15 de março de 2017

O Diário de Anne Frank

Preocupada com a ideia de ir para um esconderijo, juntei as coisas mais malucas na pasta, mas não me arrependo. Para mim, as lembranças são mais importantes do que os vestidos.

Anne Frank foi uma adolescente judia, que viveu durante a 2ª Guerra Mundial. Ela foi obrigada a, junto com sua família, deixar sua casa para ficar escondida. Levou consigo um de seus bens preciosos: seu diário, onde divide conosco seus relatos sobre o dia-a-dia durante a guerra.

Comprei este e-book na Amazon e, enquanto lia, eu pensava: por que não li isso antes?

Durante todo o livro, me senti como se fosse uma amiga íntima de Anne. Afinal, li o diário dela, algo que, talvez, ela nunca tenha pensado que seria publicado e lido por milhares de pessoas em todo o mundo. Há pensamentos sobre a guerra, coisas sobre o dia a dia, seus estudos, discussões entre as pessoas que dividem o mesmo espaço...

Também me sentir claustrofóbica lendo o livro. Sou uma pessoa que a primeira coisa que faz, ao acordar, é abrir todas as janelas. Eu adoro minha casa, mas não consigo imaginar um dia sem, pelo menos, poder colocar a cabeça para fora. Imagine ficar dois anos dentro de casa, sem ter liberdade nem para ir ao banheiro, porque o encanamento pode fazer barulho e avisar as pessoas que tem alguém escondido ali.

Foto original: Guia do Estrangeiro

Lendo depois sobre a história do diário, vi que uma discussão recorrente é sobre a maturidade de Anne em sua escrita, fazendo as pessoas pensarem que ele é fake. Realmente, ela é muito mais madura que qualquer adolescente de treze anos que já vi. Porém, não duvido de sua autenticidade por conta disso. Primeiro, ela era uma garota que amava estudar, ler e escrever. Segundo, com certeza a guerra obriga as pessoas a serem mais maduras. Ela tinha que se preocupar em sobreviver. Não tinha tempo pra ficar de mimimi se não ganhasse o iPhone X dos pais.

O Diário de Anne Frank é um livro maravilhoso e inesquecível, do tipo que dá vontade de grifar o livro inteiro. O final me deixou meio sem rumo. A maldade humana não tem limites, e eu choro por tudo que aconteceu com a família de Anne e todos que tiveram que atravessar essa guerra.

Outras capas:


Nota:

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