17 de novembro de 2011

Minha Aldeia

Dentro de sua cabeça, no fundo de seu coração, as perguntas que dirigiu à professora faziam algum sentido. Ele queria saber por que não podia haver, na cidade em que morava, algum elemento da natureza que merecesse aparecer no livro de Geografia. Parecia que só em outros lugares é que havia um grande rio, um grande lago, uma grande montanha. Nunca em sua cidade.

Felipe, 12 anos, mora na pequena cidade de Conceição do Arroio (que não sei onde fica mas imagino que seja no Sul, pelo sotaque dos personagens). Seu maior desejo é morar em uma cidade grande e conhecida - o que lhe é atendido quando seu pai anuncia que vão se mudar para um apartamento na Capital.

Este poderia ser um livro sobre um adolescente  descobrindo a si mesmo e às belezas das cidades pequenas em comparação com as grandes (pelo menos foi o que eu imaginei quando comecei a ler). Mas não. A história é uma sucessão de fatos na vida de Felipe, sem passar qualquer sentimento do protagonista ao leitor. Ele se muda para a Capital e termina a história do mesmo jeito que começou, sem qualquer amadurecimento no processo.

Gosto de histórias em que os personagens mudam com elas, mas, nesta, isso não acontece. Por isso, ela não me despertou qualquer tipo de sentimento.

O livro é bem fininho (78 páginas) e dá para ler numa sentada só. Porém, não me agradou, talvez por eu não ter mais 12 anos como o Felipe do livro. Numa época em que crianças de 10 anos lêem Harry Potter (ou seja, livros com mais de 200 páginas), acredito que a narrativa poderia ser um pouco mais complexa, trabalhando melhor o desenvolvimento dos personagens.

Nota:


Onde comprar: Americanas - R$10,32
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