31 de julho de 2017

As Sete Vidas do Amor

De repente se dá conta de que o roubou e pensa em voltar para devolvê-lo. Mas como aguentar as ladainhas do padre? Vai ver que dali a alguns dias irá aparecer lá em casa. E Giulio?
O marido certamente dirá: "O que deu em você, Ada? O que passou pela sua cabeça?"

Quando vi a capa desse livro, precisava levá-lo para casa. Amo gatos e acho que os gatos pretos são os mais especiais de todos.

As Sete Vidas do Amor começa com Ada, uma senhora italiana que vai até a igreja católica do bairro se confessar e acaba "roubando" um gato persa que vive por ali. Sem saber o que fazer depois, ela corre até o apartamento de Mara, a melhor amiga de sua filha, Nina.

Mara divide o lugar com mais duas moças: Bea, uma aspirante a modelo, e Zoja, uma ucraniana que foi para a Itália para prover sustento a sua família. A partir daí, a narrativa vai acompanhando esses e mais outros personagens ao mesmo tempo. Não há um personagem principal, todos fazem parte da história.

Pelo título, eu esperava um romance, mas se tem algo que não vi em momento algum nessa história foi amor. Ada e o marido só brigam, Bea é extremamente irritante, Nina é chata... A única personagem mais ou menos interessante foi Zoja, pois era nítido como ela se esforçava para que o filho dela, que ficou na Ucrânia, pudesse ter uma vida melhor. Além disso, por causa da quantidade de personagens, no começo a leitura era muito confusa e demorou para engatar.

As Sete Vidas do Amor é um livro cujo o título tem pouco a ver com o conteúdo do livro. Foi uma experiência interessante, mas não leria novamente.

Outras capas:


Nota:

29 de julho de 2017

Harlequin: Lançamentos de Agosto/2017

Oi pessoal! Vamos conhecer os lançamentos de agosto da Harlequin?

Na coleção de livraria, chegam três lançamentos. A continuação de Jogo de Sedução, e a série de Sue Hecker, que apesar do nome americano é bem brasileira!


Também tem várias novidades nas bancas, de autoras já conhecidas pelas leitoras de romances.



Quais livros vocês querem ler?

27 de julho de 2017

Allegiant

3º livro da trilogia Divergent.
Atenção! Esta resenha pode conter spoilers dos livros anteriores da série!

Resenhas anteriores:
1. Divergent
2. Insurgent

I'm trying to trust him. But every part of me, every fiber and every nerve, is straining toward freedom, not just from this cell but from the prison of the city beyond it.
I need to see what's outside the fence.

Estou tentando confiar nele. Mas cada parte de mim, cada fibra e cada nervo, está indo em direção à liberdade, não apenas desta cela, mas da prisão da cidade além dela.
Preciso ver o que está do lado de fora da cerca.

Eu amei o primeiro livro. O segundo eu gostei bastante. Já o terceiro... Veronica Roth, o que você fez com a sua trilogia?

Se tem algo que eu penso sobre livro e filmes, é que tem coisas na narrativa que não é preciso explicar. Elas estão lá e fazem parte do universo da narrativa. Não era preciso explicar por que existem as facções, nós aceitaríamos que elas existem e pronto. Entretanto, a autora quis explicar. E foi aí que ela escorregou feio.


A explicação é tosca, não faz sentido, é cheia de furos. Sobre o que é ser divergente então, não vou nem comentar. Poderia ter deixado tudo no ar e focar o último livro na Tris salvando o mundo, mas não, a autora inventou um pano de fundo que simplesmente não cola.

Outro ponto ruim de Allegiant é que, ao contrário dos livros anteriores, que eram narrados apenas por Tris, neste os capítulos são alternados entre Tris e Tobias. Mas ele não tem voz, não tem personalidade. É impossível distinguir um do outro. Toda hora eu ficava voltando no começo do capítulo para lembrar de quem estava falando.

Divergent foi uma trilogia que teve um começo excelente, mas que a autora não soube finalizar. Uma pena, pois o mundo dela é muito interessante e merecia um final melhor.

Outras capas:


Nota:

24 de julho de 2017

Eu fui: A Era do Rock


No começo de julho eu fui conferir a peça musical A Era do Rock em São Paulo, no teatro Porto Seguro. A peça americana, sucesso da Broadway, já foi adaptada para o cinema (não assisti para poder comparar) e este ano chegou ao Brasil.

Na adaptação brasileira, foram mantidas as músicas originais em inglês - ainda bem, pois elas consistem em músicas de rock de bandas super conhecidas, como Journey, Bon Jovi e Poison.

