7 de abril de 2018

Sempre Vivemos no Castelo

Meu nome é Mary Katherine Blackwood. Tenho dezoito anos e moro com a minha irmã Constance. (...) Gosto da minha irmã Constance, e de Richard Plantagenet, e de Amanita phalloides, o cogumelo chapéu-da-morte. Todo o resto da minha família morreu.

Mary Katherine, mais conhecida como Merricat, mora com sua irmã Constance , o tio Julian e seu gato Jonas na antiga casa da família Blackwood. Todo o resto da família morreu de envenenamento e a suspeita do crime foi Constance. Ela foi inocentada, mas desde então o trio sofre preconceito dos outros moradores do vilarejo. Quando o primo Charles chega na casa dos Blackwood, tudo irá mudar para essa família.

Sempre Vivemos no Castelo é um livro sensacional e é difícil explicar o motivo sem dar spoilers, mas vou tentar.

Primeiro, a protagonista/narradora. Merricat manipula nós, leitores, sem que nos damos conta disso. Em alguns momentos achei a garota um pouco macabra, mas depois vi como a autora me fez concordar com ela.

Segundo, o povo do vilarejo. Lembram do povo do filme A Bela e a Fera, que era basicamente uma massa não-pensante, que tinha raiva da Belle e do seu pai porque eles raciocinavam e criavam soluções para os problemas do dia-a-dia? É igual. Assim como Merricat, fiquei com ódio de todo mundo e queria que eles caíssem mortos (viram como a narradora me fez pensar igual a ela?).

Eu só fui entender o que significava o título do livro quando o grande mistério foi revelado. Aí tudo se encaixou e eu percebi como a autora foi genial escrevendo como Merricat. Mas deixo aí para vocês lerem e tirarem suas próprias conclusões.

Sempre Vivemos no Castelo foi meu primeiro contato com Shirley Jackson - que foi referência para grandes nomes da literatura de terror e fantasia, como Stephen King e Neil Gaiman. Não vejo a hora de ler mais trabalhos dela.

Imagem original: Pinterest

Nota:

Related Posts with Thumbnails