8 de fevereiro de 2018

Retorno a Brideshead

Quando alcancei as linhas da Companhia C, no alto da colina, parei e me voltei para olhar o acampamento, que mal se descortinava lá embaixo, em meio à névoa cinzenta do começo da manhã.

Durante a Segunda Guerra, na Inglaterra, o capitão Charles Ryder reencontra um lugar que povoa suas memórias de anos: a mansão Brideshead. A partir daí, temos o relato de suas reminiscências, partilhadas por personagens memoráveis como Sebastian Flyte e sua irmã Julia.

Certamente eu não teria lido esse livro se não tivesse vindo em uma caixinha da TAG Livros. E, também, não o teria entendido se não fosse a revista que veio na caixa, explicando a história do autor, Evelyn Waugh, e sua relação com a história do livro, que é quase autobiográfico.

Quando terminei a leitura, precisei de um tempo para digeri-la, pois não estava certa se havia gostado ou não. Posso dizer, com certeza, que detestei Sebastian e todos os residentes de Brideshead. Ele é o estereótipo do rico mimado, que não faz nada de útil com sua vida e só fica bebendo, enquanto os outros se preocupam com ele (inutilmente, na minha opinião).

Kit da TAG Livros de janeiro.

No final, eu gostei da leitura. Foi completamente diferente de tudo que já li - como costuma acontecer com os livros da TAG, pelo que estou percebendo. O que mais gostei foram as ricas discussões entre Ryder e os parentes de Sebastian - ele, agnóstico e os outros, religiosos fervorosos, mostrando dois pontos de vista em relação a vários temas.

Retorno a Brideshead já foi adaptado duas vezes. A primeira em 1981, em uma minissérie de 11 episódios, e a segunda em 2008 como longa-metragem. É um clássico que vale a pena ler para conhecer a decadência da aristocracia inglesa, no início do século XX.

Outras capas:


Nota:

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