25 de setembro de 2017

As Terras Devastadas (releitura)

3º livro da série A Torre Negra.
Atenção! Esta resenha contém spoilers dos livros anteriores da série!

Resenhas anteriores:
1. O Pistoleiro
2. A Escolha dos Três

Era a terceira vez dela com munição de verdade... e a primeira vez a sacar do coldre que Roland lhe preparara.

Eddie, Susannah e Roland continuam sua jornada rumo à Torre Negra. Ao mesmo tempo, na Nova York dos anos 1970, Jake Chambers procura um modo de retornar ao Mundo Médio.

Esse livro é uma verdadeira viagem! O ka-tet de Roland passa por diversos lugares diferentes, até encontrarem um modo de transporte mais rápido, que irá levá-los para mais perto da Torre. Esse transporte é um dos personagens mais assustadores e memoráveis dos livros do King: o Mono Blaine, um trem com inteligência artificial que gosta de enigmas. Também somos apresentados ao Oi, um bichinho que conquistou meu coração assim que surgiu.

Eu reli este livro na mesma semana em que assisti o filme no cinema, e não pude deixar de fazer comparações, principalmente em relação aos pais de Jake. No livro, os dois pais dele estão vivos mas eles não estão nem aí para ele - para vocês terem noção, o pai é viciado em cocaína e paga um colégio caro só para não ter que lidar com o próprio filho. Por isso, Jake não pensa duas vezes em deixar seu mundo para trás para se juntar a Roland, Eddie e Susannah.


O único ponto negativo do livro são os problemas de tradução, que poderiam ser solucionados com simples buscas no Google. Vou deixar os enigmas de lado porque dependem muito de jogos de linguagem (apesar que o enigma da porta ficou muito esquisito, valia uma nota de rodapé explicando o original). O erro mais bizarro é um lugar chamado Tower of Power Records, que traduziram como... "Torre da Power Records". Era só procurar no Google para ver que é uma homenagem a uma banda americana da década de 1970, não tem nada a ver com torre.

Felizmente, os erros são poucos e não são suficientes para tirar a magia da narrativa do King. Como eu já tinha os livros em português (publicados pela editora Objetiva no início dos anos 2000), estou relendo assim mesmo, mas esse tipo de coisa me faz cada vez mais estudar e ler em inglês.

Outras capas:


Nota:

21 de setembro de 2017

Absolutely Captivated

2º livro da trilogia Fates. Atenção! Esta resenha contém spoilers do livro anterior da série!

Resenha do livro anterior:
1. Simply Irresistible

She could still hear the words as if they were being spoken for the first time: You shall find your true love near Faerie, if you don't lose yourself inside its ever-changing walls.
(Ela ainda podia ouvir as palavras como se estivessem sendo faladas pela primeira vez: você encontrará seu amor verdadeiro perto de Faerie, se você não se perder dentro de suas paredes sempre em mudança.)

Travers Kinneally recebe um pedido inusitado de sua irmã, Vivian. Ele precisa levar três mulheres estranhas até Las Vegas, para que elas encontrem uma detetive chamada Zoe Sinclair. Junto com ele vai seu filho Kyle, de onze anos.

Travers não acredita em magia. Mesmo ele tendo um estranho relacionamento com números, e seu filho já apresentando alguns dons similates aos de sua tia Vivian. Seria impossível, então, que as três mulheres fossem as Fates da mitologia grega, e que Zoe, uma mulher linda, tivesse mais de oitenta anos...

Eu gostei de Travers e Zoe como personagens, mas achei o romance entre eles muito instantâneo e forçado. Também achei que a história não foi tão dinâmica quanto a anterior. Demora demais para acontecer alguma ação, e quando acontece o livro já termina.

Quem me fez gostar desse livro foi Kyle. O garoto é demais: inteligente, gosta de Harry Potter e até fica de babá das Fates. Várias cenas engraçadas acontecem por causa do dom dele de ler mentes, e o desenvolvimento do relacionamento dele com o pai também foi interessante.

Absolutely Captivated não é tão bom quanto o livro anterior, mas ainda foi uma boa leitura, leve e divertida. Vamos ver como a trilogia irá terminar no próximo livro.

Obs: A modelo da capa não tem nada a ver com a Zoe que imaginei. Na minha cabeça ela era a atriz Lesley-Ann Brandt (que interpreta Mazikeen na série Lucifer), provavelmente porque o jeito das duas personagens é parecido.

Outras capas:


Nota:

18 de setembro de 2017

A Garota das Laranjas

Meu pai morreu há onze anos. Na época, eu nem havia completado quatro. Não esperava voltar a ter notícia dele, no entanto agora nós estamos escrevendo um livro juntos.

O adolescente Georg encontra uma carta que estava escondida há onze anos. Ela foi escrita pelo seu pai, que morreu quando ele tinha apenas quatro.

