22 de maio de 2017

Boneco de Pano

Wolf chamou a atenção dele para o braço direito do monstrengo, que se estendia para a frente, sustentado por dezenas de fios de náilon. A palma da mão era bem mais clara que o roxo do resto da pele e das unhas perfeitamente cortadas, e outros tantos fios, fazendo as vezes de tendões, estiravam o dedo indicador. Verificando se não havia ninguém por perto para ouvir, Wolf sussurrou para Simmons:
– Ele está apontando pra minha janela.

Após quatro anos, o detetive William "Wolf" Fawkes está de volta à ativa, para investigar um caso bizarro. Foi encontrado não um, mas seis corpos de uma vez. Seis pedaços de cadáveres foram costurados e presos ao teto, imitando um boneco de pano. E tudo isso em um apartamento em frente ao de Wolf.

O caso remonta a outro que aconteceu anos atrás, um julgamento que terminou com o bandido de volta às ruas. É o caso do Cremador, um serial killer que foi julgado inocente, mas que assim que saiu voltou a matar. O caso pôs à prova a honestidade de Wolf.

Não bastasse tudo isso, com o novo cadáver - ou cadáveres - surge uma lista com seis nomes, que seriam as próximas vítimas do novo assassino. E o último deles é o próprio Wolf.

Luther (imagem original: Collider)

Wolf me lembrou de cara o detetive Luther, da série de mesmo nome, interpretado pelo (meu amado) Idris Elba. Os dois são linha-dura, inteligentes e têm um passado polêmico em relação a um caso. Além disso, querem justiça e fazem o que for preciso para obtê-la.

Já a história me lembrou a série de TV Criminal Minds - outra que eu adoro. Ao mesmo tempo em que tenta desvendar o crime, Wolf tem que encontrar as pessoas da lista para evitar que elas se tornem as próximas vítimas. É uma narrativa frenética, a qual queremos chegar logo ao final para descobrir quem é o assassino.

Particularmente, não gostei muito do final do livro, mas até que foi satisfatório. Este é o primeiro livro da série Detetive William Fawkes, então, felizmente, logo teremos mais Wolf por aí.

Outras capas:


Nota:

Livro cedido para resenha pela Editora Arqueiro.

19 de maio de 2017

Em Algum Lugar nas Estrelas

Se eu soubesse o que havia para saber sobre Early Auden, o mais estranho dos garotos, poderia ter sentido medo ou, pelo menos, ficado longe como todos os outros. Mas eu era novo tanto na Escola para Meninos Morton Hill quanto em Cape Fealty, Maine. Na verdade, era novo em qualquer lugar que não fosse o nordeste do Kansas.

Estamos no meio dos anos 1950, perto do término da Segunda Guerra Mundial. Após a morte da mãe, Jack é deixado pelo pai em um internato no Maine. Lá, ele conhece Early, um garoto estranho e diferente dos outros. Ele tem várias manias. Cada dia da semana ele ouve um artista diferente - exceto se estiver chovendo, pois Billie Holliday é para dias de chuva.

Quando chega o Natal, os outros meninos deixam a escola para passar as festas com suas famílias, mas Jack e Early não têm para onde ir. Juntos, os dois embarcam na maior aventura de suas vidas.

Vamos começar a analisar o livro pela capa? Pois foi justamente por causa dela que eu comprei. Não sabia nada da história desse livro, mas já tinha me apaixonado pela capa. O projeto gráfico da Darkside Books está perfeito. Aposto que ninguém reclamou do fato de terem mudado a capa original, pois o livro (de capa dura) ficou lindo demais.


Sobre a história, eu gostei mas certamente não se tornou uma favorita. Achei o livro cansativo em algumas partes e Early e Jack me irritaram em outras. Eu não havia lido a sinopse antes (e não recomendo ler, tem um spoiler lá). Por isso, só fui entender por que Early se comportava daquele jeito quando li a nota da autora, no final do livro.

De qualquer modo, a história é bonitinha e também tem bastante aventura. Creio que agradará também os leitores mais novos. E agora, se me dão licença, vou ouvir um pouco de Billie Holiday, porque está caindo uma tempestade aqui.

Outras capas:


Nota:

16 de maio de 2017

Minimalism: Live a Meaningful Life

Conformity is the drug with which many people self-medicate. Not happy? Buy this. Buy that. Buy something. Keep up with the Joneses, the Trumps, the Kardashians. After all, you can be just like them, right?

