17 de janeiro de 2017

Reboot

Eu odiava os gritos. Os gritos deles eram os meus. A primeira coisa que me lembrei depois de acordar como um Reboot foi do berro estridente e perturbador zumbindo nos meus ouvidos. Quem é o idiota que está fazendo esse barulho?, eu havia pensado.

Era eu.

Quando vi a capa e, principalmente, o título deste livro, assumi que ele era sobre robôs, inteligência artificial ou qualquer outra coisa relacionada a computação - reboot é um termo comum nesse meio, que significa "reinicializar". Porém, não tem nada a ver com isso.

O reboot do título está mais para The Walking Dead - mas os zumbis não comem pessoas (nem sempre, pelo menos). Após um vírus dizimar grande parte da população, os seres humanos começaram a voltar da morte, para se transformarem em super soldados. Nossa protagonista, Wren, é um deles. Com doze anos e após ficar 178 minutos morta, ela voltou à vida para viver e trabalhar na CRAH - Corporação de Repovoamento e Avanço Humano.

Seu número, 178, quer dizer bastante coisa. Quanto mais tempo uma pessoa fica morta, menos humana ela volta. E Wren se orgulha disso.

Ela não contava com Callum, um recém-chegado e apenas 22. Ele não se conforma com as regras na CRAH, o que faz com que Wren escolha treiná-lo. Até que ela própria começa a duvidar das regras.


Gostei bastante da protagonista do livro. Ela é durona e forte. Mas faltava um 22 na sua vida para que ela abrisse os olhos para tudo que está acontecendo.

Acho que o livro não precisava ter uma continuação, mas... é claro que tem. Rebelde já foi publicado por aqui, pela Galera Record. O final do livro não me deixou super empolgada para ler o próximo, porém estou curiosa para saber como a história irá terminar.

Outras capas:


Nota:

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