12 de abril de 2017

O sol também é uma estrela

Hoje é minha última chance de tentar convencer alguém - ou o destino - a me ajudar a descobrir um modo de ficar nos Estados Unidos.
Só para esclarecer: não acredito no destino. Mas estou desesperada.

Em tempos de Trump, O sol também é uma estrela é um livro que cai como uma luva na discussão sobre imigrantes nos Estados Unidos.

O livro é escrito em pontos de vista alternados, com uma linguagem muitas vezes poética e uma narrativa viciante - além de contar histórias e trazer fatos no meio. E se tem uma coisa que eu adorei no livro é que os protagonistas, de 17 anos, fogem do padrão que vemos nos young adults normalmente (adolescentes brancos de classe média alta).

A família de Natasha mudou-se da Jamaica para os Estados Unidos ilegalmente, quando ela tinha oito anos. Ela é negra, linda e inteligente - acredita nos fatos e na ciência e não tem tempo para pensar em romance ou em destino.

Daniel nasceu nos Estados Unidos, filho de sul-coreanos. Ele é um sonhador. Seu pai quer que ele seja médico, mas ele só quer escrever poemas.

Esse casal improvável se encontra por acaso na movimentada Nova York, e tem apenas um dia para ficarem juntos, antes que Natasha seja deportada para a Jamaica.


Eu adorei o livro, principalmente por causa da Natasha. Ela é forte e decidida e muitas coisas que ela dizia eu concordava com ela. Já Daniel, foi um personagem que não consegui gostar. Além de ele ser meio grudento, foi devido à minha idade e experiências. Se eu tivesse lido esse livro com 16 anos, provavelmente teria me apaixonado por ele. Porém hoje, com 32 anos e pagando minhas próprias contas, só consegui dar razão para o pai dele, e fiquei triste pelo fato dos dois não se entenderem.

O sol também é uma estrela é daqueles livros para encher de post-its devido a suas frases e diálogos bem escritos - e apaixonantes. Eu gostei e recomendo!

Outras capas:


Nota:

Livro cedido para resenha pela Editora Arqueiro.
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