24 de fevereiro de 2017

O perfume da folha de chá

Ela olhou ao redor e sentiu mais uma vez um desconforto do qual não conseguira se livrar desde que saíra da Inglaterra. Não existe lugar mais distante de Gloucestershire que o Ceilão, dissera seu pai.


1925. A jovem Gwendolyn Hooper deixa o conforto da Inglaterra para ir morar com seu marido, Laurence, no Ceilão (atual Sri Lanka), onde ele tem uma fazenda produtora de chá.

No começo tudo é diferente e exótico... Mas logo Gwen começa a perceber que existem diversos segredos na fazenda - muitos relacionados ao seu marido, que já foi casado antes.

Não vou falar mais nada da históra desse livro! São vários segredos que a gente vai descobrindo junto com Gwen, e não quero entregar nenhum spoiler.

O que eu posso dizer é que eu devorei esse livro. Li com meus marcadores de post-it em mãos, para marcar as frases que mais gosto, porém não consegui parar a leitura para isso. Fiquei com a cara grudada no livro e não via a hora de chegar ao fim para que os segredos viessem à tona.

Imagem original: Portal de Saúde

Mas li, também, com o coração apertado. No final, chorei muito. Fiquei pensando em todas as vidas desperdiçadas por conta de segredos de família, nos trabalhadores paassando fome... O jeito que a autora, Dinah Jefferies, escreve, faz tudo parecer muito real - apesar dos personagens fictícios, muitos acontecimentos ali são reais.

Eu amei O perfume da folha de chá. É um livro que quero guardar, para um dia ler novamente. O estilo é parecido com os livros da Lucinda Riley (de quem também sou fã), então quem gosta dessa autora pode ler sem receios.

Outras capas:


Nota:

Livro cedido para resenha pela editora Paralela.

22 de fevereiro de 2017

Trecho: A Rainha das Trevas


Dorothea SaDiablo, a sacerdotisa suprema de Hayll, subiu devagar os degraus até a grande plataforma de madeira. Era uma bela manhã de início de outono e Draega, a capital de Hayll, ficava bastante ao sul, de modo que os dias ainda eram quentes. O pesado manto preto a fazia transpirar. Sob o grande capuz, seu cabelo estava úmido e o pescoço coçava. Em poucos minutos, o manto não seria mais um problema.

Ao chegar à plataforma, ela viu a lona estendida à frente, junto à multidão ansiosa, e ofegou. Que bobagem. Usara todos os feitiços que conhecia para manter em segredo aquilo que estava debaixo da lona. Forçando-se a respirar normalmente, atravessou a plataforma, detendo-se a alguns centímetros da lona.

É assim que se inicia, A Rainha das Trevas, último volume da trilogia Joias Negras e lançamento da Editora Arqueiro. Leia o trecho completo no site da editora.


Eu ainda não li nenhum livro dessa trilogia, mas a história me interessou. E vocês, já leram?

20 de fevereiro de 2017

Ninfeias Negras

Três mulheres vivendo num vilarejo.
A terceira era a mais talentosa; a segunda, a mais esperta; a primeira, a mais determinada.
Na sua opinião, qual delas conseguiu escapar?



Giverny é um pequeno vilarejo na França, que se tornou ponto turístico conhecido mundialmente por ter sido o lar de Claude Monet, famoso pintor impressionista.

O que ninguém esperava, num lugar tão bucólico, é que ocorresse um assassinato. Um médico conhecido por todos é encontrado morto e dois investigadores assumem o caso.

Além deles, acompanhamos a história de três mulheres: uma menina de 11 anos que adora pintar, a professora da escola local, e uma idosa que observa a todos de seu moinho.

Não dá para falar muito sobre Ninfeias Negras sem entregar algo sobre o enredo. Este livro, como a grande maioria dos romances policiais, precisa ser lido sem se saber muito a respeito. Eu fiquei grudada no livro, louca para saber como ele iria terminar.

Imagem original: Arte na rede

Porém, algo que atrapalhou na história foi que detestei o investigador principal. O legal de livro policial, na minha opinião, é ir juntando as pistas junto com os detetives. Mas Sérénac, o detetive em questão, tem uma atitude totalmente anti-profissional, e peguei raiva dele e de uma personagem com quem ele se envolve.