(Conformidade é a droga com que muitas pessoas auto-medicam. Infeliz? Compre isso. Compre isso. Compre algo. Mantenha-se com os Joneses, os Trumps, os Kardashians. Afinal, você pode ser como eles, certo?)

Outro dia assisti um documentário no Netflix que amei. Chama-se Minimalism: a documentary about the important things. Ele conta a história de Joshua Fields Millburn e Ryan Nicodemus, entre outros, que deixaram a vida regada a consumo nos Estados Unidos, para viver uma vida mais simples, focada nas coisas realmente importantes da vida.

Gostei tanto do documentário que no dia seguinte tirei 5 sacolas grandes de roupas e sapatos do meu armário. E, olha, funciona: depois desse processo me senti mais leve, e hoje me sinto melhor ao olhar para o armário.

Fui atrás de mais material sobre os "minimalistas" Joshua e Ryan. Descobri o blog deles (theminimalists.com), com vários textos legais, e também este e-book na Amazon.

O livro, porém, é bem diferente do documentário. Ele foca em cinco áreas da vida que formam uma vida significativa: saúde, relacionamentos, paixões, crescimento e contribuição. Eu gostei de alguns trechos, outros eu achei meio fora da realidade, mas ainda foi uma leitura agradável.

Para quem também já está cansado dessa sociedade que só se interessa por comprar e consumir, e quer mudar um pouco, recomendo começar pelo documentário do Netflix. E boa faxina para você.

Outras capas:


Nota:

14 de maio de 2017

Um Amor Inesperado

7º livro da série Família Kowalski. Esta resenha NÃO contém spoilers dos livros anteriores da série. Além disso, eles podem ser lidos separadamente.

Resenhas dos livros anteriores:
2. Somente para você
3. Feita para você
5. Tudo o que ele deseja
6. Todos os sonhos dele

A lata-velha, com mais de 30 anos, de Liz Kowalski, carregada com todos os seus pertences, passou pela placa de "Bem-vindos a Whitford, Maine", com os pneus carecas aquaplanando em direção a uma vala.

Eu estava ansiosa para ler a história de Liz, a única mulher entre os Kowalski. Mas, infelizmente, acabei me decepcionando.

Depois de morar fora, ela volta para sua cidade natal e reencontra o policial Drew Miller, que a socorre quando seu carro - vulgo "lata-velha" - para de funcionar no meio da estrada. Os dois já tiveram um caso rápido durante o casamento de um dos irmãos, mas Drew tem medo do que seu melhor amigo - Mitch, irmão de Liz - vai achar.

Eu tinha grandes expectativas em relação a Liz, já que ela era aquela que foi morar longe da família e portanto era a mais independente. Porém, o drama entre ela e Drew é muito chato! Ela não quer ter filhos agora, ele quer ter filhos, e os dois (ele principalmente) fazem tanto drama em cima disso que ficou cansativo. Achei que o livro teria alguma novidade nesse sentido, mas havia uma obrigação de casar e ter filhos que me irritou.

A parte que mais gostei (e talvez a única) foi quando a família inteira resolveu passar uns dias em um acampamento. Essa parte foi bem divertida e deu pra dar várias risadas. Deu até uma vontadinha de acampar!

Um Amor Inesperado definitivamente não está entre meus preferidos da família Kowalski. Vamos ver o que acontece nos próximos três livros da série (são dez no total e estou torcendo para a Harlequin publicar todos).

Outras capas:


Nota:

Livro cedido para resenha pela Harlequin.

12 de maio de 2017

Tropas Estelares

Sempre fico com os tremores antes de uma queda. Tomei as injeções, é claro, e a preparação hipnótica, e por isso é lógico que não posso estar com medo de verdade.

Eu não conhecia Robert A. Heinlein até assistir o filme O Predestinado no Netflix (eu sei, falha minha). Ele é baseado no conto All You Zombies desse autor, e me deixou de boca aberta - se você gosta de ficção científica, assista!

Quando terminei, decidi: precisava ler tudo que ele escreveu. Para começar, comprei o livro Tropas Estelares na Amazon, já que ele é bem conhecido e já teve até filme (comento mais adiante sobre isso).

E sobre o que é este livro?

