31 de março de 2018

Resumo do Mês: Março/2018

Oi pessoal! Último dia de março, entre um feriado e um domingo, hora boa para atualizar o blog. Nesse último mês estou meio lenta para escrever as resenhas, tenho algumas acumuladas e vou tentar deixá-las programadas hoje, além de visitar os blogs amigos.

* Leituras: finalmente terminei de reler A Torre Negra! Também li os livros que vieram na TAG de março, tive meu primeiro contato com a Shirley Jackson (spoiler: foi sensacional), li um gibi e terminei de ouvir o audiobook de The hate u give.


* Novidades: Esse mês não comprei livros, então só chegou aqui a TAG Livros do mês. Comprei algumas revistas na banca.


* Resenhas do mês:

Minha leitura preferida em março foi Sempre vivemos no castelo.
O que vocês leram de bom?

24 de março de 2018

Devoção

A inspiração é a incógnita da equação, a musa que assola na hora oculta. As setas voam e não se percebe o impacto, nem se percebe que todo um elenco de catalisadores, uns independentes dos outros, reuniu-se de modo clandestino para formar um sistema singular, dissolvendo o indivíduo com as vibrações de uma doença incurável - ao mesmo tempo profana e divina.

Como admiradora do bom e velho rock'n'roll, já conhecia a Patti Smith na área da música. Mas não fazia ideia de que ela também era escritora. O kit de março da TAG Livros foi especial dela (veja aqui) e o brinde do mês foi esse livrinho.

Devoção tem apenas 125 páginas, que eu li numa sentada só porque não conseguia parar. Ele começa com o conto/crônica Como a mente funciona, no qual Patti narra todo seu processo criativo para escrever a história, e é seguido pela história em si.

A história de Devoção é simples, sobre uma garota de 16 anos que tem um caso com um homem mais velho. Porém, o modo como ela escreve é muito interessante. Além disso, foi muito legal perceber o que ela via e sentia incluídos depois na narrativa.

Gostei bastante do livro e acho que quem gosta de ler e escrever também irá gostar. Recomendo!


Nota:

18 de março de 2018

A Torre Negra (releitura)

7º e último livro da série A Torre Negra.
Atenção! Esta resenha contém spoilers dos livros anteriores da série!

Resenhas anteriores:
1. O Pistoleiro
2. A Escolha dos Três
3. As Terras Devastadas
4. Mago e Vidro
5. Lobos de Calla

Pére Callahan tinha sido o padre católico de uma cidade, 'Salem's Lot era seu nome, que não existe mais em qualquer mapa. Ele não se importava muito com isso. Conceitos como o de realidade tinham deixado de ter importância.

Vocês repararam que esta faltando a resenha da releitura do 6º livro (Canção de Susannah)? Pois é, eu reli o 5º e pulei para o 7º sem perceber, simplesmente porque ele desapareceu da minha casa. Não sei onde foi parar o livro, e só me dei conta que tinha pulado ele quando fui resenhar este. Não deve ser muito bom, se eu nem senti falta durante a leitura...

Exceto pelo 6º livro então, terminei de reler a série A Torre Negra. Childe Roland (finalmente) à Torre Negra chegou, e não foi uma jornada fácil. Nesse último livro, King se vale de muita metalinguagem e de seu próprio papel de escritor para ajudar nosso Pistoleiro.

Confesso que não gostei tanto de A Torre Negra quanto dos livros anteriores, o começo foi um pouco devagar, mas depois do primeiro tiroteio as coisas começaram a acontecer mais rapidamente.

Roland, Susannah, Eddie, Jake e Oi são personagens que marcaram demais. Sempre vou carregá-los comigo e espero um dia voltar a vê-los. O que é bem possível, afinal, o ka é uma roda que não para de girar.


Nota:

12 de março de 2018

Quero ver no Brasil: Março/2018

Oi pessoal! Vamos ver os quatro lançamentos internacionais de março que mais me chamaram a atenção?


* Depois que mudanças climáticas tornaram a Terra um lugar perigoso para se viver, seis jovens são selecionados para um treinamento que os levará a outro planeta. Esse é o enredo do young adult The Final Six.

* Sou fã dos livros da Agatha Christie, mas não conheço quase nada da vida da autora. Por isso fiquei interessada na biografia Agatha Christie: A Mysterious life, que promete desvendar a vida da escritora, tão misteriosa quanto seus livros.

* The Feed conecta todas as pessoas e é acessível o tempo todo, no mundo inteiro. Com uma trama pós-apocalíptica que discute o que é estar conectado na era digital, o livro parece ser muito Black Mirror.

* Para descontrair, tem um novo livro com as tirinhas da Sarah Andersen. Seus outros dois livros já foram publicados por aqui, então a chance de Herding Cats também ser é grande.

Quais livros vocês querem ver no Brasil?

8 de março de 2018

Hiss of Death

How they laughed. That absurd story brought up others. They laughed until they cried.
Later, each woman would look back and recall that at that meeting they were all together and so very happy.

Como elas riram. Essa história absurda trouxe outras. Elas riram tanto que até choraram.
Mais tarde, cada mulher olharia para trás e lembraria que naquela reunião estavam todas juntas e muito felizes.

