24 de abril de 2017

Labirinto

"Mas a garota sabia", continuou Sarah, "que o Rei dos Duendes prenderia o bebê em seu castelo para todo o sempre, e o transformaria em um duende. E, ainda, ela sofreu em silêncio, por um mês inteirinho... até que, uma noite, cansada de um dia de escravidão nos serviços domésticos, e magoada além da conta pelas duras palavras de ingratidão da madrasta, ela não conseguiu aguentar mais."

Labirinto é um livro baseado no filme (de 1986) de mesmo nome. Apesar de eu não gostar de novelizações de filmes, como esse é um dos meus filmes preferidos de todos os tempos, quando vi esse lançamento eu precisei ter. E não me arrependi.

Para quem não assistiu esse clássico, segue a história. Sarah é uma garota de quinze anos e fica encarregada de cuidar de seu irmãozinho Toby, quando os pais saem à noite. Porém, o bebê não pára de chorar e ela está cansada de ser incompreendia pelo pai. A garota começa a declamar frases de seu livro preferido - Labirinto, no qual o Rei dos Duendes sequestra bebês indesejados. Porém, a magia se torna real! Toby desaparece e agora Sarah precisa salvá-lo. Mas, para isso, precisará entrar no labirinto.


Eu amei esse livro. Além da novelização ter sido fiel e bem escrita, ela ainda traz cenas que foram cortadas do filme original. Como já vi o filme várias vezes, enquanto lia fui repassando as cenas na minha mente. O resultado? Já quero ver o filme de novo.

A edição da Darkside Books está maravilhosa. A capa dura, com letras douradas, imita o livro que Sarah tem no filme. Ainda há ilustrações e fita marcadora de página. No final do livro, há ainda trechos digitalizados do diário de criação de Jim Henson, "pai" do filme. Para ficar ainda melhor, só faltaram fotos coloridas do filme.

Quem é fã de Labirinto não pode deixar de ter este livro na estante. Eu adorei e recomendo.

Outras capas:


Nota:

22 de abril de 2017

Eu fui: Parque Nacional Iguazú - Argentina

Oi pessoal! Chegamos ao último dia da minha viagem para Foz do Iguaçu... E hoje é dia de cruzar a fronteira e conhecer as cataratas do lado argentino!

Posts anteriores:

Primeiro, é muito fácil chegar no parque. Pedimos informação na recepção do hotel e pegamos um ônibus de linha. Chegando na Argentina, foi necessário descer do ônibus, fazer a imigração (super tranquila, só apresentar o RG) e subir no ônibus de novo. Ele nos deixou em um ponto onde passava o ônibus que vai para o parque, mas ali nos juntamos a outros turistas e dividimos um táxi.


Compramos os ingressos na entrada do parque - atenção aqui: só aceitam pagamento em dinheiro (pesos argentinos). Depois nos dirigimos à estação de trem, que leva para os principais pontos. A estação estava lotada, pois o trem só passa a cada meia hora, depois de uns 20 minutos conseguimos entrar no trem.


Praticamente todo mundo no trem desceu na última parada, que dá acesso a Garganta do Diabo. Chegando lá tem lanchonete, água e banheiros. Há uma trilha que passa por cima do rio para chegar à garganta. Para quem tiver curiosidade, dá para fazer todo o passeio no Google Street View.


E, no final, tomamos mais um banho de cachoeira... Estava tão calor que nem nos preocupamos em colocar capa de chuva, aproveitamos a água para refrescar mesmo.


Pegamos o trem de volta para a primeira estação e almoçamos um sanduíche no parque. Como estava muito quente, não estávamos com vontade de andar mais por lá, então pegamos o ônibus para Puerto Iguazú, que é a cidadezinha ali. A cidade em si eu achei bem sem graça, e por volta de 14h ela estava morta, não tinha quase ninguém na rua. Tomamos um sorvete e pegamos o ônibus de volta para o Brasil, e ao voltar para o hotel aproveitamos o final de tarde na piscina.


E assim termina o meu relato da viagem para Foz do Iguaçu! Foi um passeio que superou todas as minhas expectativas, gostei muito. Espero ter ajudado quem está planejando a se aventurar por lá.

21 de abril de 2017

Trecho: Um menino em um milhão


Ela estava esperando por ele – ou por alguém – apesar de ele não ter telefonado para avisar que viria.

– Cadê o menino? – perguntou ela da varanda, imediatamente.

