28 de abril de 2017

Série: American Horror Story - Murder House


Assisti American Horror Story pela primeira vez quando ela estreou no Brasil (na Fox, acho), em 2011. Na época, vi só os dois primeiros episódios, mas não gostei muito e parei de acompanhar. Seis anos depois, em 2017, depois de ler resenhas positivas em vários blogs, e de descobrir que cada temporada é uma história fechada, resolvi dar mais uma chance à série. E viciei.

A primeira temporada, intitulada Murder House, conta a história da família Harmon, que se muda para Los Angeles após uma crise no casamento (a esposa flagrou o marido com outra na cama). Mas, adivinha?? A casa é assombrada! Dezenas de pessoas já morreram ali e elas continuam no lugar. Com isso, o que era para ser um recomeço para os Harmon, logo se torna outro inferno.

O primeiro episódio realmente é o pior de todos e não foi à toa que desisti da série naquela época. É uma mistura de várias cenas de filmes de terror e quem já viu vários também não vai ver nada de mais. Porém, a medida em que somos apresentados aos outros personagens e à história da casa, só melhora. No final eu estava emendando um episódio no outro, e é muito difícil eu fazer isso.

Gostei bastante da história e o final foi bem satisfatório (arrisco a dizer feliz?).

As quatro primeiras temporadas de American Horror Story estão disponíveis no Netflix.

26 de abril de 2017

The Mirk and Midnight Hour

The mare let out a soft nicker, breaking the spell. I stood, stroking her neck and gazing into luminous brown eyes. "What happened to your master?", I whispered. I almost expected her to open her mouth and answer.

(A égua deixou escapar um relincho macio, quebrando o feitiço. Fiquei de pé, acariciando seu pescoço e olhando seus luminosos olhos castanhos. "O que aconteceu com seu mestre?", eu sussurrei. Quase esperava que ela abrisse a boca e respondesse.)

1861, início da Guerra Civil nos Estados Unidos. Violet Dancey é uma garota de 17 anos, que já perdeu seu irmão na guerra e agora dá adeus a seu pai, que está saindo de casa para lutar. Ele a deixa com sua nova madastra, sua nova irmã e seu priminho, Seeley.

Um dia, andando pela floresta, ela encontra Thomas, um soldado ferido. Apesar de seu uniforme indicar que ele está do outro lado da guerra, ela e Seeley começam a encontrá-lo às escondidas e a cuidar dele. Além disso, Violet tem que se preocupar com seu outro primo, Dorian, que talvez não seja mais a mesma pessoa com quem brincava anos atrás.

Gosto bastante de livros com fundos históricos. Essa parte é bem desenvolvida e o livro trás discussões importantes, através da mudança de pensamento da Violet. No início, ela não entende por que o Norte quer libertar os escravos (sua melhor amiga, Laney, é escrava de sua família); mas felizmente, quando ela conhece Thomas ela começa a questionar o por que deles (o Sul) manter as pessoas escravas.

O ponto que o livro escorregou, para mim, é na parte sobrenatural. Tem uma outra família envolvida na história, que supostamente tem poderes sobrenaturais, porém fica tudo muito mal explicado.

The Mirk and Midnight Hour é um livro que podia ser melhor. No final, foi uma leitura satisfatória. Que eu saiba, é inédito no Brasil.

Nota:

24 de abril de 2017

Labirinto

"Mas a garota sabia", continuou Sarah, "que o Rei dos Duendes prenderia o bebê em seu castelo para todo o sempre, e o transformaria em um duende. E, ainda, ela sofreu em silêncio, por um mês inteirinho... até que, uma noite, cansada de um dia de escravidão nos serviços domésticos, e magoada além da conta pelas duras palavras de ingratidão da madrasta, ela não conseguiu aguentar mais."

Labirinto é um livro baseado no filme (de 1986) de mesmo nome. Apesar de eu não gostar de novelizações de filmes, como esse é um dos meus filmes preferidos de todos os tempos, quando vi esse lançamento eu precisei ter. E não me arrependi.

Para quem não assistiu esse clássico, segue a história. Sarah é uma garota de quinze anos e fica encarregada de cuidar de seu irmãozinho Toby, quando os pais saem à noite. Porém, o bebê não pára de chorar e ela está cansada de ser incompreendia pelo pai. A garota começa a declamar frases de seu livro preferido - Labirinto, no qual o Rei dos Duendes sequestra bebês indesejados. Porém, a magia se torna real! Toby desaparece e agora Sarah precisa salvá-lo. Mas, para isso, precisará entrar no labirinto.