Assim que sai da adolescência, Juan "Johnny" Rico se alista no exército, influenciado por um amigo e contrariando seus pais. Ele deixa a família e vai passar por um difícil treinamento militar, para aprender a ser um soldado. O que o exército, mais especificamente a Infantaria Móvel, faz? Basicamente vai para outros planetas, exterminar insetos gigantes.

Cena do filme homônimo (créditos)

Quando leio algum clássico, gosto de ler também sobre a época histórica na qual ele foi publicado, pois isso sempre explica muitos aspectos do livro. No caso de Tropas Estelares, foi publicado em 1959, quando um militar estava na presidência dos Estados Unidos (Dwight Eisenhower). O maior tema do livro é o militarismo. Inclusive, o livro foi indicado pelo exército americano.

Não acho legal glorificar a guerra, mas mesmo assim gostei do livro. As melhores partes foram as discussões de Rico com seu professor, em flashback. São diálogos interessantes, polêmicos e que fazem pensar.

O livro já teve uma adaptação para o cinema. Eu não assisti, mas conversei com alguém que assistiu e não parece ser uma adaptação fiel. Um exemplo: uma das coisas mais importantes na trama é que os soldados usam uma espécie de armadura (pense em Iron Man), que os torna invencíveis. Como os produtores do filme não tinham dinheiro para pagar os efeitos especiais, simplesmente cortaram isso!

Tropas Estelares é um clássico da ficção científica que, mesmo tantos anos depois do lançamento, vale a pena ser lido. Há diversos pontos que continuam universais e atuais. Pois, como Rico irá aprender, a guerra nunca acaba.

Outras capas:


Nota:

10 de maio de 2017

Quero ver no Brasil: Maio/2017

Oi pessoal! Separei os quatro lançamentos internacionais que mais me chamaram a atenção este mês. Aposto que você também vão querer vê-los publicados por aqui.


* Dreamfall (sonho) inicia a nova trilogia de Amy Plum, autora de Morra por mim. A protagonista é Cata Cordova, que sofre de insônia e aceita fazer parte de um novo experimento. O que poderia dar errado, né?

* Meu romance young adult mais desejado do mês é Girl Out of Water (garota fora d'água). Ele conta a história de Anise, que é obrigada a deixar as praias de Santa Cruz para viver em Nebraska, e de Lincoln, um skatista de um braço só.

* A maior surpresa de todas foi ver um novo livro de Michael Crichton entre os lançamentos (esse autor maravilhoso faleceu em 2008). Dragon Teeth (dentes de dragão) me pareceu ser uma mistura de duas crias suas: Westworld e Jurassic Park. Ou seja, quero.

* E não podia faltar uma novidade do meu autor preferido, Stephen King, que se juntou a Richard Chizmar para escrever Gwendy's Button Box (a caixa de botões de Gwendy). Infelizmente é uma publicação exclusiva da Cemetery Dance Publications , então não tenho muita esperança de ver esse livro publicado aqui. Chorei.

8 de maio de 2017

Harlequin: Lançamentos de Maio/2017

Oi pessoal! Vamos conhecer os lançamentos do mês da Harlequin?
Lembrando que eles podem ser encontrados no site: loja.harlequinbooks.com.br



Quais lhes chamaram a atenção?

6 de maio de 2017

Todos os sonhos dele

6º livro da série Família Kowalski. Esta resenha NÃO contém spoilers dos livros anteriores da série. Além disso, eles podem ser lidos separadamente.

Resenhas dos livros anteriores:
2. Somente para você
3. Feita para você
5. Tudo o que ele deseja

A vida de Josh Kowalski poderia ser resumida em poucas palavras: 30 anos de comichões que não conseguia coçar.

Katie Davies, filha de Rose (a governanta da pousada dos Kowalski) cresceu junto dos rapazes, sendo criada como irmã deles. Secretamente ela sempre gostou de Josh... mas não como irmão.

Já o maior sonho de Josh, é deixar a pousada e conhecer o mundo. Mas ele também começa a reparar em Katie, sentindo algo a mais... Algo que pode mudar os seus planos para sempre.

Este é o quarto livro da série que eu leio, então os Kowalski são praticamente a minha família agora. E eu adorei a Katie, gente! Ela é perfeita para Josh. O que mais gostei no livro é que ele não é só água com açúcar, os dois protagonizam cenas muito engraçadas. Eu ria sozinha quando o Josh ficava reparando na Katie como mulher, se surpreendendo com os sentimentos que surgiam. Foi muito legal observá-lo mudando seus pensamentos.