– Não pôde vir – disse ele. – Você é a Sra. Vitkus?

Estava indo repor o alpiste dos comedouros, retirar o lixo e dedicar sessenta minutos do seu tempo aos cuidados da propriedade dela. Era o mínimo que podia fazer.

A Sra. Vitkus o encarou com um olhar irritado, o rosto parecendo uma maçã passada, totalmente isento de cor se não fosse pelo verde dos olhinhos luminosos e desconcertantes.

– Meus passarinhos ficaram com fome – disse. – Não consigo subir na escada.

Sua voz rascante lembrava cacos de vidro.

– Sra. Ona Vitkus? Sibley Avenue, 42?

Ele conferiu o endereço outra vez. Tinha atravessado a cidade em doisônibus para chegar até ali. A casa verde de madeira ficava no fim de uma rua arborizada, sem saída, próxima a um bosque e a uma trilha. A dois quarteirões havia uma grande loja de materiais de construção. Sentado na entrada da garagem, Quinn podia ouvir tanto os passarinhos quanto os veículos que passavam.

– Não é “senhora”, é “senhorita” – corrigiu ela, com arrogância.


É assim que começa o livro Um menino em um milhão, de Monica Wood. O lançamento da Editora Arqueiro é uma história mágica sobre o poder da amizade.
Leia o trecho completo no site da editora.

19 de abril de 2017

Série: Travelers


Travelers é uma série produzida pelo Netflix e possui (até agora) uma temporada com doze episódios. Eu assisti e gostei bastante!

Os viajantes são do futuro e tiveram suas mentes transportadas para o nosso presente, quando as pessoas daqui estavam prestes a morrer. Eles recebem missões a serem executadas no século 21, que irão afetar os eventos do futuro.

Os personagens principais são: [1]
  • Grant MacLaren (Viajante 3468), o líder da equipe, que assume a vida de um agente especial do FBI. 
  • Marcy Warton (Viajante 3569), a médica da equipe, que assume a vida de uma mulher com deficiência mental.
  • Carly Shannon (Viajante 3465), a tática da equipe, que assume a vida de uma mãe solteira.
  • Trevor Holden (Traveler 0115), o engenheiro da equipe, que assume a vida de um atleta do ensino médio.
  • Philip Pearson (viajante 3326), o historiador da equipe, que assume a vida de um viciado em heroína na faculdade.

O começo da série é um pouco lento, mas a cada episódio ela só melhora. A história é bem diferente de outras séries e filmes sobre viagens no tempo. Eu gostei e espero que a Netflix produza mais episódios em breve.

[1] Informações da Wikipedia

17 de abril de 2017

Tudo que ele deseja

O telefone tocou antes que Lauren pudesse ceder à fantasia do "e se...?", o que foi bom. Com Nick precisando mudar e atitude e Dean para lidar, a última coisa que precisava na vida era de outro sujeito com problemas. O ex-melhor amigo do seu ex-marido podia ficar fora de vista e fora do seu pensamento, onde era seu lugar.

Quando seu filho, Nick, ainda era um bebê, Lauren recebeu uma proposta de casamento de Ryan Kowalski. Mas, na época, ela ainda gostava de Dean - que, anos mais tarde, tornou-se seu ex-marido. O tempo passou e Nick é um adolescente de dezesseis anos agora, que é pego quebrando as vidraças de um hotel em construção... por ninguém menos que Ryan. Qual a surpresa dele ao saber que a mãe do garoto é sua antiga paixão.

Este é o 5º livro da família Kowalski e foi o melhor que li até agora (lembrando que os livros podem ser lidos de forma independente). Gostei bastante de Lauren, Ryan e Nick! Esse último, aliás, é muito mais comportado que qualquer adolescente que já vi. Apesar de ser meio rebelde no começo, ele adora os pais e logo se torna amigo de Ryan. Também gostei de Rose, que foi babá dos Kowalskis quando eram pequenos e ainda hoje se preocupa com os marmanjos. Fiquei babando nas comidas que ela fazia para eles.

Recomendo este livro para quem procura um romance para aquecer o coração: fofo, com cenas engraçadas e final feliz.

Resenhas de livros anteriores da série:
2. Somente para você
3. Feita para você

Outras capas:


Nota:

Livro cedido para resenha pela Harlequin.

15 de abril de 2017

Eu fui: Foz do Iguaçu - Itaipu e Paraguai

Oi pessoal! Continuando o relato sobre minha viagem para Foz do Iguaçu!

