26 de fevereiro de 2018

O Alforge

Para o Beduíno, liberdade era o ar do deserto que ele respirava. Esse era o espaço aberto do possível, entre o conhecido e o negado, o espaço desabitado da expectativa entre fatos aparentes.

O Alforge é dividido em nove partes, cada uma contando o ponto de vista de um personagem, cujas vidas se cruzam em uma mesma história, passada no deserto árabe. São eles: o ladrão, a noiva, o líder, o cambista, a escrava, o peregrino, o sacerdote, o dervixe e o cadáver.

Eles não têm nome e suas histórias não têm diálogos, o que tornou a leitura mais demorada, pois é um tipo de narrativa bem diferente do que estou acostumada. O fato de repassar várias vezes a mesma parte da história também a deixou cansativa, já sabíamos o que ia acontecer com certos personagens e muitas vezes sentia que a história não ia adiante.

Foi uma leitura totalmente fora da minha zona de conforto, mas apesar desses pontos negativos, gostei de conhecê-la porque aprendi muito. O livro é cheio de termos árabes, o que fez com que eu lesse com o celular do lado, buscando-os no Google e conhecendo culturas totalmente diferentes da minha.


Além disso, o livro trata, no fundo, de explicar a Fé bahá'í, uma religião que fala sobre união e igualdade. Os personagens são de diversas religiões e partes do mundo e se unem para explicar sua mensagem. Achei essa parte linda. Independente do que se acredita, acho que o mundo precisa muito aprender a ter tolerância e respeito ao próximo.

O Alforge não foi uma leitura fácil, porém foi mais um livro que me deixou feliz pelo simples fato de ter lido. O livro faz parte do kit de fevereiro/2018 da TAG Livros e até então era inédito no Brasil. Que bom que ele já chegou aqui em uma linda edição.

Outras capas:


Nota:

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