28 de dezembro de 2017

Mitologia Nórdica

Antes do paraíso, não havia nada - nem terra, nem paraíso, nem estrelas, nem céu -, existia apenas o mundo feito de névoa, sem forma nem contorno, e o mundo feito de fogo, eternamente em chamas.

Interesso-me bastante por mitologias e, após meu vício na série Vikings (disponível no Netflix), meu interesse por mitologia nórdica aumentou. Ter essas histórias contadas pelo genial Neil Gaiman, então, era algo que eu precisava ler.

O livro começa com uma pequena introdução sobre a mitologia nórdica (na qual fiquei triste em saber que muitas histórias já se perderam com o tempo) e seus personagens - alguns bem diferentes dos representados pela Marvel; achei engraçado como o Thor era bobão na mitologia original. Depois, segue com quinze histórias protagonizadas pelos deuses, principalmente os conhecidos Thor, Odin e Loki.

A narrativa é muito fácil de ler, mas os nomes são bem complicados. Algumas páginas eu li várias vezes até entender os nomes de todos e de tudo, porque até as coisas tem nomes. Nem me arrisco a tentar pronunciá-los, aliás. Enquanto lia, ia me lembrando das histórias que Ragnar, Lagertha e Aslaug contavam aos seus filhos, na série Vikings. Impossível não lembrar também da série American Gods, baseada no livro de mesmo nome do próprio Gaiman.

Thorzinho bobo e guloso!

A edição da Intrínseca está linda. Capa dura, com ilustrações no começo de cada conto e uma tradução impecável. Foi uma leitura bem rápida, mas que sei que irei reler daqui algum tempo. Se você quer conhecer a Mitologia Nórdica através de um ótimo contador de histórias, não pode perder.

Outras capas:


Nota:

25 de dezembro de 2017

Otherworld

There are guys online who swear it was heaven. They still sit around like a bunch of old geezers, swapping tales of epic storms, monstrous beats and grisly battles. Talk to any gamer in their twenties and at some point they'll say: "You're too young to get it. You never saw Otherworld."

(Há pessoas on-line que juram que era o paraíso. Eles ainda se sentam em círculo como um grupo de velhos, trocando histórias de tempestades épicas, batalhas monstruosas e terríveis batalhas. Fale com qualquer jogador com vinte anos e, em algum momento, eles dirão: "Você é muito jovem para entender. Você nunca viu Otherworld".)

Imagine um mundo online como nunca visto antes, onde os sonhos podem se tornar realidade e as pessoas podem ser o que sempre quiseram ser. Esse mundo é Otherworld. Não há controles, mouse, teclado... As pessoas entram nesse mundo através de um disco, inserido diretamente nelas.

É o que acontece com Kat. Após sofrer um acidente, ela fica em estado vegetativo. Logo a empresa responsável por Otherworld aparece e configura um disco nela. Seu corpo não se mexe, mas sua mente está conectada ao jogo online. Mas seu melhor amigo, Simon, percebe que Otherworld está longe de ser um mundo perfeito, e precisa encontrar Kat no jogo se quiser ajudá-la.

Imagem do booktrailer.

O livro foi escrito por Kirsten Miller e Jason Segel (o Marshall da série How I met your mother, que também é escritor). Eu ouvi o audiobook, narrado pelo próprio autor. O fato do Jason também ser ator fez muita diferença! A leitura dele era emocionante, ele passava suspense e ação nas horas certas, além de atuar como os diversos personagens do livro.

Gostei bastante de Otherworld. É uma mistura de Black Mirror, Jogador Nº 1 e Westworld. Infelizmente, também é o primeiro livro de uma trilogia e como foi publicado este ano ainda terei que esperar bastante para voltar para esse mundo.

Nota:

21 de dezembro de 2017

Oliver Twist

Although I am not disposed to maintain that the being born in a workhouse, is in itself the most fortunate and enviable circumstance that can possibly befall a human being, I do mean to say that in this particular instance, it was the best thing for Oliver Twist that could by possibility have occurred.

