31 de agosto de 2017

The Handmaid's Tale

I would like to believe this is a story I'm telling. I need to believe it. I must believe it. Those who can believe that such stories are only stories have a better chance.

(Gostaria de acreditar que esta é uma história que estou contando. Eu preciso acreditar nisso. Devo acreditar nisso. Aqueles que podem acreditar que tais histórias são apenas histórias têm uma chance melhor.)

Uau. Este foi um livro que passei a leitura toda sem conseguir respirar, e quando terminei não queria me separar dele. A única pergunta que me fiz foi: por que eu não li isso antes?

The Handmaid's Tale é narrado por Offred, uma mulher que perdeu sua família e sua identidade após uma mudança no governo dos Estados Unidos. Ela conta como se transformou numa Aia, como era sua vida antes e como é agora.

Apesar do livro já ter sido publicado no Brasil (como O Conto da Aia), se você sabe ler em inglês, recomendo ler no idioma original. Tem vários jogos de palavras que são intraduzíveis. Além disso, Margaret Atwood passa com maestria o sentimento de claustrofobia e opressão sentido por Offred.

Um rato num labirinto é livre para ir a qualquer lugar, desde que continue dentro do labirinto.

É uma leitura fácil em relação ao nível do inglês. E só. Sendo eu mulher, posso dizer com toda certeza de que não foi fácil acompanhar essas mulheres. Meu coração doía demais, eu sentia raiva de tudo, daquela situação e das pessoas. Um sentimento de irmandade muito grande cresceu em mim, não só em relação a Offred e às outras personagens do livro, mas em relação às mulheres do nosso mundo.

Sim, porque The Handmaid's Tale, apesar de ser uma obra de ficção, é assustadoramente real. É só ler as notícias por aí. No Afeganistão, as mulheres perdem seus nomes quando se casam. Mas não é preciso ir muito longe. No nosso país, mulheres levam a culpa por serem estupradas, por estarem com a roupa X ou Z. É tudo muito triste e revoltante e eu realmente espero que as coisas melhorem um dia.

The Handmaid's Tale é um livro que choca e que revolta. Apesar de ser uma distopia, não está muito longe da nossa realidade. Espero que vocês queiram lutar contra ela comigo.

Obs: o livro teve uma adaptação para TV em forma de série, mas não assisti ainda.

Outras capas:


Nota:

28 de agosto de 2017

Filme: O Espaço Entre Nós

Recentemente assisti este filme no Netflix e achei tão bonitinho que quis compartilhar com vocês.

O Espaço Entre Nós é uma mistura de ficção científica e romance adolescente. Sete astronautas partiram da Terra, com a missão de iniciar uma colônia em Marte. Porém, ninguém sabia que uma delas estava grávida. Ela acaba dando a luz em Marte, morrendo no processo.

A empresa que enviou a equipe decide manter o bebê em segredo. Ele não pode vir para a Terra, pois seus órgãos e estrutura óssea estão adaptados à gravidade de Marte e ele morreria com a viagem.

Dezesseis anos se passam. Gardner é agora um garoto, que vive em Marte mas conversa pela internet com Tulsa, uma garota que está na Terra. Ela não sabe que ele está em Marte e o que ele mais quer é ir para a Terra para conhecê-la.

O casal protagonista é interpretado por Asa Butterfield e Britt Robertson. Apesar de ter vinte anos, o Asa passa tranquilamente por garoto marciano de dezesseis. Porém a Britt não me convenceu, ela tinha 27 na época do filme e realmente parece ter mais de vinte.

Recomendo O Espaço Entre Nós para quem quer uma história leve para passar o sábado a tarde comendo pipoca.



Nota:

24 de agosto de 2017

A Biblioteca Mágica de Bibbi Bokken

Quando leio um livro de que gosto, parece que o que estou lendo faz meus pensamentos saírem voando do livro. De certa forma, o livro não é feito apenas pelas palavras ou pelas figuras que estão no papel, mas também por tudo o que invento quando leio.

Os primos Nils e Berit decidem se corresponder de uma forma diferente. Eles pretendem escrever as cartas em um caderno, que será enviado de um lado para o outro, formando assim um livro de cartas. Porém, algo inusitado acontece quando Nils vai comprar o caderno. Uma mulher estranha, chamada Bibbi Bokken, se oferece para pagar uma parte. A partir daí, Nils e Berit decidem bancar os detetives. Quem seria a mulher misteriosa, e o que ela teria a ver com os livros?

A Biblioteca Mágica de Bibbi Bokken é um livro curtinho (179 páginas nesta nova edição de Seguinte) e principalmente direcionado a crianças e adolescentes, mas acho que qualquer um que goste de livros irá se entreter com esta história.