Para quem gosta de uma boa comédia romântica, recomendo este livro!

Outras capas:


Nota:

Livro cedido para resenha pela Harlequin.

2 de maio de 2017

Resumo do Mês: Abril/2017

Oi pessoal! O mês dos feriados terminou... Também terminou a minha parceria com a Editora Arqueiro, que não foi renovada. No começo do blog eu via parcerias com autores e editoras como algo essencial mas, sinceramente, mudei de opinião a respeito. Claro que eu ficaria feliz com a renovação da parceria, mas não ter a parceria também tira uma certa obrigação de ler um livro da editora por mês. Por isso, hoje eu penso: se tiver a parceria, ótimo; se não tiver, é bom também.

Vamos ao resumo do mês de abril?

* Leituras: Os feriados ajudaram - foram 7 livros e 2 gibis lidos. Nem eu acredito! 😮
O difícil agora é resenhar tudo isso, os livros vão se acumulando em cima da mesa.


* Compras: Esse mês fui bem econômica... Comprei uma calça jeans que estava precisando (e esqueci de tirar foto), e não resisti a esse esmalte da Mulher Maravilha.


* Recebido: O último kit em parceria com a Arqueiro.


* Resenhas do mês:

* No Netflix:

* Diário de viagem:

Minha leitura preferida em abril foi Labirinto. E vocês, o que leram de bom?

30 de abril de 2017

Atenção plena - Mindfulness: Como encontrar a paz em um mundo frenético

Às vezes temos a sensação de que o que está faltando, no fundo, somos nós próprios - nossa disposição para aproveitar a existência de forma plena, agindo como se ela realmente importasse, vivendo o único momento que temos de fato: o presente.

Tem alguns livros que parecem que nos encontram quando a gente está precisando deles. Com Atenção plena - Mindfulness foi assim. Eu comprei vários livros físicos na Amazon em março e, de brinde, ganhei um e-book entre alguns selecionados pela loja. Fazia tempo que estava querendo aprender sobre meditação e começar a praticar, por isso escolhi este livro.

Comecei a ler e o autor praticamente me descrevia em seus parágrafos. Falava sobre crises de ansiedade, sobre não prestar atenção no que se está fazendo, sobre acordar a noite pensando em problemas... Diversas coisas pelas quais sempre passei, mas que sempre me atrapalharam e que gostaria de mudar.

O livro se propõe a ser um programa de oito semanas, com exercícios e meditações diárias, para alcançar a atenção plena. Eu li o livro de uma vez porque queria ter uma visão geral dele. Sublinhei várias partes e depois irei voltar para reler melhor, mas já comecei a praticar e estou gostando.

É difícil para mim conseguir um lugar em silêncio para meditar, por isso estou usando os áudios das meditações guiadas - disponíveis no site da Editora Sextante, em português. Também estou testando algumas apps e tentando meditar com música. É um universo novo para mim, mas estou adorando cada momento.

Outras capas:


Nota:

28 de abril de 2017

Série: American Horror Story - Murder House


Assisti American Horror Story pela primeira vez quando ela estreou no Brasil (na Fox, acho), em 2011. Na época, vi só os dois primeiros episódios, mas não gostei muito e parei de acompanhar. Seis anos depois, em 2017, depois de ler resenhas positivas em vários blogs, e de descobrir que cada temporada é uma história fechada, resolvi dar mais uma chance à série. E viciei.

A primeira temporada, intitulada Murder House, conta a história da família Harmon, que se muda para Los Angeles após uma crise no casamento (a esposa flagrou o marido com outra na cama). Mas, adivinha?? A casa é assombrada! Dezenas de pessoas já morreram ali e elas continuam no lugar. Com isso, o que era para ser um recomeço para os Harmon, logo se torna outro inferno.

O primeiro episódio realmente é o pior de todos e não foi à toa que desisti da série naquela época. É uma mistura de várias cenas de filmes de terror e quem já viu vários também não vai ver nada de mais. Porém, a medida em que somos apresentados aos outros personagens e à história da casa, só melhora. No final eu estava emendando um episódio no outro, e é muito difícil eu fazer isso.

Gostei bastante da história e o final foi bem satisfatório (arrisco a dizer feliz?).