O final é surpreendente, mas achei morno... Não foi um final que me deu vontade de reler para tentar juntar as pistas, ficou um sentimento de que o autor "trolou" o leitor.

Ninfeias Negras é um bom livro, tenso até a última página, mas cujo final me decepcionou. Ainda assim, o desenvolvimento da história foi interessante, por isso valeu a pena a leitura.

Outras capas:


Nota:

Livro cedido para resenha pela editora Arqueiro.

18 de fevereiro de 2017

Trecho: A Dieta Espiritual

Muitas pessoas têm preconceito contra livros de auto-ajuda - eu sei porque eu já fui uma dessas pessoas. Porém, depois de ler alguns eu mudei minha opinião. Eles podem ajudar sim! Se o livro casa com algo que você está vivendo naquele momento, ou algo pelo qual passou, ele pode trazer ensinamentos importantes para a sua vida. Eu achei este lançamento da Editora Sextante muito interessante e por isso trouxe um trecho para vocês. Vocês podem ler mais no site da editora.


Prólogo - A origem da dieta espiritual

Este livro foi inspirado por acaso no meu amigo Albert Calls, leitor ávido das obras citadas ao longo destas páginas. A ideia me veio quando nos encontramos certa manhã.

Fazia tempo que não nos víamos e notei que ele estava bem mais magro que o habitual. Albert nunca havia sido obeso, mas tinha tendência a exibir uns quilinhos a mais, e eu sabia que ele havia tentado diversos métodos para entrar em forma.

Enquanto ele me explicava as diferentes dietas que tinha seguido para perder peso (cada uma com seus prós e contras), eu tive um insight: o que nos torna pesados não é nosso peso corporal, mas o peso das emoções negativas que carregamos nos ombros. E somente quando o eliminamos é que podemos caminhar com leveza e dar à vida a silhueta que ela merece.

16 de fevereiro de 2017

A Garota do Calendário: Abril

4º livro da série A Garota do Calendário. Esta resenha NÃO contém spoilers dos livros anteriores da série.

Resenhas anteriores:
1. Janeiro
2. Fevereiro
3. Março

- E aí, gata - foram as primeiras palavras que saíram daquela boca muito sensual. Pena que, somadas à forma como seus olhos deslizaram sobre mim, elas fizeram minha temperatura subir... mas não de um jeito bom.

Mia Sanders parte para a cidade de Boston, onde irá trabalhar para o milionário jogador de beisebol Mason Murphy. Ele tem uma aparência de deus grego, mas logo na primeira vez que se encontram deixa Mia irritada com o seu jeito imaturo.

Para quem disse que nunca leria essa série porque são muitos livros, aqui estou eu no quarto livro (mordi minha língua). O fato de serem leituras bem rápidas ajuda, pois dá para ler em uma ou duas noites - o livro físico possui por volta de 150 páginas. Eu estou comprando os e-books na Amazon, e para quem não quer gastar é uma ótima pedida, pois este, por exemplo, estava em promoção por R$3.

Imagem original: Trip Advisor

Abril não foi um mês tão legal quanto o anterior. Mason não irritou só a Mia, mas eu também! Ô cara chato! Mia ainda tenta bancar a cupido entre ele e sua relações-públicas, mas eu achei o romance forçado. Eram duas pessoas muito nada a ver para se apaixonarem.

É uma leitura rápida e descontraída, boa para descansar dos livros mais longos, mas não foi meu mês preferido. Vamos ver como a Mia se sai no próximo mês.

Outras capas:


Nota:

14 de fevereiro de 2017

Harlequin: Lançamentos de Fevereiro/2017

Oi pessoal! Vamos conhecer os lançamentos do mês da Harlequin? Lembrando que todos os livros estão disponíveis para compra no site.

Infelizmente este mês recebi uma notícia que me deixou triste (leiam abaixo), mas ao mesmo tempo ansiosa para saber que novidades a editora está preparando para nós.

Depois de um ano e quatro meses de atividades, a joint-venture HarperCollins Brasil agora pertence totalmente à HarperCollins Publishers, grupo editorial americano, o segundo maior do mundo.

A HarperCollins Brasil agora está operando de forma independente, mudamos de escritório e estamos cheios de novidades em todo nosso catálogo que engloba os selos: HarperCollins, Harlequin e Thomas Nelson Brasil.

