29 de maio de 2017

Em Nossa Próxima Vida

A última vez em que estiveram juntos foi tarde da noite e estavam sendo seguidos.
- Está acontecendo de novo - disse Kate, arrependendo-se na mesma hora. Matthew não respondeu, apenas apertou a mão dela com um pouco mais de força. Kate sabia o que aquilo significava. Iam morrer.

Em Nossa Próxima Vida conta a história de amor de Kate e Matthew, em quatro períodos diferentes.

Em 1745, Kate é uma nobre e Matthew é um criado, em Carlisle, Inglaterra. Em 1854, Kate se disfarça de homem para trabalhar ao lado de Matthew, um repórter que irá cobrir a situação das tropas inglesas na guerra. Em 2019, eles são dois cientistas, que foram mortos e acusados de terrorismo. E, em 2039, eles são dois estudantes universitários, que acabaram de se conhecer - mas sentem que se conhecem há muito tempo.

A premissa do livro é ótima. Quando iniciei a leitura, não sabia se o livro era sobre viagens no tempo ou vidas passadas, mas logo mergulhei na história de Kate e Matthew. Meu período preferido foi 1854 - adorei como a Kate era desafiadora em relação às regras ditadas às mulheres de sua época. Já o casal de 2019 eu detestei. Os dois eram muito infantis, a ponto de ser forçado. Não eram nada condizentes com os cientistas geniais que todo mundo diziam que eram.

Créditos: Alice Oseman

Eu gostei bastante da narrativa e estava louca para chegar logo ao final para saber por que diabos existiam quatro Kates e Matthews em diferentes lugares no espaço-tempo. Porém, ao chegar no final, a decepção: o livro termina corrido, sem dar explicação alguma! Isso porque tem um segundo livro, The Last Beginning (inédito no Brasil). Achei muita sacanagem o livro não dar indicação alguma de ser uma série, na sinopse ou na capa.

Apesar de ter gostado do livro (exceto pelo final e pelo casal de 2019), lendo a sinopse da continuação ela não me atraiu. Uma pena Em Nossa Próxima Vida ter terminado assim, pois a história prometia ser melhor que isso.

Outras capas:


Nota:

25 de maio de 2017

Filme: Regressão


1990. Os Estados Unidos está aterrorizado por suposto rituais satânicos acontecendo por todo o país.

Angela Gray, de dezessete anos, foge de casa e alega que seu pai a estuprou em um desses rituais. O problema é que ele não lembra de nada disso, mas de uma coisa ele tem certeza: sua filha nunca mente. O detetive Bruce Kenner investiga o caso. Ele conta com a ajuda do psicanalista Kenneth Raines, especialista em hipnose e regressão.

Só pelo elenco já vale a pena ver esse filme: Emma Watson (nossa eterna e querida Hermione), Ethan Hawke (sou fã desde Sociedade dos Poetas Mortos) e David Thewlis (o professor Lupin, também de Harry Potter). O filme foi dirigido e escrito por Alejandro Amenábar, o mesmo de Os Outros.

Eu gostei bastante do filme! O tempo inteiro fiquei questionando sobre a sanidade dos personagens, seus motivos e quem estaria certo nessa história. Recomendo!



Obs: Filme disponível no Netflix.

Nota:

22 de maio de 2017

Boneco de Pano

Wolf chamou a atenção dele para o braço direito do monstrengo, que se estendia para a frente, sustentado por dezenas de fios de náilon. A palma da mão era bem mais clara que o roxo do resto da pele e das unhas perfeitamente cortadas, e outros tantos fios, fazendo as vezes de tendões, estiravam o dedo indicador. Verificando se não havia ninguém por perto para ouvir, Wolf sussurrou para Simmons:
– Ele está apontando pra minha janela.

Após quatro anos, o detetive William "Wolf" Fawkes está de volta à ativa, para investigar um caso bizarro. Foi encontrado não um, mas seis corpos de uma vez. Seis pedaços de cadáveres foram costurados e presos ao teto, imitando um boneco de pano. E tudo isso em um apartamento em frente ao de Wolf.

O caso remonta a outro que aconteceu anos atrás, um julgamento que terminou com o bandido de volta às ruas. É o caso do Cremador, um serial killer que foi julgado inocente, mas que assim que saiu voltou a matar. O caso pôs à prova a honestidade de Wolf.

Não bastasse tudo isso, com o novo cadáver - ou cadáveres - surge uma lista com seis nomes, que seriam as próximas vítimas do novo assassino. E o último deles é o próprio Wolf.