As quatro primeiras temporadas de American Horror Story estão disponíveis no Netflix.

26 de abril de 2017

The Mirk and Midnight Hour

The mare let out a soft nicker, breaking the spell. I stood, stroking her neck and gazing into luminous brown eyes. "What happened to your master?", I whispered. I almost expected her to open her mouth and answer.

(A égua deixou escapar um relincho macio, quebrando o feitiço. Fiquei de pé, acariciando seu pescoço e olhando seus luminosos olhos castanhos. "O que aconteceu com seu mestre?", eu sussurrei. Quase esperava que ela abrisse a boca e respondesse.)

1861, início da Guerra Civil nos Estados Unidos. Violet Dancey é uma garota de 17 anos, que já perdeu seu irmão na guerra e agora dá adeus a seu pai, que está saindo de casa para lutar. Ele a deixa com sua nova madastra, sua nova irmã e seu priminho, Seeley.

Um dia, andando pela floresta, ela encontra Thomas, um soldado ferido. Apesar de seu uniforme indicar que ele está do outro lado da guerra, ela e Seeley começam a encontrá-lo às escondidas e a cuidar dele. Além disso, Violet tem que se preocupar com seu outro primo, Dorian, que talvez não seja mais a mesma pessoa com quem brincava anos atrás.

Gosto bastante de livros com fundos históricos. Essa parte é bem desenvolvida e o livro trás discussões importantes, através da mudança de pensamento da Violet. No início, ela não entende por que o Norte quer libertar os escravos (sua melhor amiga, Laney, é escrava de sua família); mas felizmente, quando ela conhece Thomas ela começa a questionar o por que deles (o Sul) manter as pessoas escravas.

O ponto que o livro escorregou, para mim, é na parte sobrenatural. Tem uma outra família envolvida na história, que supostamente tem poderes sobrenaturais, porém fica tudo muito mal explicado.

The Mirk and Midnight Hour é um livro que podia ser melhor. No final, foi uma leitura satisfatória. Que eu saiba, é inédito no Brasil.

Nota:

24 de abril de 2017

Labirinto

"Mas a garota sabia", continuou Sarah, "que o Rei dos Duendes prenderia o bebê em seu castelo para todo o sempre, e o transformaria em um duende. E, ainda, ela sofreu em silêncio, por um mês inteirinho... até que, uma noite, cansada de um dia de escravidão nos serviços domésticos, e magoada além da conta pelas duras palavras de ingratidão da madrasta, ela não conseguiu aguentar mais."

Labirinto é um livro baseado no filme (de 1986) de mesmo nome. Apesar de eu não gostar de novelizações de filmes, como esse é um dos meus filmes preferidos de todos os tempos, quando vi esse lançamento eu precisei ter. E não me arrependi.

Para quem não assistiu esse clássico, segue a história. Sarah é uma garota de quinze anos e fica encarregada de cuidar de seu irmãozinho Toby, quando os pais saem à noite. Porém, o bebê não pára de chorar e ela está cansada de ser incompreendia pelo pai. A garota começa a declamar frases de seu livro preferido - Labirinto, no qual o Rei dos Duendes sequestra bebês indesejados. Porém, a magia se torna real! Toby desaparece e agora Sarah precisa salvá-lo. Mas, para isso, precisará entrar no labirinto.


Eu amei esse livro. Além da novelização ter sido fiel e bem escrita, ela ainda traz cenas que foram cortadas do filme original. Como já vi o filme várias vezes, enquanto lia fui repassando as cenas na minha mente. O resultado? Já quero ver o filme de novo.

A edição da Darkside Books está maravilhosa. A capa dura, com letras douradas, imita o livro que Sarah tem no filme. Ainda há ilustrações e fita marcadora de página. No final do livro, há ainda trechos digitalizados do diário de criação de Jim Henson, "pai" do filme. Para ficar ainda melhor, só faltaram fotos coloridas do filme.

Quem é fã de Labirinto não pode deixar de ter este livro na estante. Eu adorei e recomendo.

Outras capas:


Nota:

22 de abril de 2017

Eu fui: Parque Nacional Iguazú - Argentina

Oi pessoal! Chegamos ao último dia da minha viagem para Foz do Iguaçu... E hoje é dia de cruzar a fronteira e conhecer as cataratas do lado argentino!

