23 de outubro de 2017

The Light Fantastic

Inside the ship is Twoflower, the Disc's first tourist. He had recently spent some months exploring it and is now rapidly leaving it for reasons that are rather complicated but have to do with an attempt to escape from Krull.

This attempt has been one thousand percent successful.

(Dentro do navio está Twoflower, o primeiro turista do disco. Ele passou recentemente alguns meses explorando e agora está deixando rapidamente isso de lado por razões bastante complicadas, mas que têm a ver com uma tentativa de escapar de Krull.

Essa tentativa tem sido mil por cento bem sucedida.)

2º livro da série Discworld. Resenhas anteriores:
1. The Color of Magic
3. Equal Rites

Esta resenha NÃO contém spoilers dos livros anteriores da série!

The Light Fantastic começa exatamente onde The Color of Magic terminou, portanto, prosseguimos com as aventuras dos magos Rincewind e Twoflower. Agora os dois já estão bem entrosados, mas ainda tem alguns conflitos, principalmente por causa das atitudes sem-noção de Twoflower, o primeiro turista de Discworld.

Eu havia achado o livro anterior um pouco confuso, pois ele tinha diversas storylines que se misturavam e muitos personagens. Nesse ponto o segundo livro é melhor. Ainda tem vários personagens, porém achei mais fácil acompanhar a história de todos eles, pois em algum momento eles se cruzavam com a história de Rincewind.

O livro tem um final fechado, sem deixar um gancho para um próximo. Mas eu gostaria de ler mais livros com Rincewind e Twoflower, pois os dois são garantia de boas risadas.

The Light Fantastic foi publicado originalmente em 1986, e no Brasil em 2002 pela editora Conrad, com o título A Luz Fantástica.

Outras capas:

Nota:

19 de outubro de 2017

Só os animais salvam

Colette sempre diz que há uma diferença triste e sufocante numa sala onde até pouco tempo antes imperava uma presença felina e esta mesma sala vazia, e sinto isso na trincheira: uma ausência fria onde o gato deveria estar.

Assim como costuma acontecer com as edições da Darkside Books, apaixonei-me primeiro pela capa (dura). Tem gato, luas e estrelas, não havia como eu não gostar. Além disso, o livro é todo muito bonito. Há ilustrações no início e final de cada conto e vem com uma fita para marcar a página.

Porém, eu não estava preparada para ler um livro tão triste.

Só os animais salvam é uma coletânea de dez contos narrados por animais. Todos se passam durante alguma guerra e são as últimas palavras de cada animal. Ou seja, além de ter toda a tristeza e horror do fato de estarem no meio da guerra, já sabemos de antemão que o animal/narrador irá morrer no final.

O livro foi cheio de altos e baixos para mim. O primeiro conto, do camelo, me fez quase desistir do livro, porque li duas vezes e até agora não o entendi. Mas os contos seguintes foram melhores. Outro ponto que não funcionou comigo foi que os contos são cheios de referências a outros escritores. Como eu só os conhecia de nome, não consegui entender essas referências dentro do contexto de cada conto.

Meus contos preferidos foram da gata (óbvio), do chimpanzé (por ser totalmente diferente dos outros) e do mexilhão (nunca havia pensado que um mexilhão pudesse ter tantos pensamentos e sentimentos). A autora, a sul-africana Ceridwen Dovey, é com certeza muita criativa.

Só os animais salvam foi uma leitura sofrida, porque eu gosto muito de animais (tornei-me vegetariana por eles) e senti com cada um deles. Não sei se leria novamente por causa disso. Talvez daqui a alguns anos, quando o choque inicial já tenha se desfeito.

Obs: não gosto quando as editoras mudam o título, mas colocar o "salvam" no final deixou o livro com um toque de esperança.

Outras capas:


Nota:

16 de outubro de 2017

The Color of Magic

In a distant and secondhand set of dimensions, in an astral plane that was never meant to fly, the curling starmists waver and part...
(Em um conjunto de dimensões distantes e de segunda mão, em um plano astral que nunca tinha a intenção de voar, as poeiras cósmicas onduladas vacilam e partem...)