A linguagem dele é bem gostosa de ler. Metade do livro é narrado através das cartas, e a outra metade em primeira pessoa por Nils e Berit. Essa segunda parte ficou um pouco confusa para identificar os narradores, mas nada que atrapalhasse muito a leitura.

O livro é uma celebração ao livros e às biblioteca, explicando também algumas coisas sobre as origens deles. Também tem uma certa metalinguagem já conhecida pelos leitores de Jostein Gaarder (autor de O Mundo de Sofia, que li na adolescência). Adorei e recomendo.

Outras capas:


Nota:

21 de agosto de 2017

Social Engineering: The Art of Human Hacking

De vez em quando gosto de ler um livro de não-ficção, para dar uma variada e também para aprender alguma coisa nova. Engenharia social é um tema que acho bem interessante. Quando vi este e-book a venda por apenas US$1 no Humble Bundle, era a oportunidade perfeita de aprender mais sobre o tema.

Mas o que é engenharia social? Como o próprio autor diz no livro:

Social engineering is the art or better yet, science, of skillfully maneuvering human beings to take action in some aspects of their lives.

(Engenharia social é a arte ou melhor ainda, a ciência, de manobrar habilmente os seres humanos para agir em alguns aspectos de suas vidas.)

Todos os bons vendedores possuem essa habilidade. Se você saiu de uma loja comprando mais do que devia, ou algo que não precisava nem intencionava em comprar antes de falar com um vendedor, sabe do que estou falando.

Há também pessoas que usam essa habilidade para o mal. Um exemplo conhecido no Brasil são os bandidos que telefonam e coagem alguém a passar dinheiro para ele, fingindo que um parente da pessoa foi sequestrado.

Social Engineering: The Art of Human Hacking é um livro muito interessante, ao explicar diversos aspectos da engenharia social. Ele também é um cansativo, pois o autor acaba se repetindo bastante. Não li tudo, pulei algumas partes que não achei interessante no momento, mas talvez eu volte para o livro depois e leia quando for preciso.

Mesmo que alguém não pretenda usar engenharia social, vale a pena ler o livro para identificar os principais truques usados por quem pratica. É um jeito de se proteger, pois o que não falta é gente ruim nesse mundo.

Outras capas:


Nota:

17 de agosto de 2017

Quero ver no Brasil: Agosto/2017

Oi pessoal! Hoje é dia de conferir os quatro lançamentos internacionais que mais me chamaram a atenção neste mês!


* Magia e família são os principais temas de Wicked like a wildfire (Perverso como um incêndio). Iris e Malina são duas irmãs que, após a morte de sua mãe, descobrem uma maldição que assombra sua família.

* Baseado em clássicos do terror e ficção científica, esta é a história de um notável grupo de mulheres que se reúnem para resolver uma série de assassinatos terríveis. The Strange Case of the Alchemist's Daughter (O estranho caso da filha do alquimista) conta com nomes conhecidos como Dr. Jekkyll & Mr. Hyde, Sherlock Holmes e Frankenstein.

* Este é um livro infantil, mas que eu quero com certeza. The X-Files: Earth Children Are Weird (Arquivo X: Crianças terrestres são estranhas) é um livro ilustrado contando com pequenos Mulder e Scully resolvendo um caso ao acamparem no quintal.

* Apesar desta personagem ter aparecido pouco até agora, fiquei muito curiosa pela história dela. Isso será resolvido em Star Wars: Phasma, que pretende contar a origem da misteriosa capitã.

Quais livros vocês querem que sejam publicados aqui no Brasil?

14 de agosto de 2017

American Horror Story: Freak Show


Freak Show é o título da quarta temporada da série American Horror Story. Cada temporada conta uma história independente de terror. Confira as resenhas das temporadas anteriores:

1. Murder House
2. Asylum
3. Coven

Como o próprio título diz, esta temporada conta a história de um circo de horrores, em 1952, na Florida. Nessa época, esse tipo de circo era famoso por mostrar pessoas com deformidades e outros problemas genéticos.

Apesar de considerarmos isso hoje como totalmente incorreto, na época as pessoas tinham muito preconceito com esses seres (humanos). Isso é mostrado na série e foi o que achei mais triste. Também foi a temporada que mais gostei até agora, pois mostrava um sentimento de família e amizade muito forte entre os freaks.

Sempre digo que a melhor parte dessa série são os atores e atrizes, que acho sensacionais. Nesta temporada, temos as participações especiais de Michael Chiklis, como o homem mais forte do mundo, e Neil Patrick Harris como um mágico e ventríloquo fracassado. Mas o melhor ator, na minha opinião, foi Finn Wittrock. Ele me fez odiar com todas as forças o personagem que interpreta, Dandy, um cara mimado com tendências assassinas.

