2 de agosto de 2013

Charlotte Street

Aconteceu numa terça-feira.
Acredito que o barulho que se escutaria em um filme seria bum, mas não houve nenhum bum.
Nem bum, nem bang, nem batida, estrondo ou estalo.

Após um breve encontro com uma garota, Jason Priestley (não, não é o Brandon de Barrados no Baile) acaba ficando com a câmera descartável dela. Mas quem é ela? O que ela estava fazendo em Charlotte Street? E o mais importante: ele consegue encontrá-la novamente?

Coisas desse tipo não devem acontecer numa terça-feira. É história, ou então arte, não é isso.

Charlotte Street é um livro com narrativa bem-humorada, narrado pelo Jason, de 32 anos, residente de Londres. Ele divide um apartamento com Dev, que possui uma loja de videogames. O trabalho dele? Resenhista! Mas, ao contrário de nós blogueiros que resenhamos livros e o fazemos de livre e espontânea vontade, Jason ganha dinheiro por isso. Só que ele não resenha nada específico, e sim, qualquer coisa que o trabalho obrigue, de concertos de rock a novos restaurante (pra mim parece ser um trabalho bem legal). Uma coisa que achei interessante, é que ele diz que o humor dele afeta suas resenhas. Acho que isso também ocorre comigo!

A real Charlotte Street (Wikipedia)

Outro ponto interessante do livro é que Jason e Dev imaginam como a mulher misteriosa é, através das fotos. E aí surge a frase:

Não importa como alguém saia em uma foto; é o que está na parte de fora que conta.

Isso me fez pensar em quantas vezes julgamos alguém por uma foto que vimos no Facebook, sem pensar no que a pessoa realmente é ou o que está sentindo...

Bom, eu estava gostando bastante do livro, mas depois de trezentas páginas (o livro tem 399), cansei. O livro foi mais longo do que deveria, tanto que chegou ao ponto de deixar de ser bem-humorada. Eu só queria que Jason e a mulher se encontrassem logo, mas isso nunca acontecia.

A tradução estava muito boa, exceto por um erro bizarro. Vi em pelo menos dois lugares escrito que tal coisa custava X reais. REAIS. Em Londres.

Enfim, é um livro legal, mas acho que poderia ter menos páginas. Ainda assim, gostei do tom da narrativa e vou querer ler mais livros do autor, Danny Wallace.

Outras capas:

Nota:

Onde comprar: Submarino

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