15 de fevereiro de 2018

O Labirinto dos Espíritos

4º livro da série O Cemitério dos Livros Esquecidos.
Atenção! Esta resenha contém spoilers dos livros anteriores da série!

Resenhas anteriores:
1. A sombra do vento
2. O jogo do anjo
3. O prisioneiro do céu

Não sabia mais onde pôr aqueles livros para que meu filho não os encontrasse. Por mais fina argúcia que usasse para encontrar novos esconderijos, o olfato dele inevitavelmente os detectava. Folheei as páginas do volume e as recordações me assaltaram de novo.

Estamos na Barcelona de 1950. Daniel Sempere agora trabalha na livraria de seu pai, com sua esposa, Bea. Os dois tem um filhinho, Julián, e visitas constantes de Fermín e Bernarda.

Enquanto isso, em Madri, Alicia Gris é chamada para solucionar um mistério: o desaparecimento do ministro Mauricio Valls, ilustre patrono das artes, mas que também esconde um passado sombrio.

Quem já leu os outros livros da série, precisa parar o que está fazendo agora e ler este livro! E, quem não leu, pode até começar por este e depois partir para os outros. Eu li "meio" na ordem (1, 3, 2 e 4) e esse último livro junta todas as pontas que ficaram soltas nos outros livros. Mas, se alguém ler este primeiro, pode ter outra visão quando ler os outros.


Eu simplesmente amei esse livro. Fazia tempo que não usava post-its para marcar frases, mas esse livro praticamente me obrigou a fazer isso. A narrativa de Zafón é maravilhosa, é impossível não se envolver com ela e com seus personagens - meu preferido, aliás, continua sendo Fermín, com suas palavras bonitas e jeito galanteador. Além disso, a série toda foi escrita para os fãs de livros, que certamente vão se deliciar com as descrições do Cemitério dos Livros Esquecidos.

O Labirinto dos Espíritos fecha, com maestria, a série iniciada em A Sombra do Vento. Já sinto saudades de seus personagens e suas histórias e pretendo relê-las no futuro.

Uma história não tem princípio nem fim, só portas de entrada.

Outras capas:


Nota:

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