27 de julho de 2017

Allegiant

3º livro da trilogia Divergent.
Atenção! Esta resenha pode conter spoilers dos livros anteriores da série!

Resenhas anteriores:
1. Divergent
2. Insurgent

I'm trying to trust him. But every part of me, every fiber and every nerve, is straining toward freedom, not just from this cell but from the prison of the city beyond it.
I need to see what's outside the fence.

Estou tentando confiar nele. Mas cada parte de mim, cada fibra e cada nervo, está indo em direção à liberdade, não apenas desta cela, mas da prisão da cidade além dela.
Preciso ver o que está do lado de fora da cerca.

Eu amei o primeiro livro. O segundo eu gostei bastante. Já o terceiro... Veronica Roth, o que você fez com a sua trilogia?

Se tem algo que eu penso sobre livro e filmes, é que tem coisas na narrativa que não é preciso explicar. Elas estão lá e fazem parte do universo da narrativa. Não era preciso explicar por que existem as facções, nós aceitaríamos que elas existem e pronto. Entretanto, a autora quis explicar. E foi aí que ela escorregou feio.


A explicação é tosca, não faz sentido, é cheia de furos. Sobre o que é ser divergente então, não vou nem comentar. Poderia ter deixado tudo no ar e focar o último livro na Tris salvando o mundo, mas não, a autora inventou um pano de fundo que simplesmente não cola.

Outro ponto ruim de Allegiant é que, ao contrário dos livros anteriores, que eram narrados apenas por Tris, neste os capítulos são alternados entre Tris e Tobias. Mas ele não tem voz, não tem personalidade. É impossível distinguir um do outro. Toda hora eu ficava voltando no começo do capítulo para lembrar de quem estava falando.

Divergent foi uma trilogia que teve um começo excelente, mas que a autora não soube finalizar. Uma pena, pois o mundo dela é muito interessante e merecia um final melhor.

Outras capas:


Nota:

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