Depois de Direitos Iguais, Rituais Iguais, eu queria mergulhar de vez no mundo de Discworld. Mas sabia que teria que ir devagar, já que a série de Terry Pratchett possui 41 livros e tem uma ordem esquisita para ler (procurem no Google por "Discworld reading order" que vocês vão entender). Resolvi começar pelo começo e comprei o primeiro livro da série em e-book, desta vez em inglês, pelas razões que citei na resenha de Direitos Iguais, Rituais Iguais.

(Curiosidade: o e-book americano estava pela metade do preço do original, britânico, na Amazon. Vai entender.)

The Color of Magic não é um livro de leitura fácil. Isso porque tem vários sub-enredos acontecendo e muitos personagens aparecendo ao mesmo tempo, o que o torna um pouco confuso. Toda vez que eu voltava à leitura precisava reler as últimas linhas para lembrar onde havia parado.

Os personagens principais são os magos Rincewind e Twoflower - cuja melhor definição é a seguinte:

Twoflower was a tourist, the first ever seen on the Discworld. 
Tourist, Rincewind had decided, meant "idiot".
(Twoflower era um turista, o primeiro já visto no Discworld. Turista, Rincewind decidiu, significava "idiota".)

Há diversos momentos engraçados, outros tensos, mas a maioria sarcásticos. Meu personagem preferido, que eu queria para mim, foi Luggage - uma mala com pernas na qual cabe qualquer coisa e que segue fielmente seu dono.

O livro terminou no meio da ação e eu fiquei bem curiosa para saber o que vai acontecer com Rincewind e Twoflower. O próximo livro dos magos é The Light Fantastic, que logo pretendo adquirir também.

Outras capas:


Nota:

12 de outubro de 2017

Quero ver no Brasil: Outubro/2017

Oi pessoal! No mês passado não publiquei esta coluna porque acabei esquecendo (blogueira também é gente, desculpe!). Mas agora estamos de volta à programação normal... Estes são os quatro lançamentos internacionais que mais me chamaram a atenção no mês de outubro! Vamos torcer para que sejam publicados por aqui?!


* Crazy cat ladies, preparem os lencinhos para The Astonishing Thing (a coisa surpreendente). O livro conta a história de Boo, um gatinho que vivia com sua mãe humana Carrie e sua família. Até que um dia, de repente, Carrie deixa a família para trás, incluindo seu bebê humano. Ao mesmo tempo que se preocupa com sua nova vida, Boo tenta descobrir por que Carrie os deixou.

* Deixando as lágrimas de lado e passando a roer as unhas com The Ghostwriter (a escritora fantasma), um suspense sobre uma autora de sucesso e um segredo obscuro que ela esconde. Seu livro final será sua confissão.

* Da diva dos new adults chega Without Merit (sem mérito). A protagonista, Merit, deseja fugir da sua família, que é tudo menos normal. Até que conhece Sagan e precisa lidar com as consequências entre dizer a verdade e perder o único garoto que ama.

* Para encerrar, uma coleção de contos de ficção científica, do mesmo autor de Silo. Machine Learning explora de inteligência artificial a universos paralelos e videogames.

Quais vocês querem ler?

9 de outubro de 2017

Quem é você, Alasca?

"Passamos a vida inteira no labirinto, perdidos, pensando em como um dia conseguiremos escapar e em quanto será legal. Imaginar esse futuro é o que nos impulsiona para a frente, mas nunca fazemos nada. Simplesmente usamos o futuro para escapar do presente."

O único livro do John Green que havia lido até então, A culpa é das estrelas, havia gostado bastante. Por isso, tinha curiosidade em ler outros livros do autor, para ver se ele era bom mesmo ou se era sucesso de um livro só. Coincidentemente, uma colega de trabalho estava vendendo alguns livros dela, e entre eles havia Quem é você, Alasca?, o que me fez ler mais um sucesso do autor.

