21 de outubro de 2014

Outlander - A Viajante do Tempo

Não era um lugar muito provável para desaparecimentos, ao menos à primeira vista. A pousada da sra. Baird era igual a milhares de outros estabelecimentos que ofereciam hospedagem e café da manhã nas Terras Altas, a região montanhosa da Escócia, em 1945 - limpa e tranquila, com papel de parede floral desbotado, assoalhos reluzentes e um aquecedor de água operado com moedas no banheiro.

Em 1945, no final da 2ª Guerra Mundial, a enfermeira Claire Randall e seu marido Frank tiram férias em Inverness, Escócia. Ao entrar em um misterioso círculo de pedras, Claire é jogada repentinamente em 1743, quando guerreiros dominavam o país.

Eu já havia divulgado um trecho do livro aqui no blog e estava super ansiosa por esta leitura. Outlander é uma série de livros (8, até agora) que faz bastante sucesso no exterior, tanto que gerou até uma série de TV. Por esses motivos, e ainda mais sabendo que era um romance com viagem no tempo (tema que eu adoro), minhas expectativas estavam altas... E acho que por isso mesmo acabei me decepcionando tanto.

O começo do livro estava realmente muito bom. A narrativa é rica, cheia de detalhes históricos sobre a Inglaterra e a Escócia. Até aprendi alguma coisa sobre a História desses dois países, e fiquei morrendo de vontade de conhecê-los. Também achei interessante o fato de Claire se interessar pela cura através das plantas, pois é um tema que também me interessa e que gostaria de estudar um dia.


Apesar do ótimo início, a história não conseguiu se sustentar. Por que? Porque o machismo, a violência contra a mulher, a infidelidade e a homofobia presentes no livro me deixaram com raiva dele. Por exemplo, não consigo entender uma mulher tão bem sucedida, inteligente, ficar se arrastando atrás de um cara que bate nela - ao mesmo tempo em que diz que ama o marido, que ficou no "futuro" de 1945. Tudo bem que a história se passa no século 18, mas a personagem principal é do século 20. Não precisava ter sido assim.

Outro absurdo da história: Jamie é virgem. Com 23 anos. E é um guerreiro. Em que mundo isso acontece? Duvido que na Escócia do século 18, quando as pessoas só viviam até os 40 anos!

Eu ia dar 2 florzinhas para o livro, mas como o começo dele foi muito bom, acabei dando três... Mas não pretendo continuar a ler a série, um livro já me cansou o suficiente. Porém, não deixem de ler por minha causa. Leiam e tirem suas próprias conclusões; afinal, se os livros fazem tanto sucesso, é porque agradaram muitas outras pessoas. Comigo, infelizmente, não funcionou.

Outras capas:


Nota:


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Livro cedido para resenha pela editora Saída de Emergência.

Créditos das imagens: capas - Goodreads, série - BBC News.
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