No segundo dia, fomos conhecer Itaipu Binacional, "a maior geradora de energia limpa e renovável do planeta". Antes da viagem havia comprado o passeio pelo site. Escolhemos o Circuito Especial, que pareceu ser o mais completo.


Pegamos o ônibus número 101 no terminal, que depois de meia hora nos deixou em frente à portaria de Itaipu. Ficamos esperando o horário do passeio, marcado as 10:30, e quando deu o horário vimos um vídeo no auditório e depois prosseguimos para um ônibus com guia.


O passeio foi muito legal! O guia foi explicando a história de Itaipu e algumas coisas técnicas sobre geração de energia e como a usina foi construída. O passeio teve várias paradas, inclusive entramos no lugar onde ficam as turbinas - mas não é possível vê-las por motivos de segurança.

Valeu muito a pena! A gente se sente uma formiguinha com o tamanho da usina. Além disso, o lugar é super organizado, tinha lojinha, armários, banheiros e lanchonete. No final, como já estávamos com fome, almoçamos por ali mesmo.


Depois, ainda eram 14h e não sabíamos o que fazer. Como o ônibus que iríamos pegar passava do lado da Ponte da Amizade, decidimos descer lá e atravessar a ponte a pé. Já ouvi gente falando que é perigoso, mas foi super tranquilo! É igual andar em qualquer cidade grande: você mantém o olhar no horizonte, segura sua mochila e segue em frente.

Nesse dia estava muito calor, e pra piorar a gente estava de calça (não pode entrar de bermuda nem chinelo no passeio que fizemos em Itaipu). Eu passo mal com calor, então entramos em uma loja enorme, chamada Monalisa, porque tinha ar condicionado. Aproveitamos para fazer uma pausa para um café.


A loja tinha perfumes e outras coisas importadas. Eu comprei um creme e perfume da Victoria's Secret, um Funko Pop e chocolates. Quando saímos já eram 16:30 e a loja estava fechando, então atravessamos a ponte para o Brasil e pegamos o ônibus de volta ao hotel.

No próximo sábado vou contar sobre o último passeio, nas cataratas argentinas. Até lá!

14 de abril de 2017

Trecho: A Chave de Rebecca


O ÚLTIMO CAMELO DESABOU AO meio-dia.

Era o macho de cinco anos que ele tinha comprado em Gialo, o mais novo, mais forte e menos genioso dos três. Ele gostava do animal tanto quanto era possível gostar de um camelo, ou seja: só o odiava um pouquinho.

Homem e camelo subiram a encosta de uma pequena colina, a favor do vento, pisando com os pés grandes e desajeitados a areia irregular, e pararam no topo. Olharam à frente e não viram nada além de outro monte para subir, e depois desse mais mil, e foi como se o camelo desanimasse com a
possibilidade. Suas patas dianteiras se dobraram, depois o traseiro arriou e ele se agachou no alto do morro como um monumento, o olhar cortando o deserto vazio com a indiferença dos agonizantes.


Coitado do camelo :(

Esse é o início de A Chave de Rebecca, novo livro de Ken Follet pela editora Arqueiro! Leia o trecho completo no site da editora.

12 de abril de 2017

O sol também é uma estrela

Hoje é minha última chance de tentar convencer alguém - ou o destino - a me ajudar a descobrir um modo de ficar nos Estados Unidos.
Só para esclarecer: não acredito no destino. Mas estou desesperada.

Em tempos de Trump, O sol também é uma estrela é um livro que cai como uma luva na discussão sobre imigrantes nos Estados Unidos.

O livro é escrito em pontos de vista alternados, com uma linguagem muitas vezes poética e uma narrativa viciante - além de contar histórias e trazer fatos no meio. E se tem uma coisa que eu adorei no livro é que os protagonistas, de 17 anos, fogem do padrão que vemos nos young adults normalmente (adolescentes brancos de classe média alta).

A família de Natasha mudou-se da Jamaica para os Estados Unidos ilegalmente, quando ela tinha oito anos. Ela é negra, linda e inteligente - acredita nos fatos e na ciência e não tem tempo para pensar em romance ou em destino.

Daniel nasceu nos Estados Unidos, filho de sul-coreanos. Ele é um sonhador. Seu pai quer que ele seja médico, mas ele só quer escrever poemas.