A história é narrada por Miles Halter, um adolescente cujo hobby é pesquisar e decorar as últimas palavras antes da morte. Ele vai estudar no colégio interno Culver Creek, onde divide o quarto com Chip "Coronel" e conhece Alasca Young.

Quem é você, Alasca? teve um efeito, em mim, parecido com 13 Reasons Why (a série de TV, não o livro, porque ainda não li). Não consegui gostar de nenhum personagem, mas mesmo assim não conseguia parar de acompanhar a história deles.

Miles e seus amigos são insuportáveis, e Alasca é a pior deles. O único interesse deles é fumar, beber e inventar "trotes". Estudar no colégio (caro, diga-se de passagem) que é bom, nada. Sendo adulta, tenho realmente pena de pais que tem filhos assim, que não estão nem aí pra nada.

Porém, o jeito que John Green escreve é viciante. Eu queria saber o que ia acontecer com cada um deles, queria saber porque os capítulos se chamavam "X dias antes". Antes de quê? E o que vem depois? Quando a grande questão foi respondida, vi que explicava algumas coisas do comportamento deles, e que eles precisavam de acompanhamento psicológico há muito tempo.


Apesar da narrativa fácil, Quem é você, Alasca? não é de fácil digestão. É um livro que incomoda e é justamente esse o seu valor. Porque se fosse só para ler adolescentes se destruindo, sem ter consequências, não iria servir para nada.

Outras capas:


Nota:

5 de outubro de 2017

Totally Spellbound

Último livro da trilogia Fates.
Atenção! Esta resenha contém spoilers dos livros anteriores da série!

Resenhas anteriores:
1. Simply Irresistible
2. Absolutely Captivated

Megan Kinnealy usually liked driving at night. The silence, the empty roads, the darkness surrounding her car made her feel like she was the only person on the planet. Driving in darkness calmed her - usually.
But she wasn't calm tonight.

(Megan Kinnealy geralmente gostava de dirigir de noite. O silêncio, as estradas vazias, a escuridão que cercava seu carro a faziam sentir que era a única pessoa no planeta. Dirigir na escuridão a acalmava - geralmente.
Mas ela não estava calma esta noite.)

O livro começa antes do término do anterior, quando Travers chama sua irmã, a psicóloga infantil Megan, para cuidar de seu filho Kyle, enquanto ele vai com Zoe para Faerie. Porém, algo estranho acontece enquanto ela está dirigindo para Las Vegas... Megan atravessa uma espécie de bolha mágica, onde vê um homem misterioso treinando um falcão. Isso dura alguns minutos, até que a bolha desaparece e Megan chega no hotel, onde encontra Kyle e as Fates.

Esse mundo mágico é completamente novo para Megan. Mas ela logo recebe todas as explicações necessárias e começa uma missão: pedir a ajuda do bilionário Rob Chapeau para resgatar a Roda das Fates. O que ela não sabia, no começo, é que esse homem, além de ser o mesmo que ela viu antes, é o lendário Robin Hood.

Pois é, ele mesmo, como se não bastassem os deuses da mitologia grega, fadas e bruxos... Eu disse na resenha do primeiro livro que essa série era uma mistura de tudo, né? Apesar de parecer uma zona, acaba dando certo!

Totally Spellbound fala bastante sobre amor verdadeiro e como uma pessoa também pode ter mais de um durante sua vida. Eu gostei bastante dos novos personagens e o final foi previsível e inesperado ao mesmo tempo. Os livros da trilogia Fates são inéditos no Brasil, mas os e-books estão disponíveis em inglês na Amazon.

A história continua em outra trilogia, agora sobre as Fates "estagiárias". Fiquei curiosa para ler essa série também.