Freak Show conta também com alguns freaks de verdade - sim, nem todos são maquiagem e efeitos especiais. A pequena Ma Petite é interpretada por Jyoti Amge, que está no Guinness por ser a menor mulher do mundo, assim como outros atores são retratados com suas próprias deficiências.


Enfim, esta temporada foi, para mim, muito mais drama que terror. Apesar de ter um palhaço assassino no meio e alguns elementos sobrenaturais, eu me senti como parte da família dos freaks. Adorei e recomendo.

10 de agosto de 2017

A Escolha dos Três (releitura)

2º livro da série A Torre Negra.
Atenção! Esta resenha contém spoilers do livro anterior da série!

Leia a resenha do livro anterior:
1. O Pistoleiro

Três. Este é o número do seu destino.
Três?
Sim, o três é místico. O três está no coraçao do mantra.

Após seu encontro com o Homem de Preto no deserto, Roland já sabe qual seu próximo passo em direção à Torre Negra: encontrar três portas, e com elas três pessoas que irão ajudá-lo a atingir seu objetivo. São elas: o Prisioneiro, a Dama das Sombras e a Morte.

O segundo livro da série já começa com Roland se ferrando MUITO. Em uma praia ele é atacado pelas lagostrosidades - monstros parecidos com lagostas que saem do mar - e perde vários dedos. Isso poderia ser fatal para um homem qualquer, mas não é páreo para o nosso pistoleiro.

Eu gostei bastante de reler este livro, pois pude passar por vários detalhes que já havia esquecido. Uma cena que me diverti bastante foi quando Roland conhece Eddie e fica abismado com o fato do mundo dele (o nosso mundo) possuir papel e açúcar por toda parte. Como diz Roland (e eu concordo): quem precisa de cocaína quando se tem açúcar?

A Escolha dos Três continua a saga A Torre Negra, com novos personagens, que aposto que também irão lhe cativar. Já quero reler logo o próximo livro para passar mais tempo com Roland, Eddie e Odetta (a Detta eu dispenso).

Só assuma riscos aceitáveis. E procure minimizar os outros. Em outras palavras, escore sempre a maçaneta com uma cadeira.

Outras capas:


Nota:

7 de agosto de 2017

Cartas para uma falsa dama

O olhar de Francesca se fixou em seu anel de carimbo, o anel que Tristan lhe dera no dia do casamento. Um nó se formou em sua garganta. (...) Tristan era um homem incrivelmente lindo, a ponto de ser chamado com frequência de Tristan le Beau; Tristan, o belo. Infelizmente para Franscesca, a imagem dele não desaparecera com o tempo; ela não fora capaz de esquecê-lo.

Ano 1176, condado de Champanhe, França. Há dois anos, Tristan deixou sua esposa, Francesca, para defender o ducado da Bretanha. Ela lhe escreveu por todo esse tempo, mas suas cartas nunca tiveram resposta. Agora, Tristan está de volta. Será que os dois irão se reconciliar depois de tanto tempo sem se falarem?

Fazia algum tempo que não lia um romance histórico que me prendesse, e gostei bastante de Cartas para uma falsa dama. No começo já senti compaixão pela Francesca. Ela era apaixonada pelo marido, mesmo tendo convivido pouco com ele, e se sentia muito triste por achar que ele havia ignorado todas as suas cartas.

Nesse momento, claro, pensei que Tristan seria um ordinário. Mas depois aprendemos que não, que havia um motivo para que ele não recebesse as cartas da esposa e que ele também a amava profundamente.

O amor entre os dois é muito forte e permeia todo o livro, mas sem ser meloso ou enjoativo. Também há outros tipos de amor, como o de Francesca pelo homem que a criou como filha, sem saber que ela não era sua filha biológica, e vice-versa.

Cartas para uma falsa dama é o 5º livro de uma série, chamada Cavaleiros de Champanhe. Não sei por que a editora resolveu publicar este primeiro, mas eu não li os anteriores e também não senti falta. É uma história independente e fechada. Recomendo para quem gosta de históricos com um belo romance.

Outras capas:


Nota:

Livro cedido para resenha pela Harlequin.

3 de agosto de 2017

Resumo do Mês: Julho/2017

Oi pessoal! Tudo bem com vocês?

Julho foi um mês meio entediante, que demorou para passar... Foi assim com vocês também?

* Leituras: Este mês consegui ler cinco livros, de gêneros variados (sendo uma releitura), e dois quadrinhos!


* Compras: Comprei algumas coisinhas de papelaria (adesivos, post it e washi tape) na Minimalices, e também comprei uma fonte de água para os meus gatos na Cat Club.


* Resenhas do mês:

* Mais posts:

Minha leitura, ou melhor, releitura preferida deste mês foi A Escolha dos Três, do Stephen King. O que vocês leram de bom?
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