17 de fevereiro de 2015

Boa noite, estranho

Kitty tinha escolhido as mesmas melhorias que Ben e eu. Suas bancadas eram de granito, o piso era de bordo e as portas duplas que davam para o jardim eram envidraçadas. Tinha uma geladeira com freezer e um fogão Viking, e entre os dois estava Kitty Cavanaugh, de bruços no chão, com uma faca Henckels de açougueiro cravada nas costas.

Kate Klein deixou Nova York para morar na pequena comunidade de Upchurch, Connecticut, junto com seu marido e três filhos pequenos. Todas as mães lá parecem perfeitas... Mas também são insuportáveis. Kate consegue fazer amizade com apenas uma, Kitty Cavanaugh... Até que a encontra morta em sua cozinha.

Eu não havia gostado muito do outro livro da Jennifer Weiner que havia lido (Dias melhores virão), mas resolvi dar uma nova chance à autora. Felizmente, deu certo!

Apesar de eu não ser mãe (só mãe de gato), é fácil se identificar e gostar de Kate. Ela é uma pessoa normal, está acima do peso, anda de calça de moletom manchada e se descabela com os filhos. Já as outras mães de Upchurch parecem ser todas perfeitas e é por isso que eu as achei insuportáveis. Eu consegui entender como Kate estava se sentindo, sua baixa auto-estima... Mas ninguém é perfeito e Kate começa a descobrir tudo que as mães perfeitas querem esconder.

Uma personagem que eu também gostei bastante foi Janie, a melhor amiga de Kate. Ela é descolada, totalmente diferente de Kate. Merecia um livro só para ela.


Apesar do livro ser em volta de um asssunto sério, o assassinato de Kitty, ele não é pesado e tem várias partes engraçadas. Porém, a edição brasileira precisa de uma revisão, pois vários diálogos estão ilegíveis, com parágrafos e travessões sobrando ou faltando. Apesar disso, eu gostei bastante da história de Boa noite, estranho e recomendo o livro!

Nota:

Outras capas:


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Livro cedido para resenha pela Editora Novo Conceito.
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