Outras capas:

Nota:

2 de outubro de 2017

Resumo do Mês: Setembro/2017

Oi pessoal! Setembro foi um mês que passou voando, ainda mais que tirei três semanas de férias. *-*
Mas tudo que é bom um dia acaba, então já estou de volta ao trabalho e sonhando com as férias do ano que vem. Enquanto elas não chegam, vou me jogar nas leituras.

* Leituras do mês: Continuei meu projeto de reler a série Torre Negra, com o terceiro livro. Também me iniciei no mundo de Discworld, de Terry Pratchett, terminei a trilogia Fates, li um dos famosos do John Green e mais um da Darkside Books.


* Comprinhas: Comprei três livros em inglês, coincidentemente todos relacionados a gatos e cachorros (nem gosto :)


* Resenhas do mês:

A melhor leitura de setembro foi (claro) As Terras Devastadas, seguido pelos livros da série Discworld. O que vocês leram de bom?

28 de setembro de 2017

Direitos Iguais Rituais Iguais

Esta é uma história sobre magia, o lugar para onde ela vai e, talvez principalmente, de onde vem e por quê, embora o livro não pretenda responder nem a todas, nem a qualquer uma dessas questões.

3º livro da série Discworld. Esta resenha NÃO contém spoilers dos outros livros da série. Mesmo porque eu não li os outros, então como vou dar spoiler?

Direitos Iguais Rituais Iguais foi meu primeiro contato com Terry Pratchett e sua saga Discworld. São livros de fantasia e tem o mundo tem esse nome porque é um grande disco, sustentado por quatro elefantes gigantescos, em cima de uma tartaruga (Grande A'Tuin). Sim, aqui o planeta é plano!!!

O livro acompanha Esk, uma menina de nove anos destinada a ser maga. Só que, no mundo dela, mulheres não podem ser magas. Elas podem ser bruxas (sua avó, Cera do Tempo, é uma), mas é impossível uma mulher ser maga.

Já deu pra sentir a vibe do livro? Foi escrito em 1993 e já fala sobre feminismo sem ser chato. O nome original do livro é Equal Rites, fazendo um jogo de palavras com Rights (rituais / direitos iguais).

Falando em palavras, para os próximos livros da série eu definitivamente vou ter que ler em inglês. É impossível traduzir um livro desse 100% - há até tem uma nota no início, explicando que é muito difícil traduzir os livros do Terry Pratchett pois ele se usa demais de jogos de palavras. Podiam, pelo menos, não ter traduzidos os nomes, porque ficaram estranhos.

Agora, sobre as protagonistas.... Não tem como não amar Esk e a Vovó! Assim como a Esk, eu também não entendia o porquê dessa regra besta que diz que mulheres não podem ser magas. A Esk chega lá pra dizer que a mulher pode ser o que ela quiser, e os homens que se virem! A Vovó é outra que faz o que quer e não está nem aí para o que os outros acham. Virei fã delas!

Esk e Vovó por @KtShy

Com certeza eu vou procurar os outros livros de Discworld para ler. A história tem comédia, ação, magia... Quem curte os livros do Douglas Adams deve gostar deste também.

Outras capas:


Nota:

25 de setembro de 2017

As Terras Devastadas (releitura)

3º livro da série A Torre Negra.
Atenção! Esta resenha contém spoilers dos livros anteriores da série!

Resenhas anteriores:
1. O Pistoleiro
2. A Escolha dos Três

Era a terceira vez dela com munição de verdade... e a primeira vez a sacar do coldre que Roland lhe preparara.

Eddie, Susannah e Roland continuam sua jornada rumo à Torre Negra. Ao mesmo tempo, na Nova York dos anos 1970, Jake Chambers procura um modo de retornar ao Mundo Médio.

Esse livro é uma verdadeira viagem! O ka-tet de Roland passa por diversos lugares diferentes, até encontrarem um modo de transporte mais rápido, que irá levá-los para mais perto da Torre. Esse transporte é um dos personagens mais assustadores e memoráveis dos livros do King: o Mono Blaine, um trem com inteligência artificial que gosta de enigmas. Também somos apresentados ao Oi, um bichinho que conquistou meu coração assim que surgiu.