Posts anteriores:

Primeiro, é muito fácil chegar no parque. Pedimos informação na recepção do hotel e pegamos um ônibus de linha. Chegando na Argentina, foi necessário descer do ônibus, fazer a imigração (super tranquila, só apresentar o RG) e subir no ônibus de novo. Ele nos deixou em um ponto onde passava o ônibus que vai para o parque, mas ali nos juntamos a outros turistas e dividimos um táxi.


Compramos os ingressos na entrada do parque - atenção aqui: só aceitam pagamento em dinheiro (pesos argentinos). Depois nos dirigimos à estação de trem, que leva para os principais pontos. A estação estava lotada, pois o trem só passa a cada meia hora, depois de uns 20 minutos conseguimos entrar no trem.


Praticamente todo mundo no trem desceu na última parada, que dá acesso a Garganta do Diabo. Chegando lá tem lanchonete, água e banheiros. Há uma trilha que passa por cima do rio para chegar à garganta. Para quem tiver curiosidade, dá para fazer todo o passeio no Google Street View.


E, no final, tomamos mais um banho de cachoeira... Estava tão calor que nem nos preocupamos em colocar capa de chuva, aproveitamos a água para refrescar mesmo.


Pegamos o trem de volta para a primeira estação e almoçamos um sanduíche no parque. Como estava muito quente, não estávamos com vontade de andar mais por lá, então pegamos o ônibus para Puerto Iguazú, que é a cidadezinha ali. A cidade em si eu achei bem sem graça, e por volta de 14h ela estava morta, não tinha quase ninguém na rua. Tomamos um sorvete e pegamos o ônibus de volta para o Brasil, e ao voltar para o hotel aproveitamos o final de tarde na piscina.


E assim termina o meu relato da viagem para Foz do Iguaçu! Foi um passeio que superou todas as minhas expectativas, gostei muito. Espero ter ajudado quem está planejando a se aventurar por lá.

21 de abril de 2017

Trecho: Um menino em um milhão


Ela estava esperando por ele – ou por alguém – apesar de ele não ter telefonado para avisar que viria.

– Cadê o menino? – perguntou ela da varanda, imediatamente.

– Não pôde vir – disse ele. – Você é a Sra. Vitkus?

Estava indo repor o alpiste dos comedouros, retirar o lixo e dedicar sessenta minutos do seu tempo aos cuidados da propriedade dela. Era o mínimo que podia fazer.

A Sra. Vitkus o encarou com um olhar irritado, o rosto parecendo uma maçã passada, totalmente isento de cor se não fosse pelo verde dos olhinhos luminosos e desconcertantes.

– Meus passarinhos ficaram com fome – disse. – Não consigo subir na escada.

Sua voz rascante lembrava cacos de vidro.

– Sra. Ona Vitkus? Sibley Avenue, 42?

Ele conferiu o endereço outra vez. Tinha atravessado a cidade em doisônibus para chegar até ali. A casa verde de madeira ficava no fim de uma rua arborizada, sem saída, próxima a um bosque e a uma trilha. A dois quarteirões havia uma grande loja de materiais de construção. Sentado na entrada da garagem, Quinn podia ouvir tanto os passarinhos quanto os veículos que passavam.

– Não é “senhora”, é “senhorita” – corrigiu ela, com arrogância.


É assim que começa o livro Um menino em um milhão, de Monica Wood. O lançamento da Editora Arqueiro é uma história mágica sobre o poder da amizade.
Leia o trecho completo no site da editora.

19 de abril de 2017

Série: Travelers


Travelers é uma série produzida pelo Netflix e possui (até agora) uma temporada com doze episódios. Eu assisti e gostei bastante!

Os viajantes são do futuro e tiveram suas mentes transportadas para o nosso presente, quando as pessoas daqui estavam prestes a morrer. Eles recebem missões a serem executadas no século 21, que irão afetar os eventos do futuro.

Os personagens principais são: [1]
  • Grant MacLaren (Viajante 3468), o líder da equipe, que assume a vida de um agente especial do FBI. 
  • Marcy Warton (Viajante 3569), a médica da equipe, que assume a vida de uma mulher com deficiência mental.
  • Carly Shannon (Viajante 3465), a tática da equipe, que assume a vida de uma mãe solteira.
  • Trevor Holden (Traveler 0115), o engenheiro da equipe, que assume a vida de um atleta do ensino médio.
  • Philip Pearson (viajante 3326), o historiador da equipe, que assume a vida de um viciado em heroína na faculdade.