(Embora eu não esteja disposto a sustentar que nascer em um abrigo é em si a circunstância mais afortunada e invejável que pode acontecer a um ser humano, quero dizer que, neste caso particular, foi o melhor para Oliver Twist que poderia, por possibilidade, ter ocorrido.)

Charles Dickens tem diversos livros conhecidos mundialmente, que já foram adaptados e sofreram releituras centenas de vezes, em outros livros, teatro, TV e cinema. O autor, que viveu entre 1812 e 1870 na Inglaterra, criou títulos como Grandes Esperanças, David Copperfield, Um Conto de Natal... e Oliver Twist.

Na minha busca em aumentar meu conhecimento de clássicos da literatura, decidi que Dickens seria minha próxima leitura. Tive um estranhamento inicial com a linguagem, pois li em inglês e várias palavras não tinham a mesma ortografia de hoje, além de usar vários substantivos comuns à época que já caíram em desuso (dicionário do Kindle ajudou bastante aqui). Também não estava acostumada aos diálogos, declamados com emoção, como em peças de teatro. Mas, passados os primeiros capítulos, logo me encontrei envolvida na história do jovem órfão. No final, estava apaixonada pela narrativa de Dickens.


Oliver Twist nasceu em uma workhouse ("um lugar onde as pessoas pobres que não tinham com que subsistir podiam ir viver e trabalhar" - Wikipedia) e perdeu sua mãe no mesmo dia. Sem família e sem ter para onde ir, o menino continua vivendo na paróquia com outros meninos, onde passam fome e sofrem abusos físicos e psicológicos. De lá, ele acaba caindo no mundo do crime, mas seu coração não o deixa se corromper.

O menino sofre. Muito. E eu sofri com ele. Era só um menino, de dez anos, e já tinha passado por tanto sofrimento na vida, que eu não ia via a hora de chegar no final do livro, torcendo para que fosse feliz.

Dickens também não devia gostar de ver meninos como Oliver sofrerem, pois sua obra é uma crítica à sociedade inglesa da época. Assim como na série Anne with an E, parecia que as pessoas (ricas) culpavam as crianças por serem órfãs, tratando-as como escravos. Dá muita dó dessas crianças...

Apesar de todo o sofrimento, fico feliz em ter lido Oliver Twist. Foi uma ótima primeira experiência com Charles Dickens e quero ler os outros livros dele. Recomendo muito!

Obs: o livro está em domínio público. A edição que eu li foi a da AmazonClassics, adquirida gratuitamente.

Outras capas:


Nota:

18 de dezembro de 2017

Quero ver no Brasil: Dezembro/2017

Já estamos pertinho do natal, mas ainda dá tempo de pedir para o Papai Noel dos leitores que traga de presente um destes livros. Vamos conferir os lançamentos internacionais de dezembro que quero ver por aqui?


* Tem trilogia nova da Nora Roberts chegando! Year One (Ano um) é o primeiro livro e tem uma história bem diferente dos outros da autora. Começa no Ano Novo, quando uma doença se espalha rapidamente e mata mais da metade da população - deixando a outra metade sem energia elétrica e com o governo em pedaços. Promete!

* De vez em quando gosto de ler livros de não ficção e esse me chamou bastante a atenção. No Time to Spare: Thinking About What Matters (Sem tempo para economizar: pensando sobre o que importa) reúne ensaios de Ursula K. Le Guin, famosa autora de livros de ficção científica. A mulher tem 90 anos e continua escrevendo, gente!

* Voltando ao mundo fictício, Glass Town (Cidade de vidro) é outro livro que parece bom. A história tem magia e se passa em Londres, seguindo um homem que tenta desvendar o mistério que destruiu a vida de seu avô.

* Por último, um livro infantil, mas daqueles que todo mundo deveria ler. Little Leaders: Bold Women in Black History (Pequenas líderes: mulheres corajosas na história negra) conta a biografia de diversas mulheres negras que fizeram história nos Estados Unidos, como a matermática da Nasa Katherine Johnson e a poeta Maya Angelou. Tem ilustrações fofas e é certamente inspirador.

Quais livros vocês querem ler?