Eu reli este livro na mesma semana em que assisti o filme no cinema, e não pude deixar de fazer comparações, principalmente em relação aos pais de Jake. No livro, os dois pais dele estão vivos mas eles não estão nem aí para ele - para vocês terem noção, o pai é viciado em cocaína e paga um colégio caro só para não ter que lidar com o próprio filho. Por isso, Jake não pensa duas vezes em deixar seu mundo para trás para se juntar a Roland, Eddie e Susannah.


O único ponto negativo do livro são os problemas de tradução, que poderiam ser solucionados com simples buscas no Google. Vou deixar os enigmas de lado porque dependem muito de jogos de linguagem (apesar que o enigma da porta ficou muito esquisito, valia uma nota de rodapé explicando o original). O erro mais bizarro é um lugar chamado Tower of Power Records, que traduziram como... "Torre da Power Records". Era só procurar no Google para ver que é uma homenagem a uma banda americana da década de 1970, não tem nada a ver com torre.

Felizmente, os erros são poucos e não são suficientes para tirar a magia da narrativa do King. Como eu já tinha os livros em português (publicados pela editora Objetiva no início dos anos 2000), estou relendo assim mesmo, mas esse tipo de coisa me faz cada vez mais estudar e ler em inglês.

Outras capas:


Nota:

21 de setembro de 2017

Absolutely Captivated

2º livro da trilogia Fates. Atenção! Esta resenha contém spoilers do livro anterior da série!

Resenha do livro anterior:
1. Simply Irresistible

She could still hear the words as if they were being spoken for the first time: You shall find your true love near Faerie, if you don't lose yourself inside its ever-changing walls.
(Ela ainda podia ouvir as palavras como se estivessem sendo faladas pela primeira vez: você encontrará seu amor verdadeiro perto de Faerie, se você não se perder dentro de suas paredes sempre em mudança.)

Travers Kinneally recebe um pedido inusitado de sua irmã, Vivian. Ele precisa levar três mulheres estranhas até Las Vegas, para que elas encontrem uma detetive chamada Zoe Sinclair. Junto com ele vai seu filho Kyle, de onze anos.

Travers não acredita em magia. Mesmo ele tendo um estranho relacionamento com números, e seu filho já apresentando alguns dons similates aos de sua tia Vivian. Seria impossível, então, que as três mulheres fossem as Fates da mitologia grega, e que Zoe, uma mulher linda, tivesse mais de oitenta anos...

Eu gostei de Travers e Zoe como personagens, mas achei o romance entre eles muito instantâneo e forçado. Também achei que a história não foi tão dinâmica quanto a anterior. Demora demais para acontecer alguma ação, e quando acontece o livro já termina.

Quem me fez gostar desse livro foi Kyle. O garoto é demais: inteligente, gosta de Harry Potter e até fica de babá das Fates. Várias cenas engraçadas acontecem por causa do dom dele de ler mentes, e o desenvolvimento do relacionamento dele com o pai também foi interessante.

Absolutely Captivated não é tão bom quanto o livro anterior, mas ainda foi uma boa leitura, leve e divertida. Vamos ver como a trilogia irá terminar no próximo livro.

Obs: A modelo da capa não tem nada a ver com a Zoe que imaginei. Na minha cabeça ela era a atriz Lesley-Ann Brandt (que interpreta Mazikeen na série Lucifer), provavelmente porque o jeito das duas personagens é parecido.

Outras capas:


Nota:

18 de setembro de 2017

A Garota das Laranjas

Meu pai morreu há onze anos. Na época, eu nem havia completado quatro. Não esperava voltar a ter notícia dele, no entanto agora nós estamos escrevendo um livro juntos.

O adolescente Georg encontra uma carta que estava escondida há onze anos. Ela foi escrita pelo seu pai, que morreu quando ele tinha apenas quatro.