A história se passa nos anos 1980 e começa com Sherry (interpretada por Thuany Parente), típica garota de cidade pequena, chegando em Los Angeles com o sonho de ser atriz. Com a ajuda de Drew (Diego Montez), ela vai trabalhar no bar de rock The Bourbon Room.

Eu adorei esse musical! Dei várias risadas e gostei bastante das músicas. Os atores são ótimos e alguns eu já tinha visto em outros musicais que passaram por São Paulo. A banda, que fica o tempo todo no palco e até interage com os atores, é sensacional.

Quem não entende inglês vai ter dificuldade para entender a relação entre as músicas cantadas e as cenas em que elas ocorrem. Mas, também, acho difícil isso acontecer, já que o público-alvo obviamente é quem gosta de rock.

Quem quiser conferir, precisa correr: a peça fica em cartaz só até 31 de julho.

Créditos da imagem: Opinião de Peso

20 de julho de 2017

Jogo de Sedução

O imenso navio branco de cruzeiro, o Celebration, aguardava no porto - uma promessa de diversão, descanso, romance. Ao atravessarem o passadiço, deixariam de ser contadores, subgerentes ou professores, e passariam a ser estimados passageiros, e poderiam ter certeza de que seriam alimentados, mimados e entretidos durante os dez dias seguintes.

Quando vi esse lançamento de livraria da Harlequin, fiquei empolgada. Afinal, Nora Roberts é uma das minha autoras favoritas e nunca me decepciona. Porém, com Jogo de Sedução eu aprendi: nunca diga nunca.

O romance prometia ser bom. Serena MacGregor trabalha em um navio de cruzeiro, o que com certamente iria me levar para praias paradisíacas, shows noturnos e cassinos animados. O problema começa logo nas primeiras páginas, quando seu par romântico apareceu.

Justin Blade, em alguns segundos, se sente atraído por ela. Até aí tudo bem, pode ser paixão à primeira vista, mas ele logo a beija e a toca sem o consentimento dela. Isso acontece em outros momentos também, o cara fica insistindo apesar de ela dizer que não quer nada com ele.

O estopim, para mim, foi quando ele conta a história dos seus antepassados, dizendo com orgulho que um de seus ancestrais viu uma bela mulher sozinha e "a tomou para si". Depois disso, ainda diz que isso virou "tradição". Quando um deles "deseja uma mulher com cabelos dourados... ele a toma para si".

Desculpe, Harlequin. Você é editora parceira do blog, mas eu desisti do livro na página 55. Não consigo engolir um livro que romantiza a cultura do estupro, não quando nós mulheres estamos lutando tanto para combatê-la.

Outras capas:


Nota:

Livro cedido para resenha pela Harlequin.

17 de julho de 2017

Quero ver no Brasil: Julho/2017

Quero ver no Brasil é uma coluna do blog onde mostro alguns lançamentos internacionais que gostaria de ver publicados por aqui. Hoje eu trago quatro livros de gêneros bem diferentes que me chamaram a atenção.


* Entre os lançamentos YA, esse parece ser bem interessante. Bernice Aurora Wescott tem apenas uma coisa que não quer que ninguém saiba: seu nome. Isto é, até que Bee conhece Levi, um garoto que gerencia uma organização de caridade chamada The Color Project.

* Tem romance novo da Susan Mallery na área! Secrets of the Tulip Sisters conta a história de duas irmãs, que tem um relacionamento complicado desde que a mãe as deixou, quando elas eram adolescentes.

* Os fãs de fantasia devem gostar de Daughter of the Burning City. Uma nova fantasia sombria, irresistível, no infame Festival de Gomorra, um carnaval itinerante de libertinações que atende aos mais estranhos sonhos e desejos.

* Já quem gosta de histórias policiais, deve gostar de Stillhouse Lake. Gina Royal é a definição de média - uma tímida dona de casa do centro-oeste americano com um casamento feliz e duas crianças adoráveis. Até que um acidente de carro revela a vida secreta do marido como um assassino em série.

Quais livros vocês querem ler?

13 de julho de 2017

O Pistoleiro (releitura)

O homem de preto fugia pelo deserto, e o pistoleiro ia atrás.

O Pistoleiro inicia a saga A Torre Negra, de Stephen King. Conta a história de Roland de Gilead, que está atravessando o mundo atrás daquele que desgraçou sua família. Ele tem muitos nomes, mas é conhecido atualmente como Homem de Preto.

Eu li esse livro pela primeira vez em 2004, quando ele foi lançado no Brasil pela editora Objetiva. Com o advento do filme baseado na saga, fiquei com vontade de relê-la.