Esse casal improvável se encontra por acaso na movimentada Nova York, e tem apenas um dia para ficarem juntos, antes que Natasha seja deportada para a Jamaica.


Eu adorei o livro, principalmente por causa da Natasha. Ela é forte e decidida e muitas coisas que ela dizia eu concordava com ela. Já Daniel, foi um personagem que não consegui gostar. Além de ele ser meio grudento, foi devido à minha idade e experiências. Se eu tivesse lido esse livro com 16 anos, provavelmente teria me apaixonado por ele. Porém hoje, com 32 anos e pagando minhas próprias contas, só consegui dar razão para o pai dele, e fiquei triste pelo fato dos dois não se entenderem.

O sol também é uma estrela é daqueles livros para encher de post-its devido a suas frases e diálogos bem escritos - e apaixonantes. Eu gostei e recomendo!

Outras capas:


Nota:

Livro cedido para resenha pela Editora Arqueiro.

10 de abril de 2017

End of Watch

3º livro da trilogia Bill Hodges.
Atenção! Esta resenha contém spoilers dos livros anteriores da série!

Resenhas dos livros anteriores:
1. Mr. Mercedes
2. Finders Keepers

You can find anything on the Internet, he has discovered. Some of it is helpful. Some of it is interesting. Some of it is funny.
And some of it is fucking awful.

(Você pode encontrar qualquer coisa na Internet, ele descobriu. Algumas delas são úteis. Algumas delas são interessantes. Algumas delas são engraçadas.
E algumas delas são terríveis.)

Seis anos se passaram desde o primeiro livro. Jerome está na faculdade e Holly e Bill continuam trabalhando na sua agência, Finders Keepers. Brady Hartsfield, o assassino conhecido como Mr. Mercedes, continua vegetando no hospital. Ou pelo menos seu corpo está assim.

O primeiro livro era mais policial, mas o segundo terminou com o toque de sobrenatural e terror característico de Stephen King. O terceiro livro é uma mistura de sobrenatural com policial, representando também a batalha do bem contra o mal. Brady se torna um vilão ainda pior do que ele já era e eu não via a hora que tudo acabasse.


Ao mesmo tempo, não queria que o livro acabasse. Sabe quando a gente passa tanto tempo e se envolve tanto com os personagens que eles se tornam parte de você? Parecem que são nossos amigos de longa data, e é difícil se despedir deles. Bill, Jerome, Holly... É um trio que com com certeza irei lembrar por muito tempo. Por isso, não foi fácil ler o último livro da trilogia. Foi finalizado com tristeza e saudades.

End of Watch encerra maravilhosamente a trilogia Bill Hodges. O livro já foi publicado no Brasil, pela Suma de Letras, com o título Último Turno.

Outras capas:


Nota:

8 de abril de 2017

Eu fui: Foz do Iguaçu - Cataratas do Iguaçu

Oi pessoal! Continuando os posts sobre a minha viagem para Foz do Iguaçu... No 2º dia fomos conhecer o famoso Parque Nacional do Iguaçu, para ver as famosas Cataratas!

Para chegar lá, pegamos no terminal o ônibus de número 120  - Centro-Aeroporto – Cataratas, e descemos no ponto final que fica dentro do parque (R$3,45 a passagem em março/2017). Não tem como errar!

Logo que descemos do ônibus, uma guia do parque já se aproximou de nós, entregou o mapa e explicou tudo sobre o parque. Compramos os ingressos na bilheteria eletrônica (R$38,30) e entramos!


Na entrada tem lojinha, lanchonete e banheiros. No ingresso há um horário para pegar o ônibus que anda dentro do parque, mas não esperamos nem quinze minutos e já entramos. Tinha uma fila mas todo mundo que estava esperando entrou no ônibus e foi sentado.


O ônibus faz quatro paradas. Nós descemos na terceira, que é a trilha de acesso para as cataratas. Eu falo "trilha" mas na verdade é um caminho pavimentado, bem tranquilo de andar (mas tem bastante escada). Tem até lanchonete e banheiro pelo caminho. E logo já estávamos nos deparando com cenas maravilhosas como essa.


No final, você chega nessa plataforma, onde dá para ver as cataratas de pertinho e sentir a água delas no rosto. Uma delícia! Quem tem dificuldade de locomoção pode descer na quarta parada do ônibus e pegar um elevador para essa plataforma.