O começo da série é um pouco lento, mas a cada episódio ela só melhora. A história é bem diferente de outras séries e filmes sobre viagens no tempo. Eu gostei e espero que a Netflix produza mais episódios em breve.

[1] Informações da Wikipedia

17 de abril de 2017

Tudo que ele deseja

O telefone tocou antes que Lauren pudesse ceder à fantasia do "e se...?", o que foi bom. Com Nick precisando mudar e atitude e Dean para lidar, a última coisa que precisava na vida era de outro sujeito com problemas. O ex-melhor amigo do seu ex-marido podia ficar fora de vista e fora do seu pensamento, onde era seu lugar.

Quando seu filho, Nick, ainda era um bebê, Lauren recebeu uma proposta de casamento de Ryan Kowalski. Mas, na época, ela ainda gostava de Dean - que, anos mais tarde, tornou-se seu ex-marido. O tempo passou e Nick é um adolescente de dezesseis anos agora, que é pego quebrando as vidraças de um hotel em construção... por ninguém menos que Ryan. Qual a surpresa dele ao saber que a mãe do garoto é sua antiga paixão.

Este é o 5º livro da família Kowalski e foi o melhor que li até agora (lembrando que os livros podem ser lidos de forma independente). Gostei bastante de Lauren, Ryan e Nick! Esse último, aliás, é muito mais comportado que qualquer adolescente que já vi. Apesar de ser meio rebelde no começo, ele adora os pais e logo se torna amigo de Ryan. Também gostei de Rose, que foi babá dos Kowalskis quando eram pequenos e ainda hoje se preocupa com os marmanjos. Fiquei babando nas comidas que ela fazia para eles.

Recomendo este livro para quem procura um romance para aquecer o coração: fofo, com cenas engraçadas e final feliz.

Resenhas de livros anteriores da série:
2. Somente para você
3. Feita para você

Outras capas:


Nota:

Livro cedido para resenha pela Harlequin.

15 de abril de 2017

Eu fui: Foz do Iguaçu - Itaipu e Paraguai

Oi pessoal! Continuando o relato sobre minha viagem para Foz do Iguaçu!

No segundo dia, fomos conhecer Itaipu Binacional, "a maior geradora de energia limpa e renovável do planeta". Antes da viagem havia comprado o passeio pelo site. Escolhemos o Circuito Especial, que pareceu ser o mais completo.


Pegamos o ônibus número 101 no terminal, que depois de meia hora nos deixou em frente à portaria de Itaipu. Ficamos esperando o horário do passeio, marcado as 10:30, e quando deu o horário vimos um vídeo no auditório e depois prosseguimos para um ônibus com guia.


O passeio foi muito legal! O guia foi explicando a história de Itaipu e algumas coisas técnicas sobre geração de energia e como a usina foi construída. O passeio teve várias paradas, inclusive entramos no lugar onde ficam as turbinas - mas não é possível vê-las por motivos de segurança.

Valeu muito a pena! A gente se sente uma formiguinha com o tamanho da usina. Além disso, o lugar é super organizado, tinha lojinha, armários, banheiros e lanchonete. No final, como já estávamos com fome, almoçamos por ali mesmo.


Depois, ainda eram 14h e não sabíamos o que fazer. Como o ônibus que iríamos pegar passava do lado da Ponte da Amizade, decidimos descer lá e atravessar a ponte a pé. Já ouvi gente falando que é perigoso, mas foi super tranquilo! É igual andar em qualquer cidade grande: você mantém o olhar no horizonte, segura sua mochila e segue em frente.

Nesse dia estava muito calor, e pra piorar a gente estava de calça (não pode entrar de bermuda nem chinelo no passeio que fizemos em Itaipu). Eu passo mal com calor, então entramos em uma loja enorme, chamada Monalisa, porque tinha ar condicionado. Aproveitamos para fazer uma pausa para um café.


A loja tinha perfumes e outras coisas importadas. Eu comprei um creme e perfume da Victoria's Secret, um Funko Pop e chocolates. Quando saímos já eram 16:30 e a loja estava fechando, então atravessamos a ponte para o Brasil e pegamos o ônibus de volta ao hotel.

No próximo sábado vou contar sobre o último passeio, nas cataratas argentinas. Até lá!

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