18 de abril de 2018

Os Próprios Deuses

Tinha acontecido trinta anos antes. Frederick Hallam era um radioquímico, com a tinta ainda fresca em sua tese de doutorado e sem o menor indício de ser alguém capaz de abalar o mundo.

A descoberta da Bomba de Elétrons é o que os cientistas sempre sonharam: uma fonte de energia ilimitada, barata e que não gera poluição. Hallam é aclamado pelo público por sua descoberta, que só foi possível graças ao conhecimento vindo de um universo paralelo.

Porém, outro cientista, Peter Lamont, quer levar a público que Hallam, na verdade, não passa de um impostor. Além disso, ele está convencido de que a Bomba é perigosa - e que sua existência irá por um fim ao nosso universo.

Por coincidência (porque tiro minhas leituras da TBR Jar), acabei lendo dois autores clássicos de ficção científica em seguida: Arthur C. Clarke e Isaac Asimov. Agora posso dizer que já li dois livros de cada, e por enquanto Clarke está ganhando no páreo.

Os Próprios Deuses é dividido em três partes. A primeira é sobre a treta entre Hallam e Lamont que comentei acima. Na segunda, acompanhamos os seres do para-universo - e foi a coisa mais louca que já li na vida. Já na terceira, vamos para a Lua, onde estão construindo outra Bomba de Elétrons.

Dei 3 estrelas mais por respeito a Sir Asimov que qualquer outra coisa, porque juro que não consegui entender esse livro. Li várias resenhas, comentários, discuti sobre com o marido (foi ele que me sugeriu a leitura)... Mas, apesar de admirar a narrativa, não consegui gostar. As três partes foram muito desconexas umas com as outras. O que mais me impressionou foi que nas duas primeiras há uma certa urgência em relação à Bomba (ela vai explodir o universo! Fujam para as colinas!), mas ninguém dá importância a isso.

Apesar de ser considerada uma obra-prima da ficção científica e ter ganhado vários prêmios, Os Próprios Deuses simplesmente não funcionou comigo. É uma pena, mas ainda não vou desistir de Asimov.


Nota:

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