Diante estas mudanças tomamos decisões estratégicas e comerciais, entre elas a suspensão da série Harlequin Históricos aqui no no Brasil. Mas não fiquem chateadas, porque estamos com um plano de inovação da marca e muitos títulos de perder o fôlego!




12 de fevereiro de 2017

Mr. Mercedes

That seemed to be their best chance, probably their only chance. He started to raise his head to see if it was happening, and a huge black tire ate up his vision. He felt the woman's hand grip his forearm. He had time to hope the baby was still sleeping. Then time ran out.

(Essa parecia ser sua melhor chance, provavelmente a única chance deles. Ele começou a levantar a cabeça para ver se estava acontecendo, e um enorme pneu preto consumiu sua visão. Sentiu a mão da mulher agarrar seu antebraço. Ele teve tempo de torcer para que o bebê ainda estivesse dormindo. Então o tempo acabou.)

Durante a madrugada, alguém usa uma Mercedes para atropelar e matar oito pessoas e ferir outras quinze, que estavam na fila de um evento de contratação. O culpado nunca foi encontrado.

Meses se passam e o detetive Bill Hodges, agora aposentado, recebe uma carta do suposto assassino. Ele volta a investigar o caso, por conta própria.

O assassino nós, leitores, já sabemos quem é: Brady Hartsfield. Mas será que o detetive aposentado irá encontrá-lo antes que ele mate outra vez?


Eu amo os livros do Stephen King, ele é meu escritor preferido e devo ter lido mais de vinte livros dele. Mr. Mercedes não deixa de ser mais um livro excelente, mas é bem diferente dos outros do "mestre do horror". Isso porque ele é um livro policial. Mesmo sabendo quem é o assassino e acompanhando os passos dele, ficamos na expectativa para que Bill descubra quem é e como ele fez tudo aquilo.

Outros personagens juntam-se à investigação de Bill - alguns o deixam no meio do caminho. Afinal, é um livro de Stephen King, e ele não tem dó de matar seus personagens.

Mr. Mercedes é o primeiro livro da trilogia Bill Hodges. Eu li em inglês, mas toda a trilogia já foi publicada no Brasil, pela Suma de Letras. Adorei e recomendo.

Outras capas:


Nota:

10 de fevereiro de 2017

Novo livro da série Myron Bolitar

A GAROTA DESAPARECIDA – saíram inúmeras matérias no noticiário, sempre mostrando aquele retrato escolar dolorosamente comum da adolescente que sumiu, você sabe qual, a do arco-íris em redemoinho no mural ao fundo, de cabelo muito liso, sorriso meio sem jeito; e depois sempre cortam a imagem para os pais preocupados no gramado da frente da casa, cercados por microfones, a mãe chorosa, o pai lendo uma declaração com os lábios trêmulos –, aquela garota, você sabe, aquela garota desaparecida, tinha acabado de passar por Edna Skylar.


Atenção, fãs do "mestre das noites em claro", Harlan Coben!

Neste mês a Editora Arqueiro lança mais um livro da série Myron Bolitar: A Promessa. Quem aí está ansioso?

Para matar (ou aumentar) a ansiedade, a editora disponibilizou um trecho para download. Leia o trecho aqui.

8 de fevereiro de 2017

Um tom mais escuro de magia

Somente os poucos capazes de transitar por entre as diversas Londres precisavam de um modo de diferenciá-las. Então, Kell, inspirado pela cidade perdida conhecida por todos como Londres Preta, designara uma cor para cada capital remanescente.
Cinza para a cidade sem magia.
Vermelho para o império vigoroso.
Branco para o mundo faminto.

A magia desapareceu na Inglaterra, exceto por alguns poucos que ainda consegue executá-la. Parece que estou falando de Jonathan Strange & Mr. Norrell, livro que li em novembro (e em seguida assisti à minissérie), mas é de Um tom mais escuro de magia, que começa com exatamente a mesma premissa. Justamente por isso, não consegui gostar deste livro tanto quanto eu gostaria caso não tivesse lido o primeiro. As histórias são muito parecidas: magos que atravessam dimensões na Londres do século 19.

O protagonista aqui é Kell, um dos poucos que possuem esse poder. Ele reside, oficialmente, na Londres Vermelha, onde foi criado junto ao herdeiro do trono, Rhy. Mas, extra-oficialmente, contrabandeia objetos entre as dimensões, o que é proibido. E é um desses objetos que vai gerar um problemão para ele...