Depois, como estávamos perto da pracinha de alimentação, almoçamos um sanduíche de queijo. Pegamos o ônibus de novo e descemos em uma parada para fazer o passeio Macuco Safári. Eu nem tinha pensado em fazer porque é caro (R$215,40), mas meu irmão estava empolgado e fui com ele. Valeu a pena cada centavo! Infelizmente não tenho fotos dessa parte porque deixei tudo guardado para não molhar. Funciona assim: primeiro você anda num carrinho, depois a pé numa trilha de uns 600 metros, e depois pega um barco que te leva para tomar banho de cachoeira. E é banho mesmo, saí encharcada, engoli água e não conseguia nem abrir o olho direito de tanta água que cai. Mas é muito emocionante! Depois do passeio já estávamos bem cansados e fomos embora.


Sinceramente, eu me surpreendi muito com esse parque. Era tudo tão bonito, limpo e organizado que eu até esquecia que estava no Brasil. Gostaria muito que outros lugares tomassem o Parque Nacional do Iguaçu como exemplo.

No próximo post, irei contar como foi o passeio na Usina de Itaipu. Até lá!

7 de abril de 2017

Quero ver no Brasil: Abril/2017

Bom dia, pessoal! Vamos ver alguns lançamentos internacionais deste mês que me chamaram a atenção?


* Alex and Eliza é o novo romance de Melissa de la Cruz (autora das séries Frozen e Blue Bloods). Mas desta vez a autora investiu em um histórico: o livro se passa em Albany, New York, em 1777. E, atenção: é livro único.

* Da Claudia Gray (autora de Mil pedaços de você e Star Wars: estrelas perdidas) chega Defy the Stars. O livro é o primeiro de uma série adolescente que se passa no espaço.

* Given to the Sea também é o primeiro de uma série e é uma história de amor e fantasia.

* Para quem gosta de young adult sem ser sobrenatural, tem Gem & Dixie, sobre o relacionamento entre duas irmãs.

Quais livros lhes chamaram a atenção?

5 de abril de 2017

Despertar

Tudo o que Gemma sabia era que ela odiava quando as garotas vinham para a enseada. Isso atrapalhava seus mergulhos noturnos. Ela não ficava à vontade na água, não com as garotas ali, dançando e cantando e fazendo seja lá o que elas faziam.

Gemma, de 16 anos, mora na pequena cidade litorânea de Capri com sua irmã mais velha, Harper, e seu pai. Ela adora nadar. Sua vida é a água - está treinando para futuras Olimpíadas e seu hobby é nadar na baía.

É verão, quando a cidade está cheia de turistas, e três delas chamam muito a atenção. Penn, Lexi e Thea são três garotas lindas e misteriosas, que começam a se interessar por Gemma. Mas Harper sabe que tem algo muito estranho em relação a elas.

Eu gostei bastante da trilogia Trylle, da mesma autora, então estava empolgada para ler este livro. E não me arrependi!

A personagem principal, Gemma, me irritou em vários momentos, principalmente quando ela saía a noite sem avisar ninguém. Para mim, quem roubou a cena e deveria ser a protagonista é Harper. Ela é inteligente e corajosa, faz de tudo pelo pai e pela irmã. Também gostei bastante do Daniel, que faz o par romântico dela (o Alex, par de Gemma, eu achei meio sem graça).


Apesar de ter gostado do livro, não senti muita vontade de continuar a série. Despertar é o primeiro volume da série Watersong, composta de 4 livros. Infelizmente, só os dois primeiros foram publicados no Brasil e não tenho esperança que a editora Planeta irá continuar, pois o segundo foi publicado em 2013.

Outras capas:


Nota:

3 de abril de 2017

Resumo do Mês: Março/2017

Oi pessoal! O mês de março foi muito bom, porque tirei duas semanas de férias ;)
Durante as férias fiz uma viagem para Foz do Iguaçu (que estou contando aqui no blog), arrumei a estante, vi alguns filmes, li livros... Enfim, foi ótimo para descansar um pouco da correria.

Charlie ajudando a limpar a estante

* Leituras: Graças às férias, acho que bati meu recorde de leitura - em um mês foram 7 livros!


* Compras: Ganhei um vale-presente na empresa em que trabalho e gastei em um Funko do BB-8 e (claro) livros! Também comprei o ovo de Páscoa do chocolate Surpresa. Fazia anos que não comprava ovo de Páscoa, mas esse não resisti. O ovo já acabou, só falta colar as figurinhas no álbum.


