27 de março de 2017

Fundação

Seu nome era Gaal Dornick, e ele era apenas um caipira que nunca havia visto Trantor antes.

Com essa frase, se inicia Fundação, uma das obras-primas de ficção científica mais aclamada de todos os tempos. Eu já havia lido toda a trilogia, emprestada de uma biblioteca, quando tinha uns vinte anos. Na época, havia me encantado com ela, mas não lembrava de absolutamente nada da história (isso foi há uns dez ou doze anos). Por isso, decidi reler.

O primeiro livro começa com Gaal Dornick chegando no planeta de Tranto, para trabalhar com Hari Seldon na confecção da Enciclopédia Galática. O projeto é ambicioso: a Enciclopédia deve reunir todo o conhecimento humano pois, de acordo com o próprio Seldon, a humanidade deixará de existir.

No começo eu estava bem empolgada com a leitura, mas da metade para o final ela ficou cansativa. Fundação não é um livro fácil de ser lido. Creio que isso se dá pelo fato de que, ao contrário dos livros de ficção que costumo ler, nos quais a história ocorre em volta dos personagens, aqui a história ocorre por ela mesma.

Os personagens não são bem desenvolvidos ou descritos, porque eles não importam. Dezenas, centenas de anos se passam de um capítulo a outro, as pessoas morrem e são substituídas por outras. Fundação é praticamente um livro de história, contado através dos diálogos daqueles que a viveram.


Eu acho que não sofri o mesmo encantamento que tive da primeira vez que li, porque nessa década que se passou já li muitos livros diferentes. Mas é possível perceber como Isaac Asimov construiu a base da ficção científica que conhecemos hoje. A história, iniciada em 1942, traz diversas discussões e continua atual, além de conceitos incríveis (sou fã da psico-história). Para os fãs do gênero, é imperdível.

Outras capas:


Nota:

Related Posts with Thumbnails