14 de setembro de 2017

A Filha do Louco

Quando eu limpava aquelas salas, tarde da noite, depois que os alunos de medicina voltavam para as suas camas quentes e confortáveis, o som do meu escovão ecoava nas salas cirúrgicas, passando pelos corredores tortuosos e indo até os depósitos onde eles armazenavam coisas que pareciam ter saído de pesadelos. (...) Ser filha do meu pai fazia com que eu não me impressionasse com aquilo. Meus pesadelos continham coisas mais tenebrosas.

Juliet Moreau é uma adolescente que trabalha em Londres como faxineira, vivendo de pagamento em pagamento. Mas sua vida nem sempre foi assim. Antes, ela e seus pais tinham uma vida confortável, até que inúmeros rumores fizeram com que o Dr. Moreau desaparecesse. Depois, sua mãe, morreu, deixando-a sem outra opção a não ser aceitar qualquer emprego para viver.

Os boatos dizem que o doutor está morto... Mas Juliet encontra uma pista de que isso não é verdade. Seguindo-a, ela acaba encontrando Montgomery, seu amigo de infância, que pode levá-la até seu pai. Este último encontra-se isolado em uma ilha, trabalhando em seus novos experimentos...

Se você reconheceu os nomes assim que leu os parágrafos acima: parabéns, você tem um bom conhecimento de ficção científica! A Filha do Louco é baseado no clássico de H. G. Wells A Ilha do Dr. Moreau. É uma releitura da história, sob o ponto de vista de uma suposta filha do médico/louco. Eu não li o livro original, mas por ser um clássico já conhecia a história em geral. Talvez por esse motivo, A Filha do Louco foi um livro que não me prendeu tanto. Era tudo muito previsível e desde o início eu já havia adivinhado como iria terminar.

Outro ponto que não gostei foi que tem triângulo amoroso. É forçado e não convence. Além disso, a história toda é meio confusa. Juliet, Montgomery e Edward vão e voltam toda hora naquela ilha. Precisam fugir do Dr. Moreau, mas precisam voltar para a casa dele para pegar alguma coisa e aí ficam nesse vai-não-vai. Isso aconteceu diversas vezes e cansou.

Nem só de pontos negativos vive o livro. A narrativa é meio sombria e com clima de Inglaterra vitoriana, o que chama a atenção. Por isso, acabei dando três estrelas - foi um bom entretenimento, mas não leria novamente.

A Filha do Louco tem duas continuações (desnecessárias, na minha opinião), que não foram publicadas no Brasil.

Outras capas:


Nota:

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