Eu amei esse livro. Além da novelização ter sido fiel e bem escrita, ela ainda traz cenas que foram cortadas do filme original. Como já vi o filme várias vezes, enquanto lia fui repassando as cenas na minha mente. O resultado? Já quero ver o filme de novo.

A edição da Darkside Books está maravilhosa. A capa dura, com letras douradas, imita o livro que Sarah tem no filme. Ainda há ilustrações e fita marcadora de página. No final do livro, há ainda trechos digitalizados do diário de criação de Jim Henson, "pai" do filme. Para ficar ainda melhor, só faltaram fotos coloridas do filme.

Quem é fã de Labirinto não pode deixar de ter este livro na estante. Eu adorei e recomendo.

Outras capas:


Nota:

22 de abril de 2017

Eu fui: Parque Nacional Iguazú - Argentina

Oi pessoal! Chegamos ao último dia da minha viagem para Foz do Iguaçu... E hoje é dia de cruzar a fronteira e conhecer as cataratas do lado argentino!

Posts anteriores:

Primeiro, é muito fácil chegar no parque. Pedimos informação na recepção do hotel e pegamos um ônibus de linha. Chegando na Argentina, foi necessário descer do ônibus, fazer a imigração (super tranquila, só apresentar o RG) e subir no ônibus de novo. Ele nos deixou em um ponto onde passava o ônibus que vai para o parque, mas ali nos juntamos a outros turistas e dividimos um táxi.


Compramos os ingressos na entrada do parque - atenção aqui: só aceitam pagamento em dinheiro (pesos argentinos). Depois nos dirigimos à estação de trem, que leva para os principais pontos. A estação estava lotada, pois o trem só passa a cada meia hora, depois de uns 20 minutos conseguimos entrar no trem.


Praticamente todo mundo no trem desceu na última parada, que dá acesso a Garganta do Diabo. Chegando lá tem lanchonete, água e banheiros. Há uma trilha que passa por cima do rio para chegar à garganta. Para quem tiver curiosidade, dá para fazer todo o passeio no Google Street View.


E, no final, tomamos mais um banho de cachoeira... Estava tão calor que nem nos preocupamos em colocar capa de chuva, aproveitamos a água para refrescar mesmo.


Pegamos o trem de volta para a primeira estação e almoçamos um sanduíche no parque. Como estava muito quente, não estávamos com vontade de andar mais por lá, então pegamos o ônibus para Puerto Iguazú, que é a cidadezinha ali. A cidade em si eu achei bem sem graça, e por volta de 14h ela estava morta, não tinha quase ninguém na rua. Tomamos um sorvete e pegamos o ônibus de volta para o Brasil, e ao voltar para o hotel aproveitamos o final de tarde na piscina.


E assim termina o meu relato da viagem para Foz do Iguaçu! Foi um passeio que superou todas as minhas expectativas, gostei muito. Espero ter ajudado quem está planejando a se aventurar por lá.

21 de abril de 2017

Trecho: Um menino em um milhão


Ela estava esperando por ele – ou por alguém – apesar de ele não ter telefonado para avisar que viria.

– Cadê o menino? – perguntou ela da varanda, imediatamente.

– Não pôde vir – disse ele. – Você é a Sra. Vitkus?

Estava indo repor o alpiste dos comedouros, retirar o lixo e dedicar sessenta minutos do seu tempo aos cuidados da propriedade dela. Era o mínimo que podia fazer.

A Sra. Vitkus o encarou com um olhar irritado, o rosto parecendo uma maçã passada, totalmente isento de cor se não fosse pelo verde dos olhinhos luminosos e desconcertantes.

– Meus passarinhos ficaram com fome – disse. – Não consigo subir na escada.

Sua voz rascante lembrava cacos de vidro.

– Sra. Ona Vitkus? Sibley Avenue, 42?

Ele conferiu o endereço outra vez. Tinha atravessado a cidade em doisônibus para chegar até ali. A casa verde de madeira ficava no fim de uma rua arborizada, sem saída, próxima a um bosque e a uma trilha. A dois quarteirões havia uma grande loja de materiais de construção. Sentado na entrada da garagem, Quinn podia ouvir tanto os passarinhos quanto os veículos que passavam.

– Não é “senhora”, é “senhorita” – corrigiu ela, com arrogância.


É assim que começa o livro Um menino em um milhão, de Monica Wood. O lançamento da Editora Arqueiro é uma história mágica sobre o poder da amizade.
Leia o trecho completo no site da editora.
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