O livro mistura a narrativa de Georg, em primeira pessoa, com a carta. Essa carta é, basicamente, uma declaração de amor. O pai conta como conheceu a garota das laranjas, uma menina que lhe intrigou por anos. Lendo a carta, Georg começa a questionar coisas sobre sua própria vida que nunca havia pensado.

Eu adoro os livros do norueguês Jostein Gaarder - recentemente publiquei aqui no blog a resenha do livro A Biblioteca Mágica de Bibbi Bokken. Porém, não achei A Garota das Laranjas tão mágico e interessante quanto os outros que li.

A carta do pai de Georg é enrolada e cansativa, pois dá voltas e voltas em torno do mesmo assunto. Eu não aguentava mais ouvir falar da garota das laranjas. E, quando ela finalmente reapareceu, fez algo que só me deixou com raiva dela.

No final, o livro todo é uma história de amor - de um homem por uma mulher e pelo filho. É uma história bonitinha e de escrita fácil, mas que não conseguiu me prender.

Outras capas:


Nota:

14 de setembro de 2017

A Filha do Louco

Quando eu limpava aquelas salas, tarde da noite, depois que os alunos de medicina voltavam para as suas camas quentes e confortáveis, o som do meu escovão ecoava nas salas cirúrgicas, passando pelos corredores tortuosos e indo até os depósitos onde eles armazenavam coisas que pareciam ter saído de pesadelos. (...) Ser filha do meu pai fazia com que eu não me impressionasse com aquilo. Meus pesadelos continham coisas mais tenebrosas.

Juliet Moreau é uma adolescente que trabalha em Londres como faxineira, vivendo de pagamento em pagamento. Mas sua vida nem sempre foi assim. Antes, ela e seus pais tinham uma vida confortável, até que inúmeros rumores fizeram com que o Dr. Moreau desaparecesse. Depois, sua mãe, morreu, deixando-a sem outra opção a não ser aceitar qualquer emprego para viver.

Os boatos dizem que o doutor está morto... Mas Juliet encontra uma pista de que isso não é verdade. Seguindo-a, ela acaba encontrando Montgomery, seu amigo de infância, que pode levá-la até seu pai. Este último encontra-se isolado em uma ilha, trabalhando em seus novos experimentos...

Se você reconheceu os nomes assim que leu os parágrafos acima: parabéns, você tem um bom conhecimento de ficção científica! A Filha do Louco é baseado no clássico de H. G. Wells A Ilha do Dr. Moreau. É uma releitura da história, sob o ponto de vista de uma suposta filha do médico/louco. Eu não li o livro original, mas por ser um clássico já conhecia a história em geral. Talvez por esse motivo, A Filha do Louco foi um livro que não me prendeu tanto. Era tudo muito previsível e desde o início eu já havia adivinhado como iria terminar.

Outro ponto que não gostei foi que tem triângulo amoroso. É forçado e não convence. Além disso, a história toda é meio confusa. Juliet, Montgomery e Edward vão e voltam toda hora naquela ilha. Precisam fugir do Dr. Moreau, mas precisam voltar para a casa dele para pegar alguma coisa e aí ficam nesse vai-não-vai. Isso aconteceu diversas vezes e cansou.

Nem só de pontos negativos vive o livro. A narrativa é meio sombria e com clima de Inglaterra vitoriana, o que chama a atenção. Por isso, acabei dando três estrelas - foi um bom entretenimento, mas não leria novamente.

A Filha do Louco tem duas continuações (desnecessárias, na minha opinião), que não foram publicadas no Brasil.

Outras capas:


Nota:

11 de setembro de 2017

American Horror Story: Hotel


Hotel é a 5ª temporada da série de TV American Horror Story. Esta resenha NÃO contém spoilers das temporadas anteriores, pois cada uma conta uma história diferente.

Resenhas das temporadas anteriores:
1. Murder House
2. Asylum
3. Coven
4. Freak Show


Esta temporada revolve em torno do Hotel Cortez, um hotel em Los Angeles construído nos anos 1920 por James March. É óbvio que muitas mortes aconteceram e acontecem ali. E, quem morre, continua "vivendo" no hotel eternamente...