O livro mistura a narrativa de Georg, em primeira pessoa, com a carta. Essa carta é, basicamente, uma declaração de amor. O pai conta como conheceu a garota das laranjas, uma menina que lhe intrigou por anos. Lendo a carta, Georg começa a questionar coisas sobre sua própria vida que nunca havia pensado.

Eu adoro os livros do norueguês Jostein Gaarder - recentemente publiquei aqui no blog a resenha do livro A Biblioteca Mágica de Bibbi Bokken. Porém, não achei A Garota das Laranjas tão mágico e interessante quanto os outros que li.

A carta do pai de Georg é enrolada e cansativa, pois dá voltas e voltas em torno do mesmo assunto. Eu não aguentava mais ouvir falar da garota das laranjas. E, quando ela finalmente reapareceu, fez algo que só me deixou com raiva dela.

No final, o livro todo é uma história de amor - de um homem por uma mulher e pelo filho. É uma história bonitinha e de escrita fácil, mas que não conseguiu me prender.

Outras capas:


Nota:

14 de setembro de 2017

A Filha do Louco

Quando eu limpava aquelas salas, tarde da noite, depois que os alunos de medicina voltavam para as suas camas quentes e confortáveis, o som do meu escovão ecoava nas salas cirúrgicas, passando pelos corredores tortuosos e indo até os depósitos onde eles armazenavam coisas que pareciam ter saído de pesadelos. (...) Ser filha do meu pai fazia com que eu não me impressionasse com aquilo. Meus pesadelos continham coisas mais tenebrosas.

Juliet Moreau é uma adolescente que trabalha em Londres como faxineira, vivendo de pagamento em pagamento. Mas sua vida nem sempre foi assim. Antes, ela e seus pais tinham uma vida confortável, até que inúmeros rumores fizeram com que o Dr. Moreau desaparecesse. Depois, sua mãe, morreu, deixando-a sem outra opção a não ser aceitar qualquer emprego para viver.

Os boatos dizem que o doutor está morto... Mas Juliet encontra uma pista de que isso não é verdade. Seguindo-a, ela acaba encontrando Montgomery, seu amigo de infância, que pode levá-la até seu pai. Este último encontra-se isolado em uma ilha, trabalhando em seus novos experimentos...

Se você reconheceu os nomes assim que leu os parágrafos acima: parabéns, você tem um bom conhecimento de ficção científica! A Filha do Louco é baseado no clássico de H. G. Wells A Ilha do Dr. Moreau. É uma releitura da história, sob o ponto de vista de uma suposta filha do médico/louco. Eu não li o livro original, mas por ser um clássico já conhecia a história em geral. Talvez por esse motivo, A Filha do Louco foi um livro que não me prendeu tanto. Era tudo muito previsível e desde o início eu já havia adivinhado como iria terminar.

Outro ponto que não gostei foi que tem triângulo amoroso. É forçado e não convence. Além disso, a história toda é meio confusa. Juliet, Montgomery e Edward vão e voltam toda hora naquela ilha. Precisam fugir do Dr. Moreau, mas precisam voltar para a casa dele para pegar alguma coisa e aí ficam nesse vai-não-vai. Isso aconteceu diversas vezes e cansou.

Nem só de pontos negativos vive o livro. A narrativa é meio sombria e com clima de Inglaterra vitoriana, o que chama a atenção. Por isso, acabei dando três estrelas - foi um bom entretenimento, mas não leria novamente.

A Filha do Louco tem duas continuações (desnecessárias, na minha opinião), que não foram publicadas no Brasil.

Outras capas:


Nota:

11 de setembro de 2017

American Horror Story: Hotel


Hotel é a 5ª temporada da série de TV American Horror Story. Esta resenha NÃO contém spoilers das temporadas anteriores, pois cada uma conta uma história diferente.

Resenhas das temporadas anteriores:
1. Murder House
2. Asylum
3. Coven
4. Freak Show


Esta temporada revolve em torno do Hotel Cortez, um hotel em Los Angeles construído nos anos 1920 por James March. É óbvio que muitas mortes aconteceram e acontecem ali. E, quem morre, continua "vivendo" no hotel eternamente...

Hotel marca a estreia de Lady Gaga na televisão, no papel da Condessa, uma espécie de vampira imortal. Eu gostei dela na série e achei que o papel tinha tudo a ver com ela, pois ela usava diversas roupas extravagantes. Dois atores se destacaram, também, para mim. Denis O'Hare está maravilhoso no papel da transgênero Liz, e o bonitão - e também assustador - Finn Wittrock aparece em dois papeis diferentes.

Não gostei desta temporada tanto quanto da anterior (Freak Show), mas ainda gostei bastante. O começo foi um pouco lento, mas depois de alguns acontecimentos não conseguia mais parar de assistir. American Horror Story continua sendo uma das minhas séries favoritas, pelos sustos e pelos bons atores e personagens. Então, façam o check in no Hotel Cortez e tenham uma boa estadia!
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