Eu adoro enredos do tipo cozy mystery, um gênero que ainda não é muito publicado aqui no Brasil (da Wikipedia: um subgênero de ficção criminal em que o sexo e a violência são minimizados ou tratados com humor e o crime e a detecção ocorrem em uma comunidade pequena e socialmente íntima). Ainda mais se tiver animais envolvidos. Quando vi esse livro por apenas 5 dólares, com o subtítulo It takes a cat to write the purr-fect mystery (Precisa-se de um gato para escrever o mistério purrfeito), tive que comprar na hora, ainda mais que a co-autora, Sneaky Pie Brown, é a gata da autora. Infelizmente, ele não foi tão bom quanto prometia.

A personagem principal é "Harry" Harristeen, uma fazendeira que vive com seu marido e seus bichinhos: o corgi Tucker, as gatas Mrs. Murphy e Pewter, além de diversos outros animais da fazenda. Uma de suas amigas, Paula, morre misteriosamente. Parece ter sido um acidente, mas Harry não está convencida.

A primeira enganação desse livro é que ele definitivamente não foi cozy (confortável). A autora cria várias cenas e diálogos totalmente desnecessários à história, apenas para mostrar suas opiniões políticas e religiosas sobre vários assuntos. Isso foi muito chato e ainda fez o mistério cair para segundo plano.


O que salvou esse livro e me fez ler até o fim foram os animais. Eles têm diálogos entre eles e ajudam a pegar o verdadeiro assassino, o que resultou uma cena muito legal. Outro ponto positivo é que o livro tem diversas ilustrações com os bichinhos.

Hiss of Death é o 19º (!) da série de livros Mrs. Murphy, mas não é necessário ler os anteriores para entender este. Sendo sincera, esse teve partes tão chatas que nem tenho vontade de ler outros livros da autora.

Outras capas:


Nota:

5 de março de 2018

Resumo do Mês: Fevereiro/2018

Oi pessoal! Em fevereiro consegui ler bastante (o carnaval ajudou). Terminei dois livros que havia começado no mês passado e depois li esse monte aí embaixo. Em março acho que não vou ler tanto, pois já estou iniciando o mês relendo dois "tijolinhos" (O Mundo de Sofia e A Torre Negra)


Não comprei nada de livros, então aqui em casa só chegou a caixinha da TAG, que estou assinando.


Também tive alguns problemas aqui em casa. No feriado, percebi que a minha gata estava indo muito ao banheiro. Levei ao veterinário e depois de fazer os exames vimos que ela estava com uma pedra na bexiga, e precisou fazer cirurgia para tirar. Ela está melhorzinha agora, mas a Meg não é uma gatinha muito cooperativa na hora de tomar os remédios, o que me deixou bem cansada e frustrada na última semana do mês. Obrigada a todos que acompanharam pelo Instagram e mandaram mensagens positivas!


Resenhas do mês:

Minha leitura preferida em fevereiro foi O Labirinto dos Espíritos! E vocês?

1 de março de 2018

Más allá del invierno

A fines de diciembre de 2015 el invierno todavía se hacía esperar. (...) Tres semanas después del Año Nuevo, cuando ya nadie pensaba en el retraso del calendario, la naturaleza despertó de pronto sacudiéndose de la modorra otoñal y dejó caer la peor tormenta de nieve de la memoria colectiva.

No final de dezembro de 2015, o inverno todavia se fazia esperar. (...) Três semanas após o Ano Novo, quando ninguém estava pensando no atraso do calendário, a natureza acordou de repente sacudindo-se da sonolência de outono e deixou cair a pior tempestade de neve da memória coletiva.

Estou fazendo um curso de espanhol e queria muito ler um livro em espanhol para treinar - mas não queria pegar qualquer um, tinha que ser um que fosse escrito originalmente em espanhol, e não uma tradução. Sempre quis ler algo da Isabel Allende e quando Más allá del invierno, seu livro mais recente, apareceu entre as promoções de e-books do Kindle, comprei prontamente. (Aliás, se alguém tiver dicas de autores que escrevem em espanhol, deixem um comentário, por favor!)

O livro começa em Nova York, com flashbacks no Chile, Guatemala e até no Brasil. No meio de uma nevasca, o professor Richard Bowmaster bate no carro de Evelyn Ortega e lhe entrega seu cartão, para acionar o seguro. Mais tarde, ela, uma imigrante ilegal da Guatemala, aparece em sua casa desesperada. Sem entender o que ela diz, Richard pede ajuda a sua vizinha e inquilina, a chilena Lucía Maraz.


Os três personagens têm um passado triste e conturbado e a narrativa entremeia essas suas histórias com o presente. Cada um veio de um país e foi viver em outro, para no final se encontrarem em Nova York. Eu me emocionei com eles e também aprendi bastante, inclusive sobre meu próprio país.

Más allá del invierno é um livro que tem um monte de coisas ruins juntas: assassinato, gangues,  ditadura... Mas com uma história envolvente que, no final, se torna um romance. Gostei bastante e quero ler os outros livros da autora. O livro já foi publicado no Brasil pela editora Bertrand, com o título Muito além do inverno.

Outras capas:


Nota:

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