Hotel marca a estreia de Lady Gaga na televisão, no papel da Condessa, uma espécie de vampira imortal. Eu gostei dela na série e achei que o papel tinha tudo a ver com ela, pois ela usava diversas roupas extravagantes. Dois atores se destacaram, também, para mim. Denis O'Hare está maravilhoso no papel da transgênero Liz, e o bonitão - e também assustador - Finn Wittrock aparece em dois papeis diferentes.

Não gostei desta temporada tanto quanto da anterior (Freak Show), mas ainda gostei bastante. O começo foi um pouco lento, mas depois de alguns acontecimentos não conseguia mais parar de assistir. American Horror Story continua sendo uma das minhas séries favoritas, pelos sustos e pelos bons atores e personagens. Então, façam o check in no Hotel Cortez e tenham uma boa estadia!

7 de setembro de 2017

Simply Irresistible

When she was a kid, comic books had been her escape. (...) She had a super power too, although she had never thought of it as that, at least not when she was growing up. Then it had simply been something else that marked her as different.

(Quando era criança, os quadrinhos tinham sido sua fuga. (...) Ela também tinha um super poder, embora nunca tivesse pensado nisso, pelo menos não quando estava crescendo. Então, simplesmente tinha sido outra coisa que a marcava como diferente.)

Comprei este e-book, junto com outros, em um Story Bundle de trilogias de ficção científica e fantasia. Eu adoro pegar uns livros para ler assim, no escuro, sem ter lido sinopse nem resenhas antes. Simply Irresistible foi uma grata surpresa.

A história é muito louca. É um romance (do tipo fofo, sessão da tarde) misturado com fantasia e mitologia grega.

A protagonista é Vivian Kinnealy, de 26 anos. Ela adora histórias em quadrinhos e é psíquica. Sua tia, Eugenia, foi assassinada recentemente e deixou para ela caixas e caixas de cadernos e livros.

Quem vai fazer par romântico com ela é Dexter Grant, homem maravilhoso que, além de ter o rosto do Superman, ama e resgata animais (dá pra ser mais perfeito que isso, gente?). Assim como o Superman, ele não é exatamente humano, pois já tem mais de oitenta anos e com corpinho de 30.

Vivian conhece Dexter por causa de três mulheres conhecidas como Fates - Moiras, em português. Na mitologia grega, elas são três irmãs que determinavam o destino dos deuses e dos seres humanos. Uma pessoa está atrás delas para assassiná-las e elas vão parar na casa de Vivian em busca de ajuda.

Não falei que a história era louca? Mas eu adorei! Além de me divertir, ainda pude aprender um pouco sobre uma parte da mitologia grega que não conhecia.

Este é o primeiro livro da trilogia Fates, mas no fundo é o quarto de uma série (teve outra trilogia antes dessa). Eu não li os anteriores e não senti diferença, só vi um monte de personagens que não ajudaram muito, que devem ser dos livros anteriores. Mas dá para ler tranquilo.

Recomendo para quem gosta de mitologia e procura um romance diferente!

Outras capas:


Nota:

4 de setembro de 2017

Resumo do Mês: Agosto/2017

Oi pessoal! Tudo bem com vocês?

Apesar da maioria das pessoas dizer que agosto é um mês que demora para passar, para mim passou bem rápido! Também aproveitei para finalmente trocar o layout do blog, queria algo mais clean. O que vocês acharam?

* Leituras: Li livros bem diferentes uns dos outros: distopia, infanto-juvenil, romance sobrenatural, quadrinhos...


* Compras: Comprei Quem é você, Alasca? de uma colega e não resisti ao Book Friday da Amazon.


* Cinema: Não podia perder uma adaptação cinematográfica do meu querido Stephen King. O filme é bem confuso, pegaram diversos elementos da saga e inventaram outra história. Como eu assisti com expectativas baixíssimas, acabei me divertindo procurando as referências a outros livros dele.