* Resenhas do mês:

As melhores leituras do mês foram End of Watch e O Diário de Anne Frank.
O que vocês leram de bom em março?

1 de abril de 2017

Eu fui: Foz do Iguaçu - Marco das Três Fronteiras

Oi pessoal! Hoje vou falar um pouco sobre o primeiro passeio que fizemos em Foz do Iguaçu, na minha última viagem de férias.

Chegamos debaixo de chuva em Foz, mas felizmente ela parou pouco depois que chegamos ao hotel. Como ainda eram por volta de 15h, fomos conhecer o Marco das Três Fronteiras.


Para chegar lá, fomos andando até o terminal de ônibus (única vez que fizemos isso, porque era um pouco longe, das próximas vezes pegamos dois ônibus), e lá pegamos o ônibus número 103 - Jardim das Flores. O ônibus deu muita volta, mas finalmente chegamos ao ponto final, que era o Marco.

A entrada é paga (R$18), mas lá não tem muita coisa para fazer. Tem uma fonte com um obelisco e é possível ver a Argentina e o Paraguai. Tem um restaurante, lojinha... só. Tiramos fotos e pedimos uma porção de mandioca frita no restaurante (que demorou bastante). Para voltar, pegamos um táxi, pois estávamos cansados da viagem. Em resumo, não é um lugar imperdível, só se você tiver uma hora para matar igual nós tínhamos.


No próximo sábado, vou contar sobre o lugar mais esperado... as cataratas, claro!

29 de março de 2017

Trecho: Quando a bela domou a fera


Garotas bonitas em contos de fadas são tão comuns quanto areia na praia. Leiteiras de pele branca e rosada andam ao lado de princesas de olhar sonhador e, se contássemos os olhos brilhantes de cada donzela, teríamos uma galáxia inteira de estrelas cintilantes.

Esse brilho torna ainda mais triste o fato de que mulheres reais raramente se igualam aos seus equivalentes fictícios. Elas têm dentes amarelados, ou manchas na pele. Têm a sombra de um bigode, ou um nariz tão grande que um rato poderia esquiá-lo.

É claro que há mulheres bonitas, mas mesmo estas estão propensas a todas as mazelas “a que a carne é sujeita”, como lamentou Hamlet há muito tempo.

Em suma, é rara a mulher que, de fato, ofusca o brilho do sol. Ainda mais uma mulher com dentes perolados, voz de cotovia e um rosto tão lindamente esculpido que os anjos chorariam de inveja.


Esse foi um trecho do livro Quando a bela domou a fera, de Eloisa James, lançamento da editora Arqueiro! Leia o trecho completo no site da editora.

27 de março de 2017

Fundação

Seu nome era Gaal Dornick, e ele era apenas um caipira que nunca havia visto Trantor antes.

Com essa frase, se inicia Fundação, uma das obras-primas de ficção científica mais aclamada de todos os tempos. Eu já havia lido toda a trilogia, emprestada de uma biblioteca, quando tinha uns vinte anos. Na época, havia me encantado com ela, mas não lembrava de absolutamente nada da história (isso foi há uns dez ou doze anos). Por isso, decidi reler.

O primeiro livro começa com Gaal Dornick chegando no planeta de Tranto, para trabalhar com Hari Seldon na confecção da Enciclopédia Galática. O projeto é ambicioso: a Enciclopédia deve reunir todo o conhecimento humano pois, de acordo com o próprio Seldon, a humanidade deixará de existir.

No começo eu estava bem empolgada com a leitura, mas da metade para o final ela ficou cansativa. Fundação não é um livro fácil de ser lido. Creio que isso se dá pelo fato de que, ao contrário dos livros de ficção que costumo ler, nos quais a história ocorre em volta dos personagens, aqui a história ocorre por ela mesma.

Os personagens não são bem desenvolvidos ou descritos, porque eles não importam. Dezenas, centenas de anos se passam de um capítulo a outro, as pessoas morrem e são substituídas por outras. Fundação é praticamente um livro de história, contado através dos diálogos daqueles que a viveram.


Eu acho que não sofri o mesmo encantamento que tive da primeira vez que li, porque nessa década que se passou já li muitos livros diferentes. Mas é possível perceber como Isaac Asimov construiu a base da ficção científica que conhecemos hoje. A história, iniciada em 1942, traz diversas discussões e continua atual, além de conceitos incríveis (sou fã da psico-história). Para os fãs do gênero, é imperdível.

Outras capas:


Nota:

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