18 de janeiro de 2018

Murder, She Barked

It hadn't been the best day. And now rain fell so hard on the windshield that the wipers whisked back and forth in overtime. If the needle on my gas gauge dipped any closer to E, it would turn into one of my top-ten worst days, and that was saying a lot, considering that I'd recently left my job without any prospects.

(Não estava sendo o melhor dia. E agora, a chuva caía tão forte no pára-brisa que os limpadores passavam de um lado para o outro em horas extras. Se o ponteiro da gasolina mergulhasse mais perto de E, esse se transformaria em um dos meus dez piores dias, e isso dizia muito, considerando que eu recentemente deixara meu emprego sem perspectivas.)

Quando recebe um telefonema de sua avó, Holly Miller encara uma viagem de seis horas com o carro emprestado do namorado, Ben, até o hotel que ela gerencia em Wagtail Mountain. No caminho, ao parar para abastecer, uma cachorrinha suja e faminta entra no carro sem ela ver. Holly não tem outra escolha senão levá-la consigo.

O hotel da avó chama-se Sugar Maple Inn e é definitivamente um lugar em que eu gostaria de passar minhas férias! Fica em uma cidadezinha no meio das montanhas e é um resort para cachorros e gatos. A cidade toda, aliás, adora animais. Holly logo faz amizade com Twinkletoes, uma gatinha tricolor que vive no hotel e a adota assim que a vê (a gata adota a humana, não o contrário, como costuma acontecer com os gatos).


Mas nem tudo são flores em Wagtail. Holly quase atropela um homem no caminho e presencia uma explosão. Ao chegar no hotel, descobre que um dos funcionários foi atropelado e não deve ter sido um acidente... Com a ajuda de seus novos amigos peludos, Holly começa a investigar o mistério.

Adorei tudo nesse livro! Tem animais, romance e um mistério digno de Agatha Christie. Infelizmente, Murder, She Barked ainda não foi publicado no Brasil, mas é possível encontrar o paperback e o e-book, em inglês, na Amazon. Este é o primeiro livro da série Paws and Claws Mystery, porém a história é fechada e o mistério é todo resolvido neste. Mesmo assim, não vejo a hora de voltar a Wagtail Mountain.

Outras capas:


Nota:

15 de janeiro de 2018

A Praça do Diamante

A Julieta veio até a confeitaria expressamente para me dizer que, antes do sorteio da prenda, iam sortear cafeteiras, que ela já as tinha visto: lindas, brancas, com uma laranja pintada, partida ao meio, os caroços à mostra.

Com essa frase aparentemente singela se inicia A Praça do Diamante, um de minhas últimas leituras de 2017 e também uma das melhores do ano. Um livro que certamente eu não leria por livre e espontânea vontade, se não tivesse assinado a TAG Livros em dezembro. Já comentei aqui no blog que no ano passado senti uma vontade de ler livros diferentes dos que costumo ler e, após ler A Praça do Diamante, percebi que assinar a TAG foi uma decisão certeira.

No kit da TAG veio um livrinho que me ajudou a entender o contexto do livro e a história da autora. Foi essencial para que eu entendesse o que estava acontecendo na Catalunha quando o livro foi escrito. Quem não tem o kit pode dar uma olhada na Wikipedia, pois a leitura se torna mais prazerosa quando entendemos o contexto do livro.


O livro começa antes da Guerra Civil Espanhola, nos anos 1930. Natàlia, mais conhecida por nós pelo seu apelido Colometa (pomba, em catalão), é quem narra a história. Ela começa na Praça do Diamante, Barcelona, onde conhece Quimet, que se tornaria seu marido. A autora, Mercè Rodoreda, inspirou-se em um relacionamento abusivo que ela mesma viveu para escrever sobre a relação entre os dois. Tinha horas que eu queria bater a cabeça do Quimet na parede, sério. Dá pena de Colometa e vemos como é difícil para ela sair da situação em que se enfiou.

Apesar dos temas pesados (agressão doméstica, guerra, fome), a escrita da autora é tão leve que a leitura se torna deliciosa. Eu não conseguia parar de ler o relato de Colometa e fiquei triste quando o livro terminou. O final, aliás, é daqueles em que a gente lê em um fôlego só - não só porque queremos saber o que vai acontecer em seguida, mas porque o último capítulo tem 9 páginas e apenas um parágrafo. Ao contrário do que se pensa, isso não o torna cansativo, mas mais emocionante, graças à escrita de Rodoreda.

A Praça do Diamante é um livro maravilhoso, com uma história simples mas que conquistou meu coração com a escrita da autora. Recomendo.

Outras capas:


Nota:

11 de janeiro de 2018

Our Chemical Hearts

I always thought the moment you met the great love of your life would be more like the movies. Not exactly like the movies, obviously, with the slow-mo and the hair blowing in the breeze and the swelling instrumental soundtrack. But I at least thought there would be something, you know?

(Eu sempre pensei que o momento em que você conhecesse o grande amor de sua vida seria mais como o cinema. Não exatamente como os filmes, obviamente, com a câmera lenta e os cabelos soprando na brisa e a trilha sonora instrumental bombástica. Mas, pelo menos, pensei que haveria algo, sabe?)

Henry Page é um garoto de 17 anos bem normal. Nunca teve uma namorada, mas tem dois melhores amigos e adora ler e escrever. Ele é selecionado para ser o editor do jornal da escola, junto com Grace Town, uma garota esquisita, que usa roupas masculinas, tem o cabelo ensebado e anda com uma bengala. Ela é misteriosa e tem alguns problemas relacionados ao seu passado. Inexplicavelmente, Henry se apaixona imediatamente por ela.