* Resenhas do mês:

* No Netflix:

Minha leitura preferida em agosto foi The Handmaid's Tale, que livro fantástico!
O que vocês leram de bom?

31 de agosto de 2017

The Handmaid's Tale

I would like to believe this is a story I'm telling. I need to believe it. I must believe it. Those who can believe that such stories are only stories have a better chance.

(Gostaria de acreditar que esta é uma história que estou contando. Eu preciso acreditar nisso. Devo acreditar nisso. Aqueles que podem acreditar que tais histórias são apenas histórias têm uma chance melhor.)

Uau. Este foi um livro que passei a leitura toda sem conseguir respirar, e quando terminei não queria me separar dele. A única pergunta que me fiz foi: por que eu não li isso antes?

The Handmaid's Tale é narrado por Offred, uma mulher que perdeu sua família e sua identidade após uma mudança no governo dos Estados Unidos. Ela conta como se transformou numa Aia, como era sua vida antes e como é agora.

Apesar do livro já ter sido publicado no Brasil (como O Conto da Aia), se você sabe ler em inglês, recomendo ler no idioma original. Tem vários jogos de palavras que são intraduzíveis. Além disso, Margaret Atwood passa com maestria o sentimento de claustrofobia e opressão sentido por Offred.

Um rato num labirinto é livre para ir a qualquer lugar, desde que continue dentro do labirinto.

É uma leitura fácil em relação ao nível do inglês. E só. Sendo eu mulher, posso dizer com toda certeza de que não foi fácil acompanhar essas mulheres. Meu coração doía demais, eu sentia raiva de tudo, daquela situação e das pessoas. Um sentimento de irmandade muito grande cresceu em mim, não só em relação a Offred e às outras personagens do livro, mas em relação às mulheres do nosso mundo.

Sim, porque The Handmaid's Tale, apesar de ser uma obra de ficção, é assustadoramente real. É só ler as notícias por aí. No Afeganistão, as mulheres perdem seus nomes quando se casam. Mas não é preciso ir muito longe. No nosso país, mulheres levam a culpa por serem estupradas, por estarem com a roupa X ou Z. É tudo muito triste e revoltante e eu realmente espero que as coisas melhorem um dia.

The Handmaid's Tale é um livro que choca e que revolta. Apesar de ser uma distopia, não está muito longe da nossa realidade. Espero que vocês queiram lutar contra ela comigo.

Obs: o livro teve uma adaptação para TV em forma de série, mas não assisti ainda.

Outras capas:


Nota:

28 de agosto de 2017

Filme: O Espaço Entre Nós

Recentemente assisti este filme no Netflix e achei tão bonitinho que quis compartilhar com vocês.

O Espaço Entre Nós é uma mistura de ficção científica e romance adolescente. Sete astronautas partiram da Terra, com a missão de iniciar uma colônia em Marte. Porém, ninguém sabia que uma delas estava grávida. Ela acaba dando a luz em Marte, morrendo no processo.

A empresa que enviou a equipe decide manter o bebê em segredo. Ele não pode vir para a Terra, pois seus órgãos e estrutura óssea estão adaptados à gravidade de Marte e ele morreria com a viagem.

Dezesseis anos se passam. Gardner é agora um garoto, que vive em Marte mas conversa pela internet com Tulsa, uma garota que está na Terra. Ela não sabe que ele está em Marte e o que ele mais quer é ir para a Terra para conhecê-la.

O casal protagonista é interpretado por Asa Butterfield e Britt Robertson. Apesar de ter vinte anos, o Asa passa tranquilamente por garoto marciano de dezesseis. Porém a Britt não me convenceu, ela tinha 27 na época do filme e realmente parece ter mais de vinte.

Recomendo O Espaço Entre Nós para quem quer uma história leve para passar o sábado a tarde comendo pipoca.



Nota:
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