foi indicado pelo exército americano.

Não acho legal glorificar a guerra, mas mesmo assim gostei do livro. As melhores partes foram as discussões de Rico com seu professor, em flashback. São diálogos interessantes, polêmicos e que fazem pensar.

O livro já teve uma adaptação para o cinema. Eu não assisti, mas conversei com alguém que assistiu e não parece ser uma adaptação fiel. Um exemplo: uma das coisas mais importantes na trama é que os soldados usam uma espécie de armadura (pense em Iron Man), que os torna invencíveis. Como os produtores do filme não tinham dinheiro para pagar os efeitos especiais, simplesmente cortaram isso!

Tropas Estelares é um clássico da ficção científica que, mesmo tantos anos depois do lançamento, vale a pena ser lido. Há diversos pontos que continuam universais e atuais. Pois, como Rico irá aprender, a guerra nunca acaba.

Outras capas:


Nota:

10 de maio de 2017

Quero ver no Brasil: Maio/2017

Oi pessoal! Separei os quatro lançamentos internacionais que mais me chamaram a atenção este mês. Aposto que você também vão querer vê-los publicados por aqui.


* Dreamfall (sonho) inicia a nova trilogia de Amy Plum, autora de Morra por mim. A protagonista é Cata Cordova, que sofre de insônia e aceita fazer parte de um novo experimento. O que poderia dar errado, né?

* Meu romance young adult mais desejado do mês é Girl Out of Water (garota fora d'água). Ele conta a história de Anise, que é obrigada a deixar as praias de Santa Cruz para viver em Nebraska, e de Lincoln, um skatista de um braço só.

* A maior surpresa de todas foi ver um novo livro de Michael Crichton entre os lançamentos (esse autor maravilhoso faleceu em 2008). Dragon Teeth (dentes de dragão) me pareceu ser uma mistura de duas crias suas: Westworld e Jurassic Park. Ou seja, quero.

* E não podia faltar uma novidade do meu autor preferido, Stephen King, que se juntou a Richard Chizmar para escrever Gwendy's Button Box (a caixa de botões de Gwendy). Infelizmente é uma publicação exclusiva da Cemetery Dance Publications , então não tenho muita esperança de ver esse livro publicado aqui. Chorei.

8 de maio de 2017

Harlequin: Lançamentos de Maio/2017

Oi pessoal! Vamos conhecer os lançamentos do mês da Harlequin?
Lembrando que eles podem ser encontrados no site: loja.harlequinbooks.com.br



Quais lhes chamaram a atenção?
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