Esse é um daquelas livros comprados pela capa. Acho lindos esses peixes azuis, que parecem saltar do papel. Quando vi que o e-book estava por apenas R$3 na Amazon então, era a oportunidade perfeita para ler.

Gostei bastante do narrador, Henry. Ele dosava comédia e drama na medida certa. Também virei fã de sua amiga Lola (já Muz achei bem irritante). Grace era um enigma que ia se desenrolando com o passar das páginas. Não tenho muita opinião sobre ela além de que a entendia por ser daquele jeito.


O enredo tem elementos similares a outro livro que li recentemente, All the Bright Places (Por lugares incríveis no Brasil). Então creio que quem gostou de um irá gostar do outro. As duas leituras foram intensas e com personagens bem desenvolvidos. Recomendo.

Obs: O livro foi publicado no Brasil em Março/2017, com o título A Química que Há Entre Nós, pela editora Globo Alt.

Outras capas:


Nota:

8 de janeiro de 2018

Elon Musk: Como o CEO bilionário da SpaceX e da Tesla está moldando o nosso futuro

"Não sou um investidor. Gosto de tornar reais tecnologias que considero importantes para o futuro e, de alguma forma, úteis."

Se você ainda não ouviu falar de Elon Musk, certamente ouvirá em breve. Comparado ao fictício Tony Stark, Elon é um bilionário empenhado em mudar o mundo (além de ganhar muito dinheiro). Se você não conhece seu nome, já deve ter ouvido falar das empresas que ele construiu: PayPal, Tesla e SpaceX (que esteve nas notícias recentemente por ter seu mais recente lançamento confundido com um OVNI).

Fazia tempo que queria saber mais sobre ele e por isso comprei esta biografia em e-book. As partes que mais gostei foram os relatos das origens das três empresas citadas anteriormente. É possível perceber que não foi fácil chegar onde ele chegou, que a Tesla quase faliu várias vezes, assim como a SpaceX. Sua mais recente aposta é o Hyperloop, uma nova espécie de trem de super-velocidade, que estou torcendo para poder conhecer ainda nesta vida.

O ponto negativo do livro vai para o modo como o autor, Ashlee Vance, retrata as mulheres ligadas a Musk: apresentadas primeiro pelas descrições físicas. Musk é milionário mas também é muito inteligente, então não é possível que esses atributos tivessem mais importância para ele do que qualquer outro (as descrições são feitas assim até em relação a mulheres que trabalharam com ele, não só às esposas). Não pude deixar de pensar que, se uma mulher tivesse escrito a biografia, teria sido muito diferente.


Recomendo este livro para quem gosta de tecnologia e para quem quer acreditar que ela pode mudar o mundo para melhor. Lógico que, como toda biografia autorizada, é preciso ler com um pé atrás, pois há uma certa idolatria nas páginas. Porém, já é um bom começo para conhecer melhor esse gênio chamado Elon Musk.

Outras capas:


Nota:

4 de janeiro de 2018

Wanderlost

She needs me. She needs me.
My sister has never (not once, not ever) needed me.
I'm going to regret this with every fiber of my being.
I already am.
But that doesn't stop me from whispering, "Okay".

(Ela precisa de mim. Ela precisa de mim.
Minha irmã nunca (nem uma vez, nunca) precisou de mim.
Eu vou me arrepender disso com todas as fibras do meu ser.
Eu já estou arrependida.
Mas isso não me impede de sussurrar, "Ok".)

Esse livro foi mais um que encontrei por acaso fuçando em uma livraria (é por isso que ainda gosto de ir em livrarias físicas, a gente sempre acha alguma coisa diferente). A capa fofinha e o título me chamaram a atenção. O título é um trocadilho de wanderlust (vontade de viajar) com lost (perdido). Como eu adoro viajar, acabei comprando sem ler a sinopse ou resenhas.

A história é narrada por Aubree, de 17 anos. Sua irmã mais velha, Elizabeth, irá trabalhar de guia de viagem na Europa para um grupo de idosos, e ela precisa muito ir nessa viagem para conseguir seu próximo emprego. Porém, Aubree faz uma festa na casa dos pais e a irmã sem querer leva a culpa por oferecer álcool a menores de idade (nos EUA o álcool é permitido apenas para maiores de 21 anos e, ao contrário daqui, eles levam isso muito a sério). Por isso, Elizabeth não pode mais viajar, mas monta o plano perfeito de mandar a irmã em seu lugar. Aubree nunca nem saiu de sua cidade, e agora vai precisar ir para outro continente fingindo ser sua irmã.


Eu esperava uma leitura mais bobinha até, mas Wanderlust me surpreendeu. Tanto Aubree quanto Elizabeth aprendem e amadurecem muito no decorrer da história. Aubree começa muito insegura, confusa e atrapalhada, e é outra pessoa quando o livro termina. A viagem pela Europa é uma delícia de acompanhar, me senti lá com os velhinhos, que também foram uma ótima companhia. O final é um pouco previsível mas não deixou de me emocionar.

Recomendo este livro para quem quer uma leitura leve e viajar sem sair do lugar. O único ponto negativo é que o bichinho da viagem mordeu aqui, fiquei na maior vontade de fazer o roteiro do livro...

Obs: livro inédito no Brasil.

Outras capas:


Nota:

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