20 de julho de 2017

Jogo de Sedução

O imenso navio branco de cruzeiro, o Celebration, aguardava no porto - uma promessa de diversão, descanso, romance. Ao atravessarem o passadiço, deixariam de ser contadores, subgerentes ou professores, e passariam a ser estimados passageiros, e poderiam ter certeza de que seriam alimentados, mimados e entretidos durante os dez dias seguintes.

Quando vi esse lançamento de livraria da Harlequin, fiquei empolgada. Afinal, Nora Roberts é uma das minha autoras favoritas e nunca me decepciona. Porém, com Jogo de Sedução eu aprendi: nunca diga nunca.

O romance prometia ser bom. Serena MacGregor trabalha em um navio de cruzeiro, o que com certamente iria me levar para praias paradisíacas, shows noturnos e cassinos animados. O problema começa logo nas primeiras páginas, quando seu par romântico apareceu.

Justin Blade, em alguns segundos, se sente atraído por ela. Até aí tudo bem, pode ser paixão à primeira vista, mas ele logo a beija e a toca sem o consentimento dela. Isso acontece em outros momentos também, o cara fica insistindo apesar de ela dizer que não quer nada com ele.

O estopim, para mim, foi quando ele conta a história dos seus antepassados, dizendo com orgulho que um de seus ancestrais viu uma bela mulher sozinha e "a tomou para si". Depois disso, ainda diz que isso virou "tradição". Quando um deles "deseja uma mulher com cabelos dourados... ele a toma para si".

Desculpe, Harlequin. Você é editora parceira do blog, mas eu desisti do livro na página 55. Não consigo engolir um livro que romantiza a cultura do estupro, não quando nós mulheres estamos lutando tanto para combatê-la.

Outras capas:


Nota:

Livro cedido para resenha pela Harlequin.

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