25 de janeiro de 2018

Flatland: A Romance of Many Dimensions

I call our world Flatland, not because we call it so, but to make its nature clearer to you, my happy readers, who are privileged to live in Space.

(Eu chamo nosso mundo de Flatland, não porque o chamemos assim, mas para tornar sua natureza mais clara para você, meus felizes leitores, que têm o privilégio de viver no Espaço.)

Continuando minha jornada na leitura de clássicos... Queria um livro mais fino dessa vez, para intercalar com a releitura de um Stephen King (Os Lobos de Calla). Já havia ouvido falar de Flatland e resolvi ler o e-book - tem gratuito na Amazon em inglês, pois está em domínio público.

Apesar do subtítulo ser A Romance of Many Dimensions (um romance de muitas dimensões), após ler 30% do livro estava pensando em desistir. Ele é narrado por um Quadrado, que vive em uma terra de duas dimensões chamada Flatland. Pois é, o livro é louco assim. Ele começa falando da estrutura da sociedade deles, como vivem, como são suas casas. Tendo apenas duas dimensões, uma casa é um pentágono com duas portas, uma para os Homens e outra para as Mulheres.

Uma casa em Flatland (Wikipedia)

O tom machista em relação às mulheres foi algo que me irritou muito no livro. Entretanto, como acontece com qualquer clássico, é necessário conhecer a história por trás dele. Flatland: A Romance of Many Dimensions foi escrito em 1884 por Edwin A. Abbott, como uma forma de sátira à sociedade britânica da época.

Após a parte inicial, que foi muito descritiva, o livro começou a ter uma história de verdade, com o Quadrado encontrando um Rei e, mais para a frente, uma Esfera (um objeto de três dimensões, que incrível!).

Quando terminei, estava com o cérebro doendo de tanto imaginar as cenas e pensar em geometria. Mas valeu a pena conhecer mais um clássico da literatura.

Outras capas:


Nota:

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