14 de dezembro de 2017

Desafio

O peso da piedade que eles sentem parece ser uma pedra amarrada ao redor do meu pescoço. Sinto isso quando me observam brevemente pelo canto do olho, a pele enrugada entre as sobrancelhas franzidas, os sussurros apressados que ecoam pelo céu roxo e acinzentado do crepúsculo como pequenas adagas que arrancam sangue das suas vítimas.

Depois que o Maldito saiu de dentro da terra para aterrorizar a todos, as pessoas se fecharam em cidadelas, cercadas por grandes muralhas. Rachel, de 16 anos, mora em Baalboden com seu pai, Jared, que trabalha como mensageiro. Um dia, porém, ele não retorna de uma de suas tarefas.

Em Baalboden, nenhuma mulher pode andar sozinha. À Rachel logo lhe é assinalado um Protetor: Logan, de 19 anos, que também era o aprendiz de seu pai. Com capítulos alternados entre Rachel e Logan, a história começa com os dois planejando, cada um à sua maneira, um modo de sair da cidade e encontrar Jared.

A capa desse livro é linda e a história também parecia ser interessante, meio distopia e meio fantasia. A primeira metade não me empolgou, demorou muito para começar a acontecer alguma coisa na história. Quando ela finalmente me envolveu e comecei a simpatizar com Rachel e Logan, senti que não ia dar tempo de terminar.

E... realmente não deu, o livro não tem final. É o primeiro de uma trilogia e termina bem quando a ação realmente engrena. Infelizmente, não havia qualquer indicação de que era uma série nas capas do livro. Se eu soubesse nem teria começado, pois foi mais uma série que a Novo Conceito desistiu de publicar. Além disso, senti que não tinha tanta história assim para contar; dava para ter feito uma narrativa mais dinâmica e terminado em um livro só.

Desafio tem uma história interessante, mas que demora para começar e infelizmente não tem final. A segunda metade do livro foi boa, mas não recomendaria porque vocês também vão ficar frustrados quando ela terminar.

Outras capas:


Nota:

11 de dezembro de 2017

Meu Planner 2018 - Tilibra West Village

Fazia muito tempo que eu queria um planner e finalmente comprei um, que irei estrear em 2018. Apresento-lhes meu querido e novo planner da Tilibra!


Me perguntaram no Instagram: o que é um planner? Sinceramente, acho que é a gourmetização das agendas. Até entendo que há diferenças: na agenda tradicional você planeja seu dia-a-dia, enquanto a ideia do planner é planejar tudo relacionado a sua vida (metas, séries que assiste, livros para ler etc). Porém, eu nunca achava um planner que fosse exatamente do jeito que queria. Todos que via sendo vendidos por aí eram caros - me desculpem, mas não tenho coragem de gastar mais de cem reais em um caderno - e tinham um monte de páginas que eu nunca iria usar. Eu queria o básico: espaço para planejar o mês e a semana, mais folhas extras para pensamentos aleatórios. E, claro, que fosse barato.

Foi aí que descobri a nova linha de planners da Tilibra para 2018. Este que eu comprei é da linha West Village, mas tem também das linhas Capricho, Hello Kitty, Neon e Menininhas. Tem tudo que eu preciso e é barato (paguei R$23 no Mercado Livre). Vou mostrar como ele é por dentro...

Ao abrir tem um envelope para guardar coisas aleatórias. Eu gosto de colocar nesse espaço cartões e outras coisinhas que ganho de amigos.


Não podiam faltar adesivos!


Páginas básicas de agenda, com os dados pessoais e calendário.


Visão mensal. Acho ótima para me programar. Vou usar o espaço lateral e embaixo para ir listando as tarefas que preciso fazer no mês.


Visão semanal. Aí tem algo que eu não gostei, que é o fim de semana dividido. Infelizmente a grande maioria das agendas vêm assim...


No final, tem várias folhas para anotações. Devo usar esse espaço para anotar os episódios de séries que tenho para ver, planejamento de viagens, o que vier na cabeça.


Enfim, eu gostei bastante desse planner da Tilibra e pretendo usá-lo no ano que vem. Um ponto negativo dele é a gramatura das páginas, elas são bem finas e acho que alguma caneta diferente de Bic vai vazar na folha. Mas, pelo preço que paguei, está ótimo.

Vocês usam alguma ferramenta para se planejarem?

7 de dezembro de 2017

The Wonderful Wizard of Oz

Dorothy lived in the midst of the great Kansas prairies, with Uncle Henry, who was a farmer, and Aunt Em, who was the farmer's wife. Their house was small, for the lumber who build it has to be carried by wagon many miles.

(Dorothy morava no meio das grandes pradarias do Kansas, com o tio Henry, que era fazendeiro, e a tia Em, que era a esposa do fazendeiro. Sua casa era pequena, pois a madeira que a construiu teve que ser carregada por vagão por muitas milhas.)

Nos últimos tempos, andei pensativa em relação às minhas leituras. Estava um pouco cansada de ler sempre os mesmos gêneros, tanto é que dei uma parada nas leituras de romances porque estava achando tudo muito igual. Estava com vontade de ler livros diferentes e se tem algo que fazia tempo que queria fazer, era começar a ler alguns clássicos da literatura.

Esses livros estão todos em domínio público (não sabe o que é? Leia meu post explicando aqui), mas eu também não queria baixar um PDFzão, queria um e-book formatado bonitinho para o Kindle e estava disposta a pagar alguns reais para isso. Pesquisando na Amazon, descobri uma coleção maravilhosa chamada AmazonClassics, com vários clássicos em e-book por ZERO reais (que eu saiba só tem em inglês). Ótima oportunidade para ler todos os clássicos que eu queria ler!

O primeiro e-book que experimentei foi The Wonderful Wizard of Oz, publicado no Brasil como O Mágico de Oz. Eu já tinha visto o filme há 938983 anos, mas nunca tinha lido o livro.

Follow the yellow brick road! (imagem original)

The Wonderful Wizard of Oz conta a história de Dorothy, que tem sua casa levada por um tornado e vai parar na terra de Oz com seu cãozinho Toto. Porém, a casa cai em cima de uma bruxa malvada! Logo ela faz amizade com outros personagens memoráveis e eles partem em busca do Mágico de Oz, a única pessoa que poderia ajudá-la a voltar para o Kansas.

O autor L. Frank Baum queria escrever um livro que fosse um conto de fadas moderno - para a época dele, comecinho do século 20. E deu certo! O livro é fofo e ao mesmo tempo cheio de lições. Também descobri que é o primeiro de uma série com 14 livros. Não se assustem, este livro tem final, podem ler tranquilos.

The Wonderful Wizard of Oz é um clássico atemporal, que inspirou diversos outros autores e gerou diversas releituras. É um conto de fadas que vale a pena ser lido por pessoas de todas as idades.

Outras capas:


Nota:

4 de dezembro de 2017

Resumo do Mês: Novembro/2017

Oi pessoal! Finalmente chegou a hora de arrumar a árvore de natal e encher a barriga de panetone! \o/
Vamos ver como foi o mês que passou?

* Leituras: Estou tentando variar os gêneros que leio e em novembro consegui fazer isso bem. Teve quadrinhos, livro técnico, fantasia, young adult, dinossauros e um clássico da literatura.


* Compras: Alguns livros e coisas de papelaria. Achei esse do Bukowski visitando uma livraria física e não resisti (compro tudo que é de gato). Também aumentei a minha coleção da família King (um dos poucos que faço questão de comprar o livro físico), comprei washi tape e canetas (minhas primeiras Stabilo! Achei em promoção por R$30), e o planner da Tilibra para 2018 (ainda vou fazer um post sobre ele).


* Fun: Doei uns vinte livros para uma ONG que estava montando uma biblioteca. Isso significa que abriu espaço nas prateleiras para livros novos? Não, para a gata! Agora esse é o novo cantinho preferido da Meg. Acho que nunca mais vou poder colocar livros aí...


* Resenhas do mês:

A única leitura 5 estrelas de novembro foi Mago e Vidro, que na verdade foi uma releitura.
O que vocês leram de bom?
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