Gostei bastante dos personagens desse livro, principalmente de Lila Bard, uma ladra profissional cujo caminho cruza o de Kell. Ela foi minha preferida! A autora também escreve muito bem e conseguiu manter várias informações no suspense até o final.

Quando terminei o livro, achei que faltou desenvolver várias coisas na história. Foi só depois, procurando na internet, que descobri que Um tom mais escuro de magia é o primeiro de uma trilogia. A edição da Record não dá nenhuma indicação disso.

Eu gostei do livro, porém não sei se leria as continuações porque, sinceramente, não tenho muito pique para ficar lendo séries quando ainda não tenho todos os livros em mãos. Mas recomendo para quem gosta de uma fantasia bem escrita.

Outras capas:


Nota:

5 de fevereiro de 2017

Trecho: Ninfeias Negras


Num vilarejo, viviam três mulheres.

A primeira era má; a segunda, mentirosa; a terceira, egoísta.

O vilarejo tinha um belo nome de jardim. Giverny.

A primeira morava num grande moinho à beira de um regato, na estrada chamada Chemin du Roy, o “caminho do rei”; a segunda ocupava um apartamento sobre a escola primária, na Rue Blanche-Hoschedé-Monet; a terceira vivia com a mãe numa casinha de paredes descascadas, na Rue du
Château-d’Eau.

As três tampouco tinham a mesma idade. De modo algum. A primeira tinha mais de 80 anos e era viúva. Ou quase. A segunda tinha 36 e nunca havia traído o marido. Ainda. A terceira estava prestes a completar 11 anos e todos os meninos de sua escola queriam ser seu namorado. A primeira só
usava preto, a segunda se maquiava para o amante, a terceira enfeitava os cabelos para que voassem ao vento.


Esse foi um trecho de Ninfeias Negras, lançamento da editora Arqueiro que já está na minha fila de leituras.

3 de fevereiro de 2017

Orleans

After the storm deaths came other casualties: deaths by debris, cuts, tetanus, or loss of blood (...). The list of no-longer-treatable diseases grew (...).
Then came the Fever.
And the Quarantine.

(Após as mortes causadas pela tempestade vieram outras vítimas: mortes por detritos, cortes, tétano, ou perda de sangue (...). A lista de doenças não mais tratáveis cresceu (...).
Então veio a Febre.
E a Quarentena.)

Vocês se lembram do furacão Katrina, que arrasou a cidade de Nova Orleans, nos Estados Unidos, em 2005? E se, depois dele, outros furacões passassem pela cidade, ano após ano, com força crescente?

Esse é o mundo de Orleans - que perdeu o "Nova" do nome após as tragédias. Devido a febre mortal que surgiu na cidade, ela foi isolada do resto do país. É lá que vive Fen de la Guerre, junto com sua tribo de O-Positivos. Quando a chefe da tribo, Lydia, morre e deixa sua bebê sob seus cuidados, Fen faz de tudo para sobreviver e garantir que a bebê tenha uma vida melhor.

Seu caminho se cruza com o de Daniel, um cientista de fora da cidade, que cruzou a fronteira em busca de uma cura para o vírus.

Eu adorei a história desse livro. No começo, estranhei um pouco a escrita, pois parte da história é narrada por Fen, que possui um inglês bem diferente do que estamos acostumados. Por isso, não indicaria o livro a iniciantes. Mas, depois que me acostumei, a leitura fluiu.

Imagem original: Hotel Monteleone

Três outras coisas também se destacam em Orleans.

A primeira - que também é um pequeno spoiler - é que esse é o primeiro young adult que leio que não tem romance. Sim!!! O foco é a sobrevivência, e convenhamos que ninguém tem tempo para se apaixonar quando o mundo está caindo aos pedaços.

A segunda é que a autora e a protagonista são negras. Eu acho isso lindo, porque vejo poucas protagonistas de livros negras. O mundo precisa de mais diversidade, gente! Além disso, a Fen é aquela menina-guerreira, que você torce por ela o livro inteiro. Nada de mocinha fresca. Eu adorei!

A última coisa boa é que é livro único. Finalmente algo que não é série/trilogia/quadrilogia etc.

Enfim, eu gostei bastante de Orleans e recomendo. Uma pena ainda não ter sido publicado no Brasil.

Nota:

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