Luther (imagem original: Collider)

Wolf me lembrou de cara o detetive Luther, da série de mesmo nome, interpretado pelo (meu amado) Idris Elba. Os dois são linha-dura, inteligentes e têm um passado polêmico em relação a um caso. Além disso, querem justiça e fazem o que for preciso para obtê-la.

Já a história me lembrou a série de TV Criminal Minds - outra que eu adoro. Ao mesmo tempo em que tenta desvendar o crime, Wolf tem que encontrar as pessoas da lista para evitar que elas se tornem as próximas vítimas. É uma narrativa frenética, a qual queremos chegar logo ao final para descobrir quem é o assassino.

Particularmente, não gostei muito do final do livro, mas até que foi satisfatório. Este é o primeiro livro da série Detetive William Fawkes, então, felizmente, logo teremos mais Wolf por aí.

Outras capas:


Nota:

Livro cedido para resenha pela Editora Arqueiro.

19 de maio de 2017

Em Algum Lugar nas Estrelas

Se eu soubesse o que havia para saber sobre Early Auden, o mais estranho dos garotos, poderia ter sentido medo ou, pelo menos, ficado longe como todos os outros. Mas eu era novo tanto na Escola para Meninos Morton Hill quanto em Cape Fealty, Maine. Na verdade, era novo em qualquer lugar que não fosse o nordeste do Kansas.

Estamos no meio dos anos 1950, perto do término da Segunda Guerra Mundial. Após a morte da mãe, Jack é deixado pelo pai em um internato no Maine. Lá, ele conhece Early, um garoto estranho e diferente dos outros. Ele tem várias manias. Cada dia da semana ele ouve um artista diferente - exceto se estiver chovendo, pois Billie Holliday é para dias de chuva.

Quando chega o Natal, os outros meninos deixam a escola para passar as festas com suas famílias, mas Jack e Early não têm para onde ir. Juntos, os dois embarcam na maior aventura de suas vidas.

Vamos começar a analisar o livro pela capa? Pois foi justamente por causa dela que eu comprei. Não sabia nada da história desse livro, mas já tinha me apaixonado pela capa. O projeto gráfico da Darkside Books está perfeito. Aposto que ninguém reclamou do fato de terem mudado a capa original, pois o livro (de capa dura) ficou lindo demais.


Sobre a história, eu gostei mas certamente não se tornou uma favorita. Achei o livro cansativo em algumas partes e Early e Jack me irritaram em outras. Eu não havia lido a sinopse antes (e não recomendo ler, tem um spoiler lá). Por isso, só fui entender por que Early se comportava daquele jeito quando li a nota da autora, no final do livro.

De qualquer modo, a história é bonitinha e também tem bastante aventura. Creio que agradará também os leitores mais novos. E agora, se me dão licença, vou ouvir um pouco de Billie Holiday, porque está caindo uma tempestade aqui.

Outras capas:


Nota:

16 de maio de 2017

Minimalism: Live a Meaningful Life

Conformity is the drug with which many people self-medicate. Not happy? Buy this. Buy that. Buy something. Keep up with the Joneses, the Trumps, the Kardashians. After all, you can be just like them, right?

(Conformidade é a droga com que muitas pessoas auto-medicam. Infeliz? Compre isso. Compre isso. Compre algo. Mantenha-se com os Joneses, os Trumps, os Kardashians. Afinal, você pode ser como eles, certo?)

Outro dia assisti um documentário no Netflix que amei. Chama-se Minimalism: a documentary about the important things. Ele conta a história de Joshua Fields Millburn e Ryan Nicodemus, entre outros, que deixaram a vida regada a consumo nos Estados Unidos, para viver uma vida mais simples, focada nas coisas realmente importantes da vida.

Gostei tanto do documentário que no dia seguinte tirei 5 sacolas grandes de roupas e sapatos do meu armário. E, olha, funciona: depois desse processo me senti mais leve, e hoje me sinto melhor ao olhar para o armário.

Fui atrás de mais material sobre os "minimalistas" Joshua e Ryan. Descobri o blog deles (theminimalists.com), com vários textos legais, e também este e-book na Amazon.

O livro, porém, é bem diferente do documentário. Ele foca em cinco áreas da vida que formam uma vida significativa: saúde, relacionamentos, paixões, crescimento e contribuição. Eu gostei de alguns trechos, outros eu achei meio fora da realidade, mas ainda foi uma leitura agradável.

Para quem também já está cansado dessa sociedade que só se interessa por comprar e consumir, e quer mudar um pouco, recomendo começar pelo documentário do Netflix. E boa faxina para você.

Outras capas:


Nota:

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