10 de janeiro de 2012

O Domínio

Será que estou louco? Essa pergunta nunca me sai da cabeça. A cada nova manhã, preciso me obrigar a reler as passagens principais das minhas crônicas, ainda que só para lembrar que sou, acima de tudo, um cientista. Não, não apenas um cientista, mas um arqueólogo - alguém em busca do passado do ser humano, alguém em busca da verdade.

(trecho do diário de Julius Gabriel - página 12 do livro)

A estudante de psicologia Dominique Vasquez se vê na maior oportunidade de sua carreira: trabalhar em um asilo psiquiátrico, na equipe do reconhecido Dr. Foletta. Seu paciente: Michael Gabriel, filho do arqueólogo Julius Gabriel. Ele foi internado após a morte de seu pai, e acredita que o fim do mundo está próximo - e que o apocalipse irá ocorrer no dia 21 de dezembro de 2012. Ele vê em Dominique sua chance para escapar do asilo e tentar salvar a humanidade, usando o conhecimento que seu pai lhe deixou. Mas será que ela acreditará nele, ou o terá como louco?

Apesar do meu "resuminho" aí em cima fazer O Domínio parecer um romance, ele não é. Tem romance, mas é predominantemente um livro de ação, que mistura fatos históricos com ficção (estilo Dan Brown). Ele se baseia nas teorias relacionadas ao calendário Maia, as pirâmides do Egito e as linhas no deserto de Nazca para desenvolver o tema do fim do mundo. Pareceu-me uma mistura de Eram os deuses astronautas? com os filmes 2012 e Indiana Jones.

Eu adoro esses temas de arqueologia e mistérios antigos, portanto devorei o livro! Aliás, o primeiro capítulo já tem Big Bang, dinossauros e alienígenas. Ou seja: começa bem! O autor mistura a narrativa principal com trechos do diário do pai de Michael, e descreve tudo tão detalhadamente que até me confundi em algumas partes, pois não sabia se as descrições eram fatos ou se o autor tinha inventado. Muito do que se fala no livro é verdade, porém ele mudou algumas coisas para que se encaixassem na teoria do fim do mundo. Em alguns momentos, eu tive que parar a leitura e procurar imagens no Google para visualizar melhor, como o templo maia de Kukulcán. Me deu vontade de assistir todos os documentários do Discovery sobre esse assunto!

Uma coisa bacana no livro é que, em alguns trechos do diário, há ilustrações ou fotos explicativas. Isso faz a história parecer ainda mais que é de verdade.

Misterioso círculo em Nazca

Só tem uma coisa que não gostei no livro: o autor baseia tudo em fatos históricos (modificados ou não), porém, próximo ao final, a história vira uma coisa meio mística e sobrenatural. Não dá para explicar sem falar spoilers, mas é a única coisa na narrativa que não me agradou. Acho que o autor deveria se ater aos "fatos" até o final.

Este é o primeiro livro de uma trilogia:
  • O Domínio
  • Ressureição
  • Phobos (inédito no Brasil)

Enfim, se você gosta de arqueologia, recomendo este livro. Mas leia antes de 21 de dezembro deste ano, pois sabe-se lá como o mundo estará depois disso. ;)

OBS: Na biografia do autor, na orelha do livro, está escrito o seguinte:

É o autor da série de romances de aventura Meg, sobre um tubarão pré-histórico que sobrevive nos dias de hoje.

Novamente: tubarão pré-histórico que sobrevive nos dias de hoje. Suma, preciso desse livro!!!

Outras capas:

Nota:

Onde comprar: Submarino - R$43,90
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