O primeiro livro é, na verdade, o que menos gostei da série. Não que ele seja ruim, muito pelo contrário. Mas a narrativa é mais devagar. Somos apresentados a muitos termos e personagens de uma vez. Até a conversa entre Roland e o Homem de Preto é confusa - e só fez sentido agora, que já li todos os livros.

Por isso, quem não é realmente fã de Stephen King pode desistir de ler A Torre Negra durante o primeiro livro. Mas, não desistam. Continuem lendo que ela só melhora. Eu ainda quero reler todos os outros livros, pois eles me tocaram de várias maneiras. E, para quem já leu a saga, recomendo reler o primeiro livro, porque foi só com essa releitura que percebi que a saga toda estava delineada ali.

Longos dias e belas noites para vocês.

Outras capas:


Nota:

10 de julho de 2017

Extraordinário

Sei que não sou um garoto de dez anos comum. Quer dizer, é claro que faço coisas comuns. Tomo sorvete. Ando de bicicleta. (...) Mas sei que as crianças comuns não fazem outras crianças comuns saírem correndo e gritando do parquinho.

August Pullman, mais conhecido como Auggie, tem dez anos e já passou por mais de vinte cirurgias. Ele nasceu com uma deformidade facial, que já lhe impôs diversos problemas. O maior deles, talvez, é a reação que as pessoas têm quando vêem seu rosto.

Auggie estava estudando em casa, mas agora ele vai entrar em uma escola comum. Não sei quem fica mais apreensivo, o menino ou seus pais. Apesar de seu rosto diferente, Auggie não se vê tão diferente dos outros garotos.

Já tinha lido diversas resenhas e comentários positivos sobre Extraordinário, mas não estava preparada para gostar tanto desse livro! Em primeiro lugar, eu amei o Auggie. Ele é inteligente, divertido, gosta de Star Wars... E, apesar de tudo o que aconteceu com ele, sempre procura ver o lado bom das coisas.

Outra coisa legal no livro é que ele é contado em primeira pessoa, mas por diversos personagens. E nisso a autora se deu bem. Tem muitos livros que, quando troca o narrador, a gente nem percebe, mas neste livro isso ficou muito nítido.


O livro é cheio de lições sobre empatia, aceitação, amizade... Uma leitura maravilhosa, que certamente agradará leitores de todas as idades. Deveria, também, ser leitura e discussão obrigatória nas escolas, onde muitos meninos e meninas sofrem mais bullying do que Auggie.

Extraordinário foi adaptado para o cinema e o filme deve estrear em novembro (veja o trailer aqui). O trailer já é bem emocionante. Se eu já chorei no livro, vou ter que levar uma caixa de lenços para o cinema.

Outras capas:


Nota:

7 de julho de 2017

Série: American Horror Story - Coven


Confesso: eu viciei na série American Horror Story. Para quem não leu, tem resenha das temporadas anteriores aqui no blog:
1. Murder House
2. Asylum

Se tem duas palavras que definem a terceira temporada, Coven, elas são: girl power. Juntam-se ao já conhecido time de divas: Kathy Bates, Angela Bassett, Emma Roberts e Gabourey Sidibe. Todas essas mulheres para contar a história de uma escola de bruxas na Nova Orleans atual, cujas habitantes descendem as bruxas de Salem.

Mas esqueça Harry Potter. Aqui cada bruxa tem um poder e ás vezes eles não são bonitos... Como Zoe, que sempre mata os homens durante o ato sexual, e Queenie, que é praticamente um boneco de vodu humano.

Falando em vodu, é claro que se a história se passa em Nova Orleans ele estaria presente. E com ele vem Marie Laveau, uma bruxa imortal, que séculos atrás aprisionou Delphine LaLaurie, que torturava negros em sua mansão.

Eu gostei bastante de Coven. Todas as atrizes estão perfeitas em seus papéis e a história prende até o último minuto. Recomendo!

5 de julho de 2017

Harlequin: Lançamentos de Julho/2017

Oi pessoal! Vamos conhecer as novidades da Harlequin de julho? As sinopses estão disponíveis aqui.


3 de julho de 2017

Resumo do Mês: Junho/2017

Oi pessoal! Tudo bem com vocês? Como passaram o mês de junho, foram em muitas festas juninas? Eu adoro essas festas - principalmente pela comida, claro! Junho e julho são dois meses em que não dá pra ser magro!

* Leituras: esse mês eu li muito! :O


* Recebido: da parceira Harlequin, um kit com os lançamentos de livraria.


* Resenhas do mês:

* No Netflix:

Minha leitura preferida de junho foi Extraordinário, amei esse livro (ainda preciso escrever